11 de março de 2012

Santo Tirso



Santo Tirso é uma cidade que pertence ao distrito do Porto.

Os vestígios arqueológicos encontrados no concelho permitem concluir que estas terras são habitadas desde a Pré-História. Instrumentos de pedra polida encontrados no Monte da Assunção constituem o testemunho mais antigo da ocupação deste território pelo homem. O castro do Monte Padrão e o de Santa Margarida são magníficos exemplos de povoados fortificados, posteriormente romanizados.

No mosteiro fundado por D. Unisco Godiniz no ano de 978, na sua Vila de Moreira de Riba d'Ave, está a origem do atual concelho de Santo Tirso.

O couto do mosteiro de Santo Tirso foi instituído em 1097 pelo conde D. Henrique, o qual o doou a Soeiro Mendes da Maia. No ano seguinte o couto foi novamente doado, desta vez ao mosteiro beneditino, cujo abade era D. Gaudemiro. Ao mosteiro pertenceram as terras do couto até ao séc. XIX, quando por decreto de António José Aguiar se deu a expropriação dos bens das ordens religiosas. Em 1834, após a retirada dos monges de S. Bento, toma posse a Comissão Municipal interina do futuro concelho de Santo Tirso, a qual fica sediada num dos edifícios do concelho.

Iniciamos a visita à cidade pelo Mosteiro de S. Bento, fundado por Dona Unisco Godiniz no ano de 978 e a sua filiação à Ordem Beneditina data de 1902. A sua traça atual resulta, em grande medida, das amplas obras realizadas no séc. XVII, dirigidas por Frei João Turriano . O seu interior é ricamente ornamentado em talha dourada. O seu estilo, onde se cruzam influências do barroco e do rococó francês alemão, reflete um espírito inventivo e gracioso que a igreja matriz de Santo Tirso transmite em todo o seu esplendor.







Em seguida visitamos o Mosteiro de Roriz, a fundação do Mosteiro de Roriz data de 1070 e é atribuída a D. Toure Sarnão. No ano de 1173 D. Afonso Henriques fez a doação do mosteiro aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho que, entre o final do sé. XII e inícios do séc. XIII, constroem a Igreja de S. Pedro de Roriz, conhecida hoje como um dos mais belos exemplares da arquitetura românica do Douro Litoral. Depois de uma longa e atribulada história, no séc. XIX, o mosteiro é adquirido pelo Visconde de Roriz ficando a igreja desde essa altura, aberta à comunidade local.



Também visitamos o Mosteiro de Santa Escolástica, um moderno edifício que alberga uma Comunidade Religiosa de Santa Escolástica constituída por freiras que, para além do recolhimento, se dedicam ao fabrico de doçarias " bolachas de Santa Escolástica " O edifício, fundado em 1935, é caracterizado por uma arquitetura tipicamente novecentista.

Outro mosteiro que visitamos foi o Mosteiro de Vilarinho, a Igreja de Vilarinho é de traça românica atribuível ao séc. XII. Pertenceu ao Mosteiro de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, construído entre 1070 e 1074 por fidalgos da geração dos Fafes. Com a extinção das ordens religiosas este templo passou de novo ao seu antigo estatuto de igreja paroquial.

Em seguida dirigimos para a Igreja de S. Tomé de Negrelos, onde visitamos a Loggia Quinhentista.





Por fim, seguimos para o Monte da Assunção, onde visitamos o Santuário de Nª Senhora da Assunção, localizado numa área arborizada com uma excelente vista panorâmica sobre a cidade de Santo Tirso. Este templo foi concebido pelo arquiteto Korrodi em 1919 para substituir a Capela Velha. Construção de granito, em estilo neo-românico, de planta cruciforme de acordo com os gostos revivalistas da segunda metade do séc. XIX.




A gastronomia e a doçaria do concelho, com especial destaque para os pastéis jesuítas, limonetes, as bolachas conventuais de Santa Escolástica, o Licôr de Singeverga e a produção de vinhos verdes, representam também uma das potencialidades da região.


Concluindo, a memória de Santo Tirso desenvolve-se no domínio cultural, não só pela presença de marcas históricas que registam a ocupação do território e que definem o seu carácter e identidade, mas fundamentalmente da projeção no futuro.


10 de março de 2012

Milagre



"Há duas formas para viver a sua vida: uma é acreditar que não existe milagre.A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre."

                                                                                                                                Fernando Pessoa

9 de março de 2012

Crepe com cogumelos





Ingredientes:

Massa de crepes:
125 gr de farinha
250 ml de leite
2 ovos
50 gr de manteiga
Sal, q.b.

Recheio:
200g de mistura de cogumelos selvagens
1 cebola
2 dentes de alho
Vinho branco, q.b.
Azeite, q.b.
Sal e pimenta, q.b.


