14 de janeiro de 2012

Penacova


Penacova é uma vila portuguesa no distrito de Coimbra, situada num local de grande beleza natural, bem na margem direita do bonito rio Mondego, no alto de um ponto rochoso (a “Penha”), e rodeada pelas luxuriantes Serras do Buçado e do Roxo.

As origens embora remotas são pouco claras, supondo-se que a povoação terá se desenvolvido de um Castelo, provavelmente construído no século IX ou X que foi provavelmente um baluarte Cristão nas lutas contra os Muçulmanos.

As paisagens são, de facto, a mais-valia da região, assim não deixamos de apreciar os pontos de visita interessantes, como o Miradouro Raúl Lino dispondo de uma magnífica vista sobre o fantástico Rio Mondego, e o miradouro Penedo de Castro, que surpreende pela imponência da parede granítica propícia à prática de escalada e rappel e pelas vistas magníficas sobre o Vale do Mondego.





Junto aos Rios Alva e Mondego, a diversidade paisagística, proporciona aos visitantes vistas panorâmicas e espaços de lazer de beleza única.

Ao longo do Rio Alva, espaços de beleza particular, surpreendem quem pretende um contacto mais próximo com a limpidez das águas e o verde da paisagem. Os espaços de lazer da Lapa, Vimieiro, Cornicovo, Maria "Delegada" e Vale da Chã permitem desfrutar a Natureza e, simultaneamente, descobrir pequenos açudes, levadas, Rodas e Azenhas. Todos os espaços possuem parque de merendas e, no caso dos espaços de lazer do Vimieiro e de Vale da Chã, existem Restaurante e Bar de apoio, respetivamente.

Em Penacova também visitamos o seu Património, como a Igreja Matriz do século XVI, as Capelas de São João (século XVI) e a de Santo António (século XVII), o Pelourinho da Vila e a Quinta da Ribeira.      

A Igreja Matriz de Penacova foi dedicada a Nossa Senhora da Assunção. O atual edifício data quase todo da grande reforma da segunda metade do século XVI. Tem várias capelas no estilo do maneirismo coimbrão, dignas de interesse. Na sacristia guarda-se uma lápide romana do século I que atesta o povoamento e romanização da vila nesta época.

O Pelourinho de Penacova encontra-se hoje transformado em cruzeiro. Situa-se junto ao local do antigo castelo, tendo na sua base algumas pedras medievais, dele procedentes. O castelo, que deveria ter sido construído nos séculos IX-X, desapareceu por completo. Foi um baluarte cristão nas lutas contra os muçulmanos devendo ter sofrido alguns reveses, pelo que a vila acabou por ter que ser repovoada por D. Sancho I que lhe deu foral em 1192.

O Concelho de Penacova possui atualmente um dos maiores núcleos molinológicos do país, encontrando-se espalhados pelos Lugares da Atalhada, Aveleira e Roxo, Gavinhos, Paradela de Lorvão e Portela da Oliveira, 19 moinhos de vento em atividade ou em condições de funcionar, bem como 18 azenhas instaladas nos cursos do Mondego e do Alva e nas muitas ribeiras que correm no concelho.




Como fico deslumbrada com moinhos de vento visitamos alguns moinhos situados nos longos montes verdejantes.






Uma das atrações do concelho de Penacova é o Mosteiro do Lorvão, situado a cerca de 7km da vila de Penacova.



No Posto de Turismo foi-nos recomendada a visita a este Mosteiro, deste modo rumamos para a freguesia de Lorvão de forma a visitarmos este monumento Nacional.

O Mosteiro do Lorvão é um dos mais antigos Mosteiro da Europa, uma vez que, segundo algumas teorias, a sua fundação remonta a meados do século VI. Outros estudos afirmam que a sua fundação terá sido depois da reconquista Cristã de Coimbra, em 878.
De facto, os primeiros documentos conhecidos relativos ao Mosteiro de Lorvão datam de 878 e são testemunho da existência de uma comunidade que desempenhou um papel de relevo no repovoamento desta região.




Por volta do ano de 1200, o Mosteiro foi reformado para a Ordem de Cister, por D. Teresa, filha de D. Sancho I, passando para congregação feminina, encontrando-se na Capela-Mor da igreja os seus restos mortais.
Com a crise gerada pela Revolução Liberal do Porto de 1820, a comunidade acabou por decair, dando início à espoliação de todas as riquezas acumuladas durante séculos, deixando as últimas freiras de Lorvão na mais degradante miséria.


