10 de maio de 2012

Gondomar


Gondomar é uma cidade do Distrito do Porto. O Rio Douro ao longo de 32 Km – desde Melres até Valbom – acompanha Gondomar, sendo este concelho possuidor, através da sua relação com o rio, de um Património Etnográfico único, de costumes ancestrais, que o atestam a pesca da lampreia e a pesca artesanal que ainda se praticam na freguesia da Lomba.

O seu nome – Gondomar - tem ressonâncias históricas. Vários achados revelam as velhas raízes da vivência humana neste local desde a pré-história. A exploração das minas de ouro nas regiões próximas e a posição estratégica do "Castro" comprovam a permanência dos Romanos nestas terras. Entre outras versões, a denominação “Gondomar” é atribuída ao rei visigodo Gundemaro que, em 610 teria aqui fundado um couto. Apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos, Gondomar recebeu o primeiro foral em 1193, de D. Sancho I que, mais tarde, foi confirmado pelo rei D. Afonso II através das Inquirições. O Monarca "fez honra de Gondomar" a D. Soeiro Reymondo, que aqui tinha um solar.

No que se refere ao património religioso, no centro da cidade destaca-se a Igreja matriz que foi erguida a partir do início do século XVII.




Quanto ao Património Construído, existem no Concelho vários solares seculares, sendo um dos mais importantes o solar da Casa de Montezelo, em Fânzeres, que juntamente com a belíssima magnólia, existente no átrio do imóvel, com trezentos anos, está classificado como Imóvel de Interesse Público.

No âmbito da azulejaria, é de realçar o conjunto de painéis existentes na Estação de Caminhos de Ferro de Rio Tinto, da autoria do pintor João Alves de Sá, provenientes da Fábrica Viúva Lamego, datados de 1936. Os referidos painéis ilustram aspetos da vida quotidiana de Rio Tinto, na altura, bem como a lenda que deu origem à atribuição do nome Rio Tinto.



Em relação ao Património Natural, para além do Rio Douro, que nos oferece paisagens de uma beleza indescritível, encontramos ainda em Gondomar, pedaços de natureza, com carvalhos, castanheiros, e pinheiros, principalmente ao longo do curso do Rio Sousa e Rio Ferreira, os quais atravessam respetivamente as freguesias de Foz do Sousa e Covelo, e as freguesias de São Pedro da Cova e Foz do Sousa.

De forma a avistarmos toda a cidade e arredores subimos ao Monte Crasto, com um conjunto arbóreo muito importante para a envolvente urbana, e um miradouro único sobre as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia.





A não perder é o passeio pela marginal, passando por Zebreiros até Melres (vila até 1834) onde se destaca o Largo do pelourinho e o Palacete da Bandeirinha, solar dos PortoCarrero, notável pela opulenta ornamentação de talha primorosa que forma os tetos da sala nobre, datada de 1697.

Em Zebreiros podemos desfrutar da praia fluvial.



Também visitamos a Barragem Crestuma/Lever que entrou em funcionamento de 1985.




Relativamente à gastronomia, fortemente marcada pela presença do rio Douro, a gastronomia de Gondomar está intimamente ligada às tradições piscatórias que, desde sempre, se desenvolveram no município.

No que se refere a restaurantes aconselho os seguintes: Restaurante o “Zé Pacheco”, Ritual Prova, O Comensal, O Cardeal, Arcada Velha, A cozinha do Cruzeiro.
 
 
O que mais me agrada nesta localidade é o passeio pela marginal onde comtemplamos a beleza do rio que contrastada com a envolvência do verde proveniente da natureza.


9 de maio de 2012

Numão



Numão é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Foz Côa. Esta é uma população muito antiga, provavelmente habitada por povos celtas antes da romanização.

Do período romano, subsistem vários monumentos, nomeadamente fontes, a ponte sobre a ribeira Teja, Inscrições, e as colunas do fórum romano situadas no castelo.

O castelo supõe-se, ser de origem muçulmana, todavia esta região foi habitada por povos que remontam à época dos lusitanos e posteriormente romanizada.

A reconquista pelas forças cristãs deverá ter ocorrido por volta de 1055, passando a integrar o território português com a independência, declarada em 1139, por D. Afonso Henriques, que mandou reedificar o castelo, cujas obras se prolongam pelo reinado de D. Sancho I.