 Começa-se por fazer a massa dos crepes, junta-se a farinha peneirada e o sal. Adiciona-se os ovos e o leite e mistura-se bem e deixa-se a massa repousar no frigorífico durante 1 hora.

Aloura-se a cebola e o alho picado num fio de azeite. Depois de a cebola estar alourada acrescenta-se um fio de vinho e um pouco e água e em seguida insere-se os cogumelos e deixa-se refogar. Por fim, acrescenta-se o sal e a pimenta e se necessário mais um pouco de água para os cogumelos cozinharem, deixa-se a água evaporar até os cogumelos ficarem cozinhados.

Retira-se a massa dos crepes do frigorífico e adiciona-se a manteiga derretida, e, numa frigideira anti aderente verte-se colheradas de massa até cobrir o fundo da frigideira, e assim que estiver cozinhada de um lado, vira-se o crepe e deixa-se cozinhar do outro lado. Repete-se até esgotar toda a massa.

Em seguida, recheia-se os crepes com o preparado dos cogumelos e servem-se quentes acompanhados com salada.

Bom apetite!



Caril de Frango com ananás





Ingredientes:
400g de peito de frango em cubos
1/2 pimento vermelho
1/2 cenoura
100g de cogumelos selvagens
 2 rodelas de ananás
1 lata de leite de côco
sal e pimenta, q.b.
Azeite q.b.
Tabasco, q.b.
4 colheres de sobremesa caril em pó de boa qualidade
250 g Tagliatelle Spinaci



Num tacho coloque a cebola e os alhos picados. Junte o azeite e leve a refogar. Adicione o frango em cubos e deixe dourar um pouco a carne.

Polvilhe com caril e tempere de sal, tabasco e pimenta de moinho. Junte a lata de leite de coco e mexa bem. Junte à carne o pimento, a cenoura, os cogumelos e o ananás. Retifique os temperos e se necessário acrescente mais caril e deixe cozer lentamente.

Sirva com massa tagliatelle Spinaci ou com arroz basmati.

Bom apetite!


Noodles com camarão





Ingredientes:
1/2 pacote de Noodles
4 chalotas
3 dentes de alho
100g de camarões cozidos
100g de delicias do mar
½ pacote de legumes chineses   
2 fatias de abacaxi
200 ml de molho de manga agridoce (comprei no Lidl)
Tabasco, q.b.
Azeite, q.b.
Vinho branco, q.b.
Sal e pimenta, q.b.

Numa frigideira estala-se as chalotas e o alho, num fio de azeite, em seguida acrescenta-se os camarões e as delícias do mar. Deixa-se refogar, e em seguida, acrescenta-se os legumes chineses e verte-se um fio de vinho branco de forma aos ingredientes não pegarem à frigideira. Tempera-se com sal, pimenta e tabasco e junta-se o abacaxi aos pedaços.

À parte coze-se os noodles em água a ferver durante cerca de 4 minutos. Retira-se os noodles da água e junta-se ao preparado anterior. Mistura-se tudo e acrescenta-se o molho de manga e deixa-se apurar. Retira-se do lume e serve-se quente.

Bom apetite!


8 de março de 2012

Dia da Mulher

Foto by Profoto


"As mulheres constituem a metade mais bela do mundo."

                                                                    Jean-Jacques Rousseau

Tondela


Tondela é uma cidade do Distrito de Viseu, envolvida pelas belas paisagens da Serra do Caramulo.

Segundo documentos dos séculos X, XI e XII designava-se esta região por Terra de Balistariis. Esta designação tem por origem a palavra balista ou besta, máquina de guerra usada pelos besteiros na idade média.

De acordo com a lenda, havia uma mulher que vigiava do cimo dos montes os movimentos dos Mouros, e ao menos movimento tocava na “trompa” alertando do perigo. Ao “tom dela”, o povo juntava-se para enfrentar os Mouros. Daqui provém o nome de Tondela. Desta forma, no casco antigo da cidade existe um chafariz setecentista, o Chafariz da Sereia, que representa uma mulher com uma “trompa” na mão.



Percorrer o Concelho de Tondela, é verdadeiramente partir à descoberta da história nas suas mais belas vertentes, a arte, as paisagens e as gentes, pois em cada lugar existem marcas de outros tempos dignas de serem admiradas: imponentes solares com as suas belíssimas pedras de armas, igrejas, capelas, pontes e moinhos de água.

Do património arquitetónico com valor histórico no Município são de referenciar alguns conjuntos habitacionais dignos de registo, tanto pela sua imponência e dimensão, como pela história que lhes está associada e aos seus proprietários. De registo são também, os pelourinhos, marcos representativos da história local e da tradição política portuguesa definida nas cartas de foral.





