28 de dezembro de 2011

Porto Covo



Inserida no conselho de Sines, no privilegiado Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Porto Covo tornou-se freguesia em 1984, evoluindo de uma aldeia piscatória para um local de atracção turística, potenciando a beleza da sua paisagem com as suas praias de areia branca e fina aquecidas pelo sol e a hospitalidade das suas gentes. Outro ponto de interesse turístico é a Ilha do Pessegueiro, com a sua praia com condições para a prática de windsurf, passeios de barco e pesca desportiva.

Fonte de inspiração de poetas e cantores, Porto Covo desde sempre encantou os seus visitantes logo num primeiro olhar. Em meados do século XVIII, Porto Covo não passava de um pequeno lugar implantado na arriba, próximo de uma pequena enseada. Sabe-se que em 1780 o pequeno povoado resumia-se a quatro casas apenas.

Testemunha desta história, a Ilha do Pessegueiro com os seus fortes comprova o que restava de um grandioso projecto de um porto marítimo que Filipe II de Espanha e Felipe I de Portugal havia concebido para aquele lugar. Este projeto nunca se chegou a concretizar e durante o século XVIII a principal atividade registada