Este tem uma igreja românica, uma cisterna, e as muralhas com seis torres, que foram reconstruídas na época medieval e nos anos 50 do século passado.




Podem ainda ver-se numerosas sepulturas antropomórficas, dentro e fora do castelo.

Nos mapas medievais a população designa-se Nonian, obteve o primeiro foral ainda antes da independência de Portugal, e obteve novo foral na época Manuelina, foi vila até ao século XVIII.

Na Arquitetura Religiosa, saliente-se a Igreja Matriz dos séculos XVI-XVII e de traça românica, a Capela de Santa Teresa datada de 1710, a Capela de Santa Eufémia, do século XVI, recentemente descaracterizada.





O ex-libris desta freguesia não é apenas o seu castelo, mas também a paisagem envolvente e os miradouros.

Visitamos o Miradouro do Arnozelo, debruçado sobre o Douro, um dos mais impressionantes cenários durienses, onde a beleza e o silêncio se completam.



Em suma, Numão é uma freguesia com uma História rica, com um auge assinalável em plena Idade Média.


Vila Nova de Foz Côa


Vila Nova de Foz Côa é uma cidade, que pertence ao Distrito da Guarda. Situada na região do Alto Douro, numa área de terras xistosas também conhecidas como “Terra Quente”, Vila Nova de Foz Côa é uma cidade, que viu o seu nome correr fronteiras pela descoberta e classificação como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO das suas gravuras rupestres paleolíticas ao ar livre no vale do Rio Côa, um dos maiores centros arqueológicos de arte rupestre da Europa.

Região maioritariamente agrícola, é também conhecida como a “Capital da Amendoeira”, devido à grande densidade desta árvore no concelho.






Os vestígios da ocupação humana, mais ou menos intensa, prolongam-se pelos tempos castrejos e romanos. Os escassos testemunhos do período suevo-visigótico e árabe garantem, contudo, a continuidade dos núcleos populacionais. Contrariando as vicissitudes próprias das terras fronteiriças nestas paragens, a vida comunitária revelou-se regular e contínua, a partir do séc. X.

Vila Nova de Foz Côa recebeu o seu primeiro foral em 1299, concedido por D. Dinis, tendo sido renovado pelo mesmo monarca em 1314. Em 1514, foi concebido um novo foral por D. Manuel I. 



Nesta cidade atesta-se o fervor religioso na sua bonita Igreja Matriz, de fachada Manuelina, e nas muitas Capelas, como a de Santa Quitéria (que se pensa ter sido outrora uma sinagoga), a de São Pedro e Santa Bárbara ou a barroca Capela de Santo António. Algumas casas senhoriais e brasonadas enriquecem o património arquitetónico da cidade, como a Casa dos Andrades. A Torre do Relógio, no sítio do Castelo, demonstra a arquitetura militar de outros tempos.






O concelho possui aldeias históricas que em tempos já foram sede de concelho, tais como, Freixo de Numão, Almendra e Castelo Melhor, dada a sua importância fronteiriça na defesa do território. No concelho contam-se, para além das aldeias, todas elas antigas e tradicionais, inúmeros palácios, solares, pelourinhos, tudo testemunhos de uma história.

Os sítios de arte rupestre do Vale do Coa situam-se ao longo das margens do rio Coa, sobretudo no concelho de Vila Nova de Foz Côa. Formam uma rara concentração de arte rupestre composta por gravuras em pedra datadas do Paleolítico Superior, constituindo o mais antigo registo de atividade humana de gravação existente no mundo.

O Parque Arqueológico do Vale do Coa é considerado como “um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo e é o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre”. Neste local foram identificados cinco dezenas de núcleos de arte, ao longo dos últimos 17 quilómetros do Rio Coa, até à sua confluência com o Douro. Estes núcleos apresentam gravuras datadas, na sua maioria, do Paleolítico superior (mais de 10.000 antes do presente) mas o vale guardou também exemplos de pinturas e gravuras do Neolítico e Calcolítico, gravuras da Idade do Ferro e dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, altura em que os moleiros, os últimos gravadores do Coa, abandonaram o fundo do vale.”

Outras das atrações desta terra são as paisagens de “cortar” o fôlego, retiros de silêncio, paz, meditação, mas também de saudável convívio, os Miradouros do Concelho de Vila Nova de Foz Côa, no alto, fazem-nos estar entre o céu e a terra.




