5 de janeiro de 2012

Cascais


Situado entre o Oceano Atlântico e a Serra de Sintra, o concelho de Cascais, pertencente ao distrito de Lisboa foi, desde sempre um importante centro turístico, tendo recebido durante e depois da II Guerra Mundial um elevado número de refugiados e exilados.

Na segunda metade do século XII Cascais era uma pequena aldeia de pescadores e lavradores e daí parece derivar o topónimo Cascais, plural de cascal (monte de cascas), o que se deve relacionar com a abundância de moluscos marinhos aí existentes.

A melhor maneira de apreciar toda a beleza da orla costeira de Cascais é fazendo um passeio à "beira mar", deste modo iniciamos a nossa visita com uma caminhada ao longo do "paredão". Neste passeio passamos por várias praias, que são atração desta bela cidade, entre elas a Praia da Ribeira. 








Em seguida dirigimo-nos ao centro de Cascais uma antiga e pitoresca vila de pescadores, com pequenas praias urbanas de onde se avistam os barcos de pescadores. Visitamos o seu centro histórico e as suas ruelas típicas e pitorescas. Do Largo 5 de Outubro, onde se encontra o antigo palácio dos Condes da Guarda, hoje edifício dos Paços do Concelho apreciamos a beleza da Baía de Cascais. 





 Posteriormente continuamos o passeio até à marina passando pela Cidadela e pelo Centro Cultural antigo convento da Nª. Sra. da Piedade datado do Século. XVI.


 
Numa perspectiva museológica, o concelho de cascais apresenta uma vasta lista de locais que valem a pena visitar. É o caso do Museu do Mar e do Museu Condes de Castro Guimarães.



Ao longo do passeio pela cidade encontramos palácios antigos e luxuosas casas, cuja arquitectura é simplesmente magnífica e digna de ser apreciada com atenção. Como é o exemplo da casa Seixas, de construção do início do século XX, edificada sobre o antigo forte de S. Catarina, ou Baluarte da Foz, da qual que se pode ainda ver os restos da muralha original, quando observamos o edifício a partir do pontão em frente. Funciona hoje como messe de oficiais da Marinha, tendo mantido grande parte da beleza e fausto no seu interior. É um dos mais emblemáticos edifícios existentes em Cascais. De realçar os elementos decorativos, com temas ligados ao mar, onde não falta uma caravela que se destaca do edifício. 



Também paramos no Forte de S. Jorge, reaberto em Dezembro de 2000, foi, em tempos, uma das estruturas defensivas mais importantes da costa de Lisboa e é hoje um museu militar. A fachada principal foi reconstruída com base em documentos que datam de 1796 e algumas das divisões do forte escolhidas para retratar cenas do que seria a vida quotidiana da época.




Continuando o nosso percurso pela cidade deparamo-nos com o Museu Farol de Santa Marta. 



 Por fim, já cansados da caminhada pela cidade de Cascais, paramos no jardim central da cidade onde desfrutamos de sombras frescas e de uma bela paisagem.     






No que se refere à gastronomia local com o mar aos pés, Cascais pode orgulhar-se da sua excelente gastronomia baseada nos pratos de marisco e peixe fresco.

Em suma, esta cidade sacia as expetativas dos visitantes contribuindo para o regresso dos mesmos.


4 de janeiro de 2012

Vida


Imagem retirada do site:http://www.google.pt/imghp?hl=pt-PT&tab=wi



"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
                                                                                                                       Charles Chaplin

3 de janeiro de 2012

A Crise



"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".


Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

                                                                                                                                  Albert Einstein

2 de janeiro de 2012

Jardim oriental Buddha Eden



O Buddha Eden Garden é um jardim idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, na quinta dos Loridos perto do Bombarral.

O Jardim Oriental Buddha Eden, tem uma área de 35 hectares, onde constam cerca de 6 mil toneladas de estátuas. Esta espaço encanta os visitantes e espelha calma e paz de espírito.





A decisão de construir este jardim veio na sequência da destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão em 2001 pelo regime talibã. Estas estátuas de Buda eram umas das mais importantes da região e classificadas como património da humanidade pela Unesco, mas nem isso chegou para travar a intolerância religiosa deste grupo radical islâmico. Assim, este pretende ser um espaço aberto a todas as pessoas independentemente da religião, etnia, nacionalidade, sexo, idade, condição cultural ou social e ser um lugar de promoção da paz e tolerância.




A visita ao espaço é livre e gratuita. Como o parque se estende por uma área muito grande há mini-comboios para facilitar o acesso aos locais.

As duas principais atrações são a estátua gigante de Buda deitado, com 15 metros, e os coloridos exércitos de soldados de terracota, inspirados nos guerreiros de Xian na China. Parte dos soldados encontram-se muito danificados, devido à falta de civismo dos visitantes, que mesmo tendo conhecimento que não devem tocar nas estátuas fazem-no e ainda incentivam os filhos a fazê-lo, desrespeitando as normas do local.









Entre budas, pagodes, estátuas de terracota e várias esculturas cuidadosamente espalhadas pela propriedade, estima-se que foram usadas mais de 6 mil toneladas de mármore e granito. Os 700 soldados de terracota são pintados à mão e cada um deles é único, encontrando-se alguns enterrados há 2.200 anos atrás durante a dinastia chinesa do imperador Qin. No lago central é possível observar os peixes KOI, e os dragões esculpidos que se erguem da água. A escadaria central é o ponto principal do jardim, onde os budas dourados recebem os visitantes.










