26 de fevereiro de 2012
Procure os seus caminhos
"Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Fernando Pessoa
25 de fevereiro de 2012
Mesão Frio
Mesão Frio é uma vila que pertence ao Distrito de Vila Real.
Este concelho situa-se no derradeiro limite da Região Demarcada do Douro foi ao longo dos séculos habitado por vagas de povos primitivos, por monges e nobres, cujos nomes estão definitivamente inscritos nas páginas da história do vinho do Porto. Pela encosta abaixo, muitos são os solares setecentistas e as casas brasonadas construídas nos anos prósperos de produção e comércio do precioso néctar do Douro.
Conta a história que Mesão Frio terá nascido no local que muito mais tarde envolveria a Igreja de S. Nicolau, mandada construir pela rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques.
A data de nascimento deste povoado pode-se atribuir aproximadamente ao início do século III.
O atual nome desta vila provém de uma longa evolução linguística, semântica e gráfica da “mansionis frigidae”.
A primeira vez que aparece este lugar grafado de “mansion frigido” resultante da adulteração dos vocábulos femininos “mansione frígida”, foi em 1059 no “Inventario de omnes hereditates sive et ecclesia de Vimaranes”, do monarca leones Fernando Magno, isto é, 120 anos antes de D. Afonso Henriques haver sido reconhecido como rei.
Ao longo dos séculos, este termo toponímico sofreu diversas variações na grafia do seu vocábulo, descrita em vários documentos, que são inevitavelmente a consequência lógica da evolução da língua portuguesa. O comodismo ou aglutinação do linguajar do povo conduziu a uma evolução progressiva, até ao seu nome atual: Meijon Frio, Meijó Frio, Mey Johan Frio, Meyon Frio, Meyão Frio, Mezam Frio e Mesão Frio.
O traço essencial que carateriza Mesão Frio é a orientação da sua formação morfológica que lhe cria um espaço próprio de vida e de cultura. Esta Vila é uma das relíquias vivas da nossa ancestralidade e transporta-nos às raízes mais profundas da nossa história.
Em Mesão Frio a sensação que estamos num cenário histórico e medieval é permanente. O valioso património arquitetónico, do qual abundantemente ressaltam majestosos edifícios, é inconfundível, nesta terra de ruas e praças quase imaculadas que o tempo pouco mudou. Para além dos solares, em todas as freguesias, se levantam igrejas que guardam esbeltas esculturas, alfaias e paramentos, ermidas, nichos, fontanários e outras obras de arte.
Entre montes e vales de vegetação densa, em caminhos surpreendentes e quase inexplorados, encontramos recantos para repouso e miradouros de beleza ímpar, voltados ao Douro.
As principais formas de relevo resultam da Serra do Marão cuja ramificação montanhosa descendente se subdivide ao longo do rio Douro, formando um cabeço linear nas freguesias de Vila Marim e Cidadelhe. Associadas a este cabeço encontram-se algumas bacias de receção onde têm origem várias linhas de água afluentes do Douro. Estes afluentes, mesmo de baixo caudal, escavaram vales profundos e encaixados, por vezes sinuosos, como é o caso dos rios Teixeira e Sermanha.
Das várias freguesias da cidade visitamos os lugares históricos como Barqueiros ou Vila Marim obras primas da natureza. São terras de ruas e recantos quase imaculados que o tempo pouco alterou. O miradouro, na minha opinião, mais fascinante situa-se na vila Marim.
No centro da vila visitamos a Igreja Matriz românica (Igreja de São Nicolau), a Igreja de Santa Cristina (séc. XVIII), o Paços do Concelho - Convento franciscano (séc. XVIII), entre outros monumentos.
No que se refere à gastronomia esta é rica em receitas tradicionais como de o sável, lampreia, truta, cabrito assado, marrã (carne de porco) e a doçaria composta de falachas, doces e rebuçados de Donsumil.
Nesta vila desfrutamos de belas paisagens, de doces sabores, e respiramos a história que está embrenhada e cada ruela.
24 de fevereiro de 2012
Alfândega da Fé
Alfândega da Fé é uma vila que pertence ao Distrito de Bragança.