No passeio pela cidade defrontamos com vários solares entre eles o Solar de Sant’Ana, construído durante o século XVIII. Este edifício pertenceu à família Ferraz de Carvalho, da qual alguns membros foram lentes da Universidade de Coimbra, daí havendo quem lhe chame a Casa dos Lentes.



O Solar de Vilar do século XVIII e enquadra-se na tipologia da arquitetura religiosa, rococó.

O Antigo Hospital de Tondela, edifício é do século XIX-XX, pertencendo à arquitetura civil eclética.

E visitamos também a Igreja matriz da cidade.



Contudo, o património arquitetónico não é o único que se destaca neste concelho, temos também a diversidade de paisagem em que se conjugam os encantos da Serra do Caramulo, da zona planáltica do Vale de Besteiros, dos imensos espaços florestais, dos rios e praias fluviais.

Continuamos o nosso percurso pelo concelho de Tondela e dirigimo-nos à freguesia de Castelões de forma a realizarmos um passeio no seio da natureza. Iniciamos o percurso no Parque do Coração de Maria e ao longo do caminho fomos brindados com quedas de águas, com capelinhas, com moinhos de água, com aldeias rurais, entre outras atrações.








No que se refere à gastronomia esta região possui uma gastronomia variada, é típico da região: cabrito no forno, com batata assada e arroz de miúdos, chanfana na padela, vitela assada no forno, pratos todos eles confecionados nas famosas assadeiras de Barro Negro de Molelos, que lhe conferem um paladar particular. Os enchidos, os fumados e os peixes do rio com molho de escabeche completam a afamada mesa desta região.

Com uma história riquíssima e um património de excelência, aliada à beleza paisagística da Serra do Caramulo, o concelho de Tondela e as suas gentes sabem receber na boa tradição Beirã.



Sabugal


Sabugal é uma cidade que pertence ao distrito da Guarda. Esta situa-se a 750 m de altitude na margem direita do rio Côa. Terá sido fundado em 1220, por D. Afonso X de Leão.
Integrada no reino de Leão passou para Portugal através da assinatura do Tratado de Alcanices entre D. Dinis e D. Fernando IV de Leão e Castela, em 1297.
Com este acordo, a coroa portuguesa fica com a posse legítima e perpétua de todas as terras de Riba-Côa, sendo criado um novo limite fronteiriço que, se manteve até aos nossos dias.

Sabugal é uma cidade com séculos de história, pois remonta à construção da nacionalidade. O imponente castelo foi palco, segundo reza a lenda, do famoso milagre das rosas, que teve como protagonistas a rainha D. Isabel e o rei D. Dinis. A sua história mais conhecida remonta ao período da reconquista cristã da Península Ibérica e à época da formação da nacionalidade.



Esta cidade é uma terra de grandes tradições históricas. Assim, e como consequência apresenta um património cultural valiosíssimo.

O Castelo do Sabugal, também é referido como Castelo das Cinco Quinas devido ao formato incomum de sua torre de menagem. Esta é uma fortificação medieval com torreões ameados, seteiras em cruz. Das antigas muralhas da vila podem ainda ver-se alguns fragmentos e a torre da porta leste, transformada em torre de relógio (foi conhecida por torre Brás Garcia de Mascarenhas que ali esteve preso).




Depois de visitarmos o castelo percorremos as ruelas desta cidade marcada pela história. Passamos pela igreja matriz, do séc. XVIII, com decorações barrocas, pela fonte, pelo pelourinho e por outros, não menos importantes, monumentos históricos.




A gastronomia local é rica em enchidos, em carnes e em doces regionais.


Visitar o Sabugal é percorrer uma região rodeada de interesse histórico, paisagístico e gastronómico.

7 de março de 2012

Gouveia


A cidade de Gouveia, pertence ao distrito da Guarda e situa-se na encosta noroeste da Serra da Estrela, possibilitando uma das subidas mais agradáveis para a Serra da Estrela, entre esculturas trabalhadas na pedra pela natureza, nascentes de água pura e a fauna e flora da montanha.

A região de Gouveia foi habitada pelo homem desde épocas bastante remotas, existindo mesmo alguns vestígios pré-históricos, cujo exemplo mais significativo é o Dólmen da Pedra da Orca, na freguesia de Rio Torto, datado do final do período Neolítico.

 Existem igualmente vestígios de civilizações castrejas, Romana e Muçulmana que aqui deixaram a sua marca. Gouveia, antes Gaudella, foi palco de lutas entre Cristãos e Muçulmanos, estando em ruínas quando o rei D. Sancho I a tentou repovoar, em 1186, atribuindo-lhe o foral. Com o objetivo de promover a povoação e a defesa da região D. Afonso II, em 1217 atribuiu novo foral, reforçando os privilégios concedidos aos moradores, gesto repetido por D. Manuel I, em 1510.