O jardim é, sem dúvida, um local para meditar e para observar os ideais que norteiam o budismo, como por exemplo a busca pela sabedoria, o comportamento ético, a disciplina mental.

Batalha



A Batalha situa-se no distrito de Leiria, esta foi elevada a Vila pelo Rei D. Manuel I.

Esta cidade foi palco de grandes momentos históricos, desde a presença romana até às lutas decisivas pela independência, deixando um incontornável património cultural.

A colossal atração da cidade é o Mosteiro da Batalha, também conhecido como Mosteiro de Santa Maria da Vitória, este monumento nacional foi mandado construir pelo Rei D. João I como sinal de gratidão à Virgem Maria pela vitória de Portugal frente a Castela na Batalha de Aljubarrota. É uma das maiores jóias arquitectónicas Portuguesas, e também o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, este edifício único foi erguido em 1388 e é tido como o exemplo máximo da arquitectura Gótica no país. A sua construção decorreu do período final do Gótico, onde assistimos ao nascimento do importante estilo Manuelino que daqui irradiou para todo o país. No portal do Mosteiro, admiramos as representações dos Apóstolos, de Profetas, Anjos e Jesus Cristo rodeado pelos quatro Evangelistas. Também visitamos os túmulos do Rei D. João I, de D. Filipa de Lencastre e dos seus filhos situados na Capela do Fundador. Contemplamos os belos vitrais ilustrando cenas bíblicas como “A Visitação de Nossa Senhora”, a “Adoração dos Magos”, a “Fuga para o Egipto” e “A Ressurreição de Cristo” que adornam o interior do mosteiro, enquanto no exterior observamos as típicas gárgulas.









O local do mosteiro que mais me surpreendeu foi o Panteão de D. Duarte também conhecido como Capelas imperfeitas ou inacabadas, estas foram mandadas construir no reinado de D. Duarte, segundo o projeto do Mestre Huguet. Em 1438 morrem ambos, e as obras continuam durante os reinados de D. Pedro e D. Afonso. São retomadas com D. Manuel, mas em 1516 é abandonada a obra.

Nas capelas foi dado um acabamento posterior e mais cuidado à que se destinava a receber o mausoléu de D. João II e D. Leonor, tendo as obras sido patrocinadas pela rainha. A decoração deste trecho atinge proporções verdadeiramente admiráveis, sendo um exemplo único no gótico português. Como já referi em vários post’s adoro a arquitetura gótica e este mosteiro é, sem dúvida, um dos mais belos exemplos dessa arquitetura de todo o país.





Aproveitamos o ambiente histórico que circunda o mosteiro e sentamo-nos numa esplanada a apreciar a beleza dos pormenores góticos e a Estátua Equestre de São Nuno de Santa Maria.



O Concelho da Batalha oferece um amplo património, quer a nível paisagístico, quer monumental e artístico.

1 de janeiro de 2012

Novo ano

Imagem retirada do site: http://www.google.pt/search?


"Eu não posso mudar a direção do vento, mas eu posso ajustar as minhas velas para sempre alcançar o meu destino."
                                                                                                                                 Jimmy Dean

Bolo de noz e mel

Este bolo foi confecionado pela minha amiga Mari Jo com o objetivo de comemorarmos a entrada do novo e ano e posso afirmar que o bolo estava uma delícia.






Ingredientes:
300 g de açúcar
7 ovos
3 dl de azeite
400g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
4 colheres de sopa de mel
100g de miolo de nozes
Manteiga q.b.
Canela q.b.
Açúcar em pó q.b.


Bate-se os ovos com o açúcar, o azeite e o mel. Adiciona-se a farinha, a canela e o fermento.
Aquece-se o forno a 170º.
Pica-se as nozes grosseiramente e junta-se ao preparado anterior.
Unta-se uma forma com manteiga e polvilha-se com farinha.
Deita-se o preparado sobre a forma e leva-se ao forno durante 50 minutos.
Desenforma-se e polvilha-se com açúcar em pó.

Bom apetite!

Sapateira recheada





Ingredientes:
1 sapateira
Broa de milho
2 ovos cozidos
100 g de Pickles
100 g de Maionese
2 colheres de chá de mostarda
3 Folhas de louro
Meia cebola
Molho Inglês
Whisky q.b.
Sal q.b
Tabasco q.b.
Coentros q.b.


Numa panela com água a ferver, coloca-se a cebola, as folhas de louro e tempera-se com sal. Deixa-se ferver. Quando a água estiver a ferver coloca-se a sapateira a cozer durante 20 minutos.
Depois de cozida, retira-se a sapateira para um prato e deixa-se arrefecer.

 Depois de fria, desmonta-se a sapateira. Retira-se as patas e com ajuda de uma faca, retira-se a barriga.
Deita-se fora os pulmões e coloca-se o recheio da sapateira numa taça.

Na picadora, pica-se ligeiramente a polpa retirada da sapateira e coloca-se novamente na taça.
Pica-se os pickles, o ovo, a broa e os coentros e junta-se tudo na taça.

Junta-se a carne da sapateira e mistura-se tudo, junta-se também a maionese e a mostarda e mexe-se.
Por fim, acrescenta-se um pouco de tabasco e molho inglês, mistura-se bem.
Depois dos temperos retificados, coloca-se o recheio na carapaça da sapateira.

Leva-se ao frigorífico até à hora de servir e por fim enfeita-se com coentros e pickles.
Serve-se com tostinhas ou pão torrado.

Bom apetite!