O nome de Alfândega da Fé remete-nos desde logo para factos relacionados com a História de Portugal: o nome “Alfândega” estará relacionado com invasões árabes que ocorreram por volta do século VIII e que deixaram, entre outras coisas, os vocábulos começados por al; e o “da Fé” evoca, por sua vez, todo o processo de reconquista cristã da Península Ibérica e que só terminou completamente no século XV. Alfandagh, designação atribuída pelos árabes a esta região, significa hospício, estalagem ou fronteira, ou seja um local calmo e hospitaleiro, povoado por gente pacífica e trabalhadora.
O seu primeiro foral de concelho medieval, aconteceu em 1294, com a carta Foral de D. Dinis.
Ao longo do passeio pelo concelho de Alfandega da fé foram várias as paisagens encantadas que nos cruzamos.
As cores dos amendoais e dos pomares de cerejeiras e pessegueiros, os mantos de flores agrestes retocados por urzes e giestas embriagaram os nossos sentidos.
De forma a contemplarmos ainda mais beleza, subimos à Serra de Bornes onde através dos horizontes vislumbramos a liberdade.
Foram vários os miradouros que visitamos, contudo o miradouro do Santuário da Senhora dos Anúncios foi o que mais nos fascinou.
Também subimos aos Miradouro do Santuário de Nossa Senhora do Socorro e ao miradouro na vila de Cerejais.
No centro da vila de Alfandega da Fé visitamos a igreja matriz, que foi reconstruída há cerca de sessenta anos, perdendo as anteriores caraterísticas, que seriam do século XVI.
Também visitamos a Torre do Relógio, esta torre, ex-libris da vila, é do início do século XIX; mas as suas caraterísticas e o facto de estar localizada na zona onde passava o "muro" do castelo, leva a supor tratar-se do que resta daquela fortificação.´
Em suma, levamos destas terras a imagem de uma natureza rica e diversificada.
23 de fevereiro de 2012
Melgaço
Melgaço é uma vila no Distrito de Viana do Castelo, inserida numa região montanhosa, banhada pelo Rio Minho.
A ocupação humana da região é muito antiga, encontrando-se diversos monumentos megalíticos pelo município, cujo exemplo mais significativo encontra-se talvez em Castro Laboreiro, onde foram descobertos várias marcas dos povos primitivos que aqui habitaram durante diferentes épocas.
Tomando como provável a tradição, o castelo de Melgaço terá sido construído no reinado de D. Afonso Henriques, por volta de 1170. Foi aliás este monarca quem concedeu a Melgaço a sua primeira carta de foro, entre 1183 e 1185, carta essa que foi confirmada por D. Afonso II em 1219, para ser substituída, no reinado de D. Afonso III, em 1258, por nova Carta de Foral.
Situada na fronteira Espanhola, Melgaço sempre representou um papel defensivo estratégico, sendo palco de vários acontecimentos históricos ao longo dos séculos, tendo a atual localidade se formado ao redor do seu Castelo, do qual parte ainda hoje se mantém sobranceiro à vila.
Região verdejante, tipicamente Minhota, de forte e fértil vegetação, onde se fabrica uma das mais sublimes castas de Vinho verde, o famoso Alvarinho, Melgaço orgulha-se do seu bonito património histórico, cultural e arquitetónico, inserido no maravilhoso Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Diversas casas senhoriais e brasonadas e pequenos palacetes enriquecem esta paisagem minhota, por entre outros monumentos de destaque, como as Capelas de Nossa Senhora da Orada e de São Julião com o seu belo cruzeiro.
Iniciamos a visita pela Porta de D. Afonso III e percorremos a Rua Direita que exibe a sua calçada portuguesa, indicando-nos o caminho para o castelo.
22 de fevereiro de 2012
Lindoso
Lindoso é a freguesia de maior área do concelho de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, fazendo fronteira com Espanha. Estende-se pela vertente Norte da Serra Amarela e pela Serra do Cabril, na margem esquerda do rio Lima.
O soberano rei D. Dinis gostou tanto do castelo que se situa em Lindoso pela primeira vez que lá se deslocou, que repetiu a visita mais algumas vezes. Continua a lenda: "Tão alegre e primoroso o achou, que logo Lindoso se chamou".
O topónimo Lindoso poderia muito bem derivar desta lenda mas na verdade deriva de Limitosum, aparece pela primeira vez referido nas inquirições de 1258.
O concelho de Lindoso recebeu foral de D. Manuel em 1514. Dos séc. XIV ao XVI forma alcaides do castelo os araújos, pois vieram desta família que era senhora da Terra de Araújo junto do lugar de S. Martin de Loleos, na fronteira portuguesa. As armas da família Araújo da Galiza são descritas de formas muito diversas, mas em alguns dos escudos figura uma torre ou um castelo.