Desta forma, percorremos vários dos miradouros do concelho, o que mais me fascinou o foi o Miradouro de Mós.

A localidade de Mós está pontuada por três capelas, a mais importante das quais é dedicada a Santa Bárbara.
Este miradouro tem uma impressionante vista panorâmica sobre o Douro, que se descobre numa extensão superior à que se tem nos miradouros de N.ª S.ª do Viso e de S. Martinho de Seixas.




No que se refere à gastronomia encontramos como iguarias típicas os enchidos, os pratos de caça, lebre e perdiz, o alho e o porco e a pescaria dos rios Douro e Coa.

Concluindo, as paisagens, adjacentes deste concelho, principalmente ao Rio Douro, são de enorme beleza além de serem únicas no mundo.


8 de maio de 2012

Crepes com morangos e chantilly





Ingredientes:
Massa de crepe:

 125 gr de farinha
250 ml de leite
2 ovos
50 gr de manteiga
Sal, q.b.

Recheio e cobertura:

1 caixa de morangos
2 pacotes de natas
Açúcar, q.b.
1 chocolate de culinária
Manteiga, q.b.
Leite q.b.


Começa-se por fazer a massa dos crepes, junta-se a farinha peneirada e o sal. Adiciona-se os ovos e o leite e mistura-se bem e deixa-se a massa repousar no frigorífico durante 1 hora.

Retira-se a massa dos crepes do frigorífico e adiciona-se a manteiga derretida, e, numa frigideira anti aderente verte-se colheradas de massa até cobrir o fundo da frigideira, e assim que estiver cozinhada de um lado, vira-se o crepe e deixa-se cozinhar do outro lado. Repete-se até esgotar toda a massa.

Lava-se bem os morangos e corta-se metade deles às rodelas e reserva-se os restantes.

Derrete-se o chocolate com a manteiga e um fio de leite.

Bate-se as natas com açúcar a gosto até ficarem em “castelo”.

Recheia-se os crepes com o chocolate derretido e com os morangos fatiados. Fecha-se o crepe e enfeita-se com chantilly e morangos inteiros.

Bom apetite!

7 de maio de 2012

Filetes de peixe com molho de laranja





Ingredientes:
4 filetes de peixe
4 colheres de sopa de manteiga derretida
1 laranja
2 dentes de alho
6 batatas grandes
50 g de manteiga
Leite , q,b,
Noz-moscada q.b.
Sal e pimenta, q.b.

Tempera-se os filetes de peixe com sal, pimenta e alho picado e reserva-se.

Coloca-se os filetes numa assadeira previamente untada com manteiga.

Rala-se um pouco da casca da laranja e reserva-se.

Mistura-se o sumo da laranja com a manteiga e coloca-se por cima dos filetes, junto com a raspa da laranja e leva-se ao forno pré-aquecido, por cerca de 10 minutos.

Coze-se as batatas em água e sal e reduz-se em puré.

 Junta-se a manteiga, a pimenta, o leite, a noz-moscada e envolve-se bem.

Serve-se os filetes de peixe por cima do puré de batata.

Bom apetite!

Porco com migas





Ingredientes:
2 medalhões de lombo de porco
Meia broa de milho
100g de castanhas
80 g de azeitonas pretas
1 cebola
5 alhos
2 folhas de louro
Sal e pimenta, q.b.
Folhas de Alecrim, q.b.
Azeite, q.b.
Manteiga, q. b.


Tempera-se os lombos de porco com sal e pimenta e reserva-se.

Numa frigideira, sela-se a carne dos dois lados em azeite, alho esmagado e folhas de louro. A meio do processo junta-se uns cubos de manteiga. Leva-se a carne ao forno, previamente aquecido a 180º c durante cerca de 15 minutos para acabar de cozinhar.

Dá-se uma cozedura às castanhas.

 Na frigideira onde se selou a carne, refoga-se os restantes alhos, a cebola picada e as folhas de alecrim. Acrescenta-se as castanhas cozidas e as azeitonas, ambas picadas.

Rala-se o miolo da broa de acrescenta-se ao preparado. Tempera-se com sal e pimenta e mexe-se até conseguir uma mistura homogénea. Junta-se mais azeite, se necessário.

Serve-se os medalhões de porco acompanhados com as migas.

Bom apetite!

6 de maio de 2012

Dia da Mãe

Foto retirada do site: https://www.google.pt/search?hl=pt-




"Ser mãe é recomeçar a cada dia,

é não ter sono nem cansaço,

é falar o necessário,

é calar, olhar, entender.