Realizamos uma visita guiada os Mosteiro onde percorremos o seu Museu, situado na Sala do Capítulo, com uma importante coleção de pintura, cerâmica, mobiliário e tapeçaria dos séculos XVII e XVIII.




O claustro de traça renascentista é ladeado por 13 capelas, atualmente despojadas, construídas no decorrer do século XVII.




Nas instalações do antigo Convento funciona hoje em dia um Hospital Psiquiátrico.

Lorvão é também conhecido pelos deliciosos doces conventuais originários deste Mosteiro, existindo pastelarias próximas que ainda os comercializam, e também célebre pela produção dos “Palitos”, feitos originariamente pelas freiras para decorar os bolos e os doces, e posteriormente passaram a ser produzidos pelas criadas e, assim se divulgaram na população e povoações vizinhas.

Penacova está inserida numa área de rara beleza, com montanhas de média altitude, grande biodiversidade, vales correspondentes aos rios Mondego e Alva, proporcionando um panorama deslumbrante ao longo do Vale do Mondego.

10 razões para visitar Portugal

Óbidos



Óbidos é uma vila portuguesa no distrito de Leiria.

Ao contrário do que se possa pensar, o nome Óbidos não deriva da parónima óbitos, mas sim do termo latino oppidum, significando «cidadela», «cidade fortificada». Nas suas proximidades ergue-se a povoação romana de Eburobrittium.

Conquistada aos Mouros pelas tropas do primeiro Rei Português, D. Afonso Henriques, em 1148, foi doada em 1210 por D. Afonso II à Rainha D. Urraca, e posteriormente doada à Rainha Santa Isabel pelo seu marido, Rei D. Dinis, em 1281. Óbidos foi, até 1883, uma terra de rainhas, e talvez por isso tenha mantido o seu ambiente romântico e pitoresco tão bem preservado ao longo dos séculos.



Considero esta vila um local encantado, sempre que me desloco ao centro do país, faço questão de visitar esta cidade amuralhada que me reporta para a era medieval.



Iniciamos a nossa visita pela Porta da Vila, entrada principal, é encimada pela inscrição - «A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original» - mandada colocar pelo Rei D. João IV, em agradecimento pela proteção da Padroeira aquando da Restauração da Independência em 1640. No seu interior encontra-se a capela-oratório de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira da Vila, com varandim barroco e azulejos azuis e brancos (c.1740-1750) com motivos alegóricos à Paixão de Cristo, representando a Agonia de Jesus no Horto e a Prisão de Jesus.



Passando o arco deparamo-nos com o castelo ao fundo, onde as suas muralhas abraçam o casario branco com as suas faixas de cor azul ou amarelo e as suas flores coloridas que avivam o ambiente da vila.






Continuamos a passear por entre as ruelas estreitas e calcetadas, na Rua Direita encontramos comércio local, que presenteiam os turistas com artigos artesanais regionais.



Por entre os becos e ruelas fomo-nos deparando com vários locais de interesse como são exemplo a Capela de Nossa Senhora do Carmo, a Igreja de São Pedro, a Igreja de Santa Maria, a Igreja da Misericórdia, a Capela de S. Martinho, e o interessante Museu Municipal que ostenta algumas das grandes obras de arte de Josefa d‘Óbidos.            

A igreja de Santa Maria, igreja matriz, é o principal templo de Óbidos. Embora a tradição faça remontar a sua fundação ao período visigótico, transformada em mesquita no período muçulmano e novamente sagrada por D. Afonso Henriques logo após a conquista da Vila em 1148, o facto de se encontrar fora da primitiva cerca muralhada parece contrariar esta hipótese. O templo medieval foi profundamente reformado pela Rainha D. Leonor em finais do século XV, arrastando-se as obras pelo primeiro quartel do século XVI.




A igreja de São Pedro, de fundação Medieval, da sua construção inicial conserva apenas os vestígios do antigo portal gótico na fachada. Foi reformada na segunda metade do século XVI, como outras igrejas da Vila. Nesta igreja foi sepultada a pintora Josefa de Óbidos (1630-1684) e o Padre Francisco Rafael da Silveira Malhão (1794-1860), este com lápide evocativa na capela-mor.

No cimo da vila encontramos o castelo, atribui-se a este castelo origem romana, provavelmente assente num castro. Foi posteriormente fortificação sob o domínio árabe. Depois de conquistado pelos cristãos (1148) foi várias vezes reparado e ampliado. No reinado de D. Manuel I, o seu alcaide manda construir um paço e alterar algumas partes do castelo. O Paço sofreu fortes danos com o terramoto de 1755. No século XX estava em total ruína tendo sido recuperado para instalar a Pousada (a primeira pousada do Estado em edifício histórico).