O castelo e o conjunto de espigueiros que apresenta aprimoram este núcleo rural, inserido no Parque Nacional da Peneda-Gerês, do qual se vislumbra uma sublime paisagem sobre a albufeira do Lindoso.
Além do castelo, a aldeia do Lindoso apresenta um valioso património edificado, que inclui o pelourinho, espigueiros e eiras comunitárias, o cruzeiro do Castelo, a ponte medieval e os moinhos de água de Parada, calçadas medievais, o castro de Cidadelhe e as igrejas paroquiais de São Mamede, Santa Maria Madalena e Santo André, além do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Iniciamos a visita embrenhando-nos pela povoação típica composta por velhas casas de granito, bem inseridas na paisagem, subsistindo ainda em algumas instalações agrícolas a cobertura de colmo.
Em seguida dirigimo-nos ao Castelo Afonsino (classificado monumento nacional), reconstruído por D. Dinis, em 1278, com baluartes e torre de menagem, alterado na época da Restauração. Sobranceiro a terras de Espanha, em posição dominante na serra Amarela, sobre a margem esquerda do rio Lima, este castelo foi erguido de raiz, na Idade Média, com a função de vigia, defesa e marco de soberania da fronteira. Embora não tenha estado envolvido em grandes batalhas ou episódios de história militar, é considerado como um dos mais importantes monumentos militares portugueses, pelas novidades técnicas e arquitetónicas que ensaiou, à época, no país.
Junto ao Castelo levantam-se mais de cinquenta espigueiros dos séc. XVIII e XIX, num aglomerado impressionante e único no país. Inteiramente de pedra, cada exemplar apoia-se em vários pilares curtos, assentes na rocha e encimados por mós ou mesas. Sobre elas repousa o canastro, formado de balaustros entre si separados por fendas de ventilação.
Quanto à gastronomia, é também muito variada e não dispensa as papas de sarrabulho, rojões à moda do Minho, cozido à portuguesa, cabrito assado, posta barrosã, fumeiro (enchidos e presunto), lampreia, truta, vinho verde e mel.
Concluindo, em Lindoso contemplamos atrações monumentais, rurais e paisagísticas.
Concluindo, em Lindoso contemplamos atrações monumentais, rurais e paisagísticas.
21 de fevereiro de 2012
Se alguém lhe fechar a porta
"Se alguém lhe fechar a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: a água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna."
Augusto Cury
20 de fevereiro de 2012
Freixo de Espada à Cinta
Freixo de Espada à Cinta é uma vila pertencente ao Distrito de Bragança.
Este concelho integra o Parque Natural do Douro Internacional juntamente com os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Miranda do Douro e Mogadouro.
Junto ao Douro, Freixo esteve sempre atento face à antiga Castela. Esta vila é anterior à fundação da Nacionalidade, no foral que D. Afonso Henriques, concedido em 1152, já é mencionado o castelo. D. Sancho II eleva-a a Vila em 1240 e mais tarde D. Manuel I concede-lhe foral novo. O castelo de Alva foi também uma fortaleza de grande importância. A figura, rupestre “Cavalo Mazouco”, muito conhecida, é o testemunho da antiguidade destas terras.
No séc. XVIII, Freixo de Espada à Cinta, conheceu o seu melhor período de desenvolvimento económico com a implementação da indústria da seda, chegando a haver 71 teares distribuídos por quatro fábricas.
A origem do nome, Freixo de Espada à Cinta, está ligado a diversas histórias, uma das mais vulgarizadas, conta que um cavaleiro cristão, para se esconder de perseguidores, terá subido para um freixo, pendurando a espada no seu tronco, os perseguidores ao depararem com um freixo com espada, tiveram medo e fugiram, dando este episódio o nome ao lugar.
Iniciamos a visita à vila pelo seu centro histórico, onde as casas possuem uma arquitetura manuelina e renascentista, que pertencem aos sécs. XVI-XVII. A voz do povo teima em afirmar “ Freixo de Espada à Cinta, é a vila mais manuelina de Portugal”, e para o comprovar percorremos a vila a pé de forma a observar as casas.