Ser mãe é realizar-se com o sucesso dos filhos,

é estar presente em todos os momentos,

é ser insubstituível.

É ser tão frágil e ao mesmo tempo tão resistente.

Ser mãe é aventura permanente,

é continuar a sua jornada sem poder ter contratempos.

Ser mãe é chorar num sorriso!

É olhar com o coração

Ser mãe é cantar a felicidade

É ser poeta e também profeta

Ser mãe é abraçar,

É acarinhar, é ninar

É ter a sabedoria dos deuses

A paciência do tempo

É não ter contratempo

Ser mãe é viver cercada de amor

É o início, é o meio e jamais o fim.

Ser mãe é ser tudo e simplesmente mãe."

                                       Autor desconhecido

5 de maio de 2012

Panados de frango recheados





Ingredientes:
4 bifes de frangos
8 fatias de bacon
150 g de queijo ralado mozarela
1 ovo
Pão ralado, q.b.
4 batatas grandes
Meia couve-flor
Manteiga, q.b.
Azeite, q, b,
Leite, q, b,
4 dentes de alho
Tomilho, q.b.
Noz-moscada, q.b.
Sal e pimenta, q.b.


Tempera-se os bifes com sal, pimenta, alho picado e reserva-se.

Descasca-se as batatas, parte-se às rodelas grossas e dá-se uma pré-cozedura em água com sal.

Lava-se a couve-flor e dá-se uma pré-cozedura em leite, com sal, pimenta e noz-moscada.

Recheia-se os bifes com as fatias bacon e o queijo ralado e prende-se com o palito. Passa-se os bifes de frango por ovo batido e pão ralado.

Numa frigideira coloca-se um fio de azeite, 2 colheres de manteiga e estala-se 2 dentes de alho, junta-se as batatas pré-cozidas, polvilha-se com tomilho e deixa-se saltear.

À parte frita-se os bifes de frango em azeite.

Por fim, salteia-se a couve-flor, na frigideira das batatas com o azeite, manteiga e alho que sobrou das batatas salteadas.

Serve-se os panados recheados com as batatas e couve-flor salteada.

Bom apetite!


Rebuçado de massa filo com cogumelos





Ingredientes: 
2 folhas de massa filo
200 g de cogumelos shitaki
150g de miolo de camarão
1 pimento vermelho
1 pimento verde
1 pimento amarelo
4 dentes de alho
2 colheres de sopa de queijo creme de ervas
Azeite, q.b.
Sal e pimenta, q.b.      



Lava-se os cogumelos e parte-se aos pedaços.

Pica-se o alho e estala-se num fio de azeite, acrescenta-se os pimentos às tiras e deixa-se refogar. Em seguida acrescenta-se os cogumelos, mexe-se bem e deixa-se saltear.

Depois insere-se os camarões e tempera-se com sal e pimenta.

 Por fim, junta-se duas colheres de queijo creme ao preparado e mistura-se bem.

Pincela-se as folhas de massa filo com azeite ou manteiga corta-se em retângulos e recheia-se com o preparado dos cogumelos, fecha-se em forma de rebuçado e leva-se ao forno pré-aquecido por cerca de 15 a 20 minutos.

Bom apetite!


Salmão assado



Ingredientes:

2 postas de salmão
4 palitos de delicias do mar
4 batatas grandes
Meia couve-flor
Azeite, q.b.
Polpa tomate, q.b.
Vinho branco, q.b.
1 limão
Sal e pimenta, q.b.
Leite, q.b.
4 dentes de alho
Tomilho, q.b.
Noz-moscada, q.b.



Tempera-se as postas de salmão com sal, pimenta, alho picado, sumo de limão e reserva-se.

Descasca-se as batatas e parte-se aos pedaços e coloca-se num recipiente de ir ao forno.

À parte faz o molho para as batatas, com azeite, polpa de tomate, vinho branco, sal, pimenta, alho picado e tomilho. Verte-se o molho sobre as batatas e leva-se ao forno.

Lava-se a couve-flor e coze-se em leite, com sal, alho picado e noz-moscada.

Depois de marinado, leva-se o salmão ao forno com um fio de azeite e com os palitos de delícias do mar.

Serve-se o salmão com a batata assada e com a couve-flor cozida.

Bom apetite!