 Do alto deste Castelo, classificado como uma das sete maravilhas de Portugal, conseguimos alcançar um belo panorama sobre as áreas circundantes, abençoadas pela natureza.

Fora das muralhas apreciamos o aqueduto, mandado construir pela Rainha D. Catarina de Áustria, mulher de D. João III, tem 3 km de comprimento. A Rainha custeou integralmente a sua construção, recebendo em troca a várzea, que passou a ser conhecida como Várzea da Rainha.



Como referi anteriormente foram várias as visitas que realizei a esta vila, numa das visitas ficamos hospedados na residencial Louro, localiza-se fora das muralhas, contudo fica muito próximo da vila.

Em todas as viagens que realizo procuro visitar monumentos, ter um contato mais próximo com a natureza, bem como desfrutar das gastronomias locais. Deste modo, na vila de Óbidos aconselho o restaurante Petrarum domus, que tem um espaço acolhedor e uma ementa interessante.

Considero a histórica vila de Óbidos, um local onde estão escritas páginas de história e se respira um ambiente medieval que nos reporta para tempos longínquos.



12 de janeiro de 2012

Nazaré


Nazaré pertence ao distrito de Leiria. Esta é uma típica vila de pescadores rodeada de enormes penhascos, considerada um dos destinos turísticos do País.



As primeiras referências sobre a pesca na Nazaré datam de 1643, no entanto, só no final de setecentos a população se começou a fixar no areal. Os pescadores habitavam, sobretudo, nas partes altas - Sítio e Pederneira - dado que os constantes ataques dos piratas argelinos e holandeses tornavam o areal pouco seguro.



Porém só no séc. XIX a Nazaré conhece o primeiro surto de desenvolvimento, quando os pescadores de Ílhavo, Buarcos, Quiaios, Aveiro e Lavos procuram a Nazaré para pescar e construir as suas embarcações para a faina. A partir dai um surto de desenvolvimento acontece, mas é quebrado pelas Invasões Francesas que saqueiam e incendeiam armazéns, instalações de serviços, casas e até residências dos que vinham a banhos para a praia.

A Nazaré começou a ser conhecida e procurada, como praia de banhos, em meados do século XIX. A sua beleza natural e tipicismo desde sempre atraíram os visitantes. A pesca, a transformação do pescado e a sua venda, foram ao longo de quase todo o século XX, as principais atividades da população.

Iniciamos a nossa visita a Nazaré realizando um passeio pelo aprazível paredão junto à praia, onde encontramos locais albergando os típicos trajes desta vila, os pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, e as suas mulheres com sete saiotes, muitas vezes executando as típicas tarefas piscatórias da região: a remendar as redes de pesca ou a secar o peixe sobre o areal. 








Em seguida dirigimo-nos para o ascensor, também chamado de Elevador e realizamos uma agradável viagem de cerca de 110 metros até o topo da vila - o Sítio.  



No Sítio encontra-se o Miradouro do Sunerco, um miradouro com uma vista soberba sobre a imensidão do mar e das vilas. 





 Este é um local muito visitado por peregrinos, onde se encontra também a Igreja da Nossa Senhora da Nazaré, o Hospital, o Terreiro da Romaria e o Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso e o Forte de S. Miguel Arcanjo, do século XVII, onde está instalado o farol.

O Santuário de Nossa Senhora da Nazaré guarda no seu interior a Sagrada imagem de Nossa Senhora da Nazaré, uma Virgem Negra, esculpida em madeira, trazida de Mérida para este Sítio, no ano de 711.




Outro local emblemático é a Ermida da Memória, onde segundo a lenda N.ª Sra. da Nazaré salvou a vida a D. Fuas Roupinho, em 1182, ergue-se a pequena Ermida mandada construir, em ação de graças, pelo nobre cavaleiro.

Outra das atrações desta vila são as extensas praias. No extremo oposto da praia, encontra-se a Pederneira, que foi durante os séculos XII e XIV um porto de mar, onde existiu um dos estaleiros mais ativos do reino de Portugal.

A Praia da Nazaré é de origem relativamente recente, pois ainda no século XVII o mar vinha bater nos contrafortes da Serra da Pederneira, cobrindo toda a área hoje ocupada pela praia e pelo seu casario. As rápidas transformações geológicas ocorridas ao longo desse século provocaram o recuo do mar e o assoreamento da área, deixando a descoberto a formosa enseada.