Passamos pela Igreja Matriz ou Igreja de S. Miguel de estilo manuelino, que possui um belíssimo retábulo da escola de Grão Vasco. Esta foi mandada edificar por D. Manuel I.
Em frente à igreja Matriz encontramos a Igreja da Misericórdia, de Construção do séc. XVI.
No centro da praça situa-se a Estátua de Jorge Álvares, em homenagem ao Navegador e Cronista.
Uma das atrações da vila é a Torre Heptagonal do Castelo ou Torre do Galo, que Pertencia à antiga cerca medieval reconstruída por D. Dinis. Na sua fachada central estão as antigas armas da vila. Séc. XIV. Subimos ao cimo da torre e contemplamos toda a vila.
Outros locais que visitamos foram as gravuras rupestres de Mazouco, nomeadamente o “Cavalo de Mazouco” e também a “Calçada de Alpajares”.
Terminamos o nosso passeio, em Freixo de Espada à Cinta, com uma visita aos Miradouros do Penedo Durão, do Carrascalinho, do Colado e do Carril, onde deslumbramos uma bela paisagem.
Como Freixo de Espada à Cinta faz parte do circuito das Amendoeiras em Flor, ao longo dos trajetos realizados apreciamos várias amendoeiras em flor que atingem o seu esplendor nos meses de Fevereiro e Março.
Esta vila manuelina encanta pelas suas paisagens e pela sua história.
Este concelho integra o Parque Natural do Douro Internacional juntamente com os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Miranda do Douro e Mogadouro.
Junto ao Douro, Freixo esteve sempre atento face à antiga Castela. Esta vila é anterior à fundação da Nacionalidade, no foral que D. Afonso Henriques, concedido em 1152, já é mencionado o castelo. D. Sancho II eleva-a a Vila em 1240 e mais tarde D. Manuel I concede-lhe foral novo. O castelo de Alva foi também uma fortaleza de grande importância. A figura, rupestre “Cavalo Mazouco”, muito conhecida, é o testemunho da antiguidade destas terras.
No séc. XVIII, Freixo de Espada à Cinta, conheceu o seu melhor período de desenvolvimento económico com a implementação da indústria da seda, chegando a haver 71 teares distribuídos por quatro fábricas.
A origem do nome, Freixo de Espada à Cinta, está ligado a diversas histórias, uma das mais vulgarizadas, conta que um cavaleiro cristão, para se esconder de perseguidores, terá subido para um freixo, pendurando a espada no seu tronco, os perseguidores ao depararem com um freixo com espada, tiveram medo e fugiram, dando este episódio o nome ao lugar.
Iniciamos a visita à vila pelo seu centro histórico, onde as casas possuem uma arquitetura manuelina e renascentista, que pertencem aos sécs. XVI-XVII. A voz do povo teima em afirmar “ Freixo de Espada à Cinta, é a vila mais manuelina de Portugal”, e para o comprovar percorremos a vila a pé de forma a observar as casas.
Passamos pela Igreja Matriz ou Igreja de S. Miguel de estilo manuelino, que possui um belíssimo retábulo da escola de Grão Vasco. Esta foi mandada edificar por D. Manuel I.
Em frente à igreja Matriz encontramos a Igreja da Misericórdia, de Construção do séc. XVI.
No centro da praça situa-se a Estátua de Jorge Álvares, em homenagem ao Navegador e Cronista.
Uma das atrações da vila é a Torre Heptagonal do Castelo ou Torre do Galo, que Pertencia à antiga cerca medieval reconstruída por D. Dinis. Na sua fachada central estão as antigas armas da vila. Séc. XIV. Subimos ao cimo da torre e contemplamos toda a vila.
Outros locais que visitamos foram as gravuras rupestres de Mazouco, nomeadamente o “Cavalo de Mazouco” e também a “Calçada de Alpajares”.
Terminamos o nosso passeio, em Freixo de Espada à Cinta, com uma visita aos Miradouros do Penedo Durão, do Carrascalinho, do Colado e do Carril, onde deslumbramos uma bela paisagem.
Como Freixo de Espada à Cinta faz parte do circuito das Amendoeiras em Flor, ao longo dos trajetos realizados apreciamos várias amendoeiras em flor que atingem o seu esplendor nos meses de Fevereiro e Março.
Esta vila manuelina encanta pelas suas paisagens e pela sua história.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















