Ao longo da vista pela cidade fascinamo-nos com o casario dos bairros mais antigos, a nobilidade dos edifícios históricos, a arte das Igrejas e Capelas, mas também e sobretudo com a simpatia, as histórias e saberes das gentes.



Passamos pela Praça de São Pedro uma das praças mais ilustres da Beira Alta, já que é elegantemente enquadrada pela Igreja da Misericórdia (Igreja datada do século XVIII que tem na fachada azulejos pintados à mão), a Fonte de São Lázaro (que data de 1779), a Igreja de São Pedro (Igreja Matriz datada do século XVII) e a Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira (antigo Solar dos Serpa Pimentel, Marqueses de Gouveia, datado do século XVIII, que integra uma Capela particular dedicada à Senhora dos Prazeres e ao culto a Santa Eufêmia).







Em seguida seguimos pela Rua Direita, junto à Igreja de São Pedro, e encontramos a Casa da Torre, que foi propriedade dos primeiros Marqueses de Gouveia, onde se destaca uma Janela Manuelina, classificada como património nacional. Neste edifício funciona atualmente o Centro de Interpretação do Parque Natural da Serra da Estrela.




A poucos metros da Praça de São Pedro, encontramos os Paços do Concelho, edifício onde, no século XVIII, viviam e lecionavam padres jesuítas. Mais tarde serviu também de refúgio para as freiras do Convento do Loreto, de Almeida, de hospital militar e de Tribunal e Cadeia Pública desde 1839, já no século XX recebeu os serviços e executivo camarário.


Destaco também o Museu Municipal Abel Manta, instalado no setecentista Solar dos Condes de Vinhó e Almedina, com uma importante coleção deste ilustre Pintor natural de Gouveia, bem como uma coleção de trabalhos de artistas como Vieira da Silva, Joaquim Rodrigo, Júlio Resende, Júlio Pomar, Menés, Paula Rego, entre outros.


Da gastronomia local saliento os queijos, os enchidos e as compotas, que são a minha predição. Sempre que visito esta cidade compro um queijo da Serra, vários enchidos e compotas de abóbora.

Concluindo, a cidade de Gouveia proporciona belos cenários urbanos e de natureza, refletindo momentos de cultura e de lazer.


Folgosinho


Folgosinho é uma freguesia do concelho de Gouveia, distrito da Guarda, província da Beira Alta, vila antiquíssima e sede de concelho até 1836, fica situada na encosta norte da serra da estrela.

Esta povoação era de difícil acesso e fácil defesa, nos primórdios da sua existência, quase inacessível, antes da abertura da estrada nacional, em 1914.

O Rei D. Sancho I deu-lhe foral em 1187, tendo em vista, sobretudo, a sua posição chave, na estratégia defensiva da Beira.

Por força deste foral e dos que se seguiram, a vila de Folgosinho e seu termo eram "Terra de El - Rei", tendo mais tarde, como donatários, os marqueses de Arronches, depois os duques de Lafões.

Após a reformulação de 1836, Gouveia tornou-se a sede de concelho de 21 Freguesias, entre as quais Folgosinho.      



O castelo é o ex-libris da povoação, cuja fundação é atribuída ao lendário Viriato, que aqui teria nascido. Juntamente com o de Linhares e com o de Celorico, o castelo de Folgosinho compunha um triângulo defensivo do vale do rio Mondego.
Jóia preciosa e rara, talvez única, de puro quartzo branco-rosado, engastada na granítica e majestosa Serra da Estrela, o Castelo domina, altaneiro, o Vale do Mondego. Deste, a vista é magnífica, descortinando não só a maravilhosa natureza circundante, mas também cidades vizinhas e mais afastadas, como Mangualde, Celorico da Beira, Viseu ou mesmo Guarda.



Percorremos as ruas da pequena vila e verificamos que esta tem a particularidade de ter as suas ruas decoradas com quadras populares, encimadas pelo seu Castelo, e contando com outros monumentos como a igreja Matriz do século XVI, o Pelourinho, o local de Cerro das Forcas onde existia a antiga Forca da vila, bem próximo do sítio arqueológico do Outeiro, ou as Fontes tradicionais da vila, como a do Pedrão.









Na visita realizada a esta vila não desfrutamos apenas das paisagens e do seu património, mas também da gastronomia, aconselho o restaurante Albertino onde saboreamos as iguarias locais, como o cabrito e borrego assado, entre outros pratos e como sobremesa deliciamo-nos com o requeijão com doce de abóbora.

Esta pequena vila de ruas tradicionais serranas oferece aos visitantes parte da sua história, tradição e sabores.