 Na Vila existem outros monumentos dignos de registo, como o Pelourinho, o edifício dos Paços de Concelho e a Igreja Matriz da Nossa Senhora das Areias do século XVI e a Igreja da Misericórdia do século XVII.

No que se refere à gastronomia local, não perdemos a oportunidade de nos sentarmos num restaurante e deliciarmo-nos com os pratos regionais, como a sopa de Peixe, a Caldeirada à Nazarena, e o Arroz de Peixe ou Arroz de Marisco entre outras iguarias.

Uma praia aparatosa localizada na própria vila, o casario branco dos pescadores e enormes penhascos sobre um mar de um azul intenso fazem desta vila piscatória um destino turístico de eleição, sobretudo devido às suas características tradicionais.


Acabar com a barriga inchada

A sensação de barriga inchada causa muito desconforto e o aumento de volume abdominal, pode até causar dor.

Este problema pode ter diversas origens, tais como problemas intestinais, gases ou acumulação de líquidos. A aerofagia é também nalguns casos a origem do inchaço, devido à quantidade excessiva de ar acumulada no estômago. Ou pode ser de origem alimentar, uma má alimentação baseada em fritos e gorduras, dificulta a digestão e resulta em inchaço.

Se sofre de barriga inchada, pode sempre amenizar o problema com uma ligeira dieta.

Durante alguns dias experimente comer apenas alimentos leves, alimente-se à base de peixe, carnes brancas, fruta e legumes, que têm um excelente poder diurético. Opte se possível, por alimentos ricos em água. Elimine da sua ementa gorduras e doces, reduza o consumo de sal e evite bebidas alcoólicas.

Deve comer devagar, mastigar bem os alimentos e evitar engolir ar ao mesmo tempo que come. Faça exercício físico e beba muita água, chá e sumos de fruta naturais. Mas principalmente, beba água, no mínimo de 1,5l por dia, pois a água é excelente contra retenção de líquidos e prisão de ventre.



Mitos da Prática de Exercício

Foto retirada do site: http://www.google.pt/search?



A gordura transforma-se em músculo e vice-versa

É um dos mitos mais comuns que já ouvimos falar. Há quem diga para se ingerir comida de plástico, e depois ir levantar pesos, que transforma a gordura em músculo. E que se deixar de levantar pesos, esse músculo ganho transforma-se em gordura.

Gordura e músculo são dois tipos de tecidos diferentes. Um não se pode transformar no outro, o músculo pode crescer ou minguar, e o mesmo acontece com a quantidade de gordura no corpo.


Parar de Treinar

Este diz respeito ao tentar perder gordura numa zona específica do corpo, ao exercitar essa parte específica. Por exemplo, se tentar perder gordura abdominal ao fazer abdominais, isso não resultará assim. Não se pode escolher uma área do corpo a perder gordura, isso é determinado pelo nosso organismo.

Se alguém quiser perder gordura abdominal a melhor forma de o fazer é baixar a quantidade de gordura corporal, através de exercício regular e bons hábitos alimentares.


Se não conseguir fazer exercício durante muito tempo, não interessa

Há quem diga que têm de fazer exercício pelo menos 5 vezes por semana durante uma hora para obter resultados, e se não conseguirem cumprir esse tempo, então nem vale a pena.

Não é o caso! Pode ser produtivo em exercícios com menos de 30 minutos, como com exercícios de 1horas. Tudo depende da intensidade e do empenho durante o exercício.


Tonificar os abdominais

Há quem diga que para tonificar os abdominais é necessário fazer muitos abdominais e elevações. Mas se tiver uma camada de gordura abdominal, os abdominais manter-se-ão escondidos.

O melhor é fazer exercício que queime mais calorias, como correr ou mesmo fazer caminhadas longas pelo parque.


Não quero levantar pesos, pois não quero ficar musculado

É um dos mitos mais conhecidos. As pessoas que queiram perder gordura têm de fazer algum exercício de levantar pesos, pois se aumentarem algum músculo, irão estar a queimar gordura e calorias.
Para ficarem musculadas precisam de muito trabalho a levantar pesos, e não será esse o caso.


Artigo retirado do site: http://www.sitiodamulher.com/mitos-da-pratica-de-exercicio-e-fitness?fbrefresh=1326315607



Mafra


A cidade de Mafra pertence ao distrito de Lisboa.

Vestígios arqueológicos sugerem que o povoado hoje denominado por Mafra foi habitado pelo menos desde o Neolítico. A origem do termo Mafra continua envolta em mistério, sabendo-se apenas que evoluiu de Mafara (1189), Malfora (1201) e Mafora (1288).

Mafra foi uma vila fortificada, podendo ainda hoje encontrar-se, na Rua das Tecedeiras, um pouco da muralha que a cercava.

Em 1147, Mafra é conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, e em 1189 a vila é doada pelo Rei D. Sancho I ao Bispo de Silves, D. Nicolau, que no ano seguinte lhe confere o primeiro foral.

A atração principal desta cidade é o Convento de Mafra, mandado edificar por D. João V em 1711, é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português. É o paradigma do reinado mais rico da história de Portugal, graças ao ouro vindo do Brasil.



O monumento insere-se no denominado barroco joanino, e é inspirado no modelo espanhol e filipino de S. Lourenço do Escurial, numa articulação harmoniosa de três componentes distintas: palácio real, convento e igreja.

De todos os conventos e mosteiros que visitei este é sem dúvida o que mais aprecio, porque considero que os espaços se encontram muito bem preservados, favorecendo a vivência das épocas passadas.







Na parte norte deste monumento podemos encontrar a Colecção de Arte Sacra que possui objectos como relicários e lampadários, para além das maquetas das esculturas da Escola de Escultura de Mafra.




A Igreja do Palácio Nacional de Mafra ergue-se no centro da fachada, delimitada por duas altas torres sineiras de linhas sinuosas. O seu acesso é feito por uma escadaria e diversas rampas.

O interior da igreja é dividido em três naves e seis capelas laterais comunicantes. Harmoniosamente decorada, nela se pode observar um jogo colorido de mármores italianos e portugueses, em conjunto com a pedra do monumento.




O palácio foi mandado construir por D. João V na primeira metade do séc. XVIII, em consequência de um voto que o jovem rei fizera se a rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse descendência, o Palácio de Mafra é o mais significativo monumento do barroco em Portugal, integrando um Paço Real, uma Basílica, um Convento Franciscano e uma importante Biblioteca, síntese do saber enciclopédico do séc. XVIII.





O maior tesouro de Mafra é a biblioteca, com uma coleção de mais de 40 000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro, incluindo uma primeira edição de Os Lusíadas de Luís de Camões.



No reinado de D. João VI o Palácio foi habitado durante todo o ano de 1807, antes da partida da corte para o Brasil, e a ele se deve a renovação decorativa de algumas das salas mais importantes.
A maior parte do tempo, todavia, o Palácio-Convento foi visitado apenas esporadicamente e o mesmo se passou depois de regressada a corte a Portugal. Daqui partiu para o exílio o último rei português, D. Manuel II, a 5 de Outubro de 1910, depois de proclamada a República.

Realizamos a visita ao convento, igreja e palácio com um guia que elucidou conteúdos históricos que contribuíram em grande dimensão para o meu desenvolvimento pessoal. Esta foi das visitas guiadas mais completas e enriquecedoras que realizei.

Depois de abandonarmos o convento e o palácio real de Mafra dirigimo-nos para a aldeia de José Franco, situada no Sobreiro, entre Mafra e a Ericeira.

José Franco nasceu em 1920. Os pais eram oleiros de profissão, fabricantes das pequenas cerâmicas que os camponeses da região utilizavam nas suas casas, e que também ele começou a fabricar e a vender à porta da sua pequena olaria e nas festas populares e feiras.

Por volta de 1945 José Franco sonhou que poderia, nas horas vagas, construir perto da casa em que vive e da sua oficina de oleiro um museu vivo da sua terra, uma espécie de um grande presépio, que reproduzisse os costumes e atividades laborais do tempo da sua infância e alguns aspetos e atividades da vida campesina.




 Os espaços da aldeia são surpreendentes, José Franco não se coibiu de fazer renascer a sua velha sala de aulas, com as pequenas mesas em madeira, o imponente armário da professora, a ardósia; reproduziu a loja do barbeiro-dentista, a mercearia da Ti Helena entre outros ambientes que convidam os visitantes a viajarem no tempo. 





Dentro da aldeia não deixamos de saborear o pão com chouriço, confeccionado no momento e servido quentinho.

Considero que esta deve ser uma paragem obrigatória, onde podemos apreciar uma das “aldeias” mais famosas do mundo.

Concluindo, a cidade de Mafra é caraterizada pela monumentalidade da sua história; a riqueza e diversidade do seu património natural e o modo de vida das suas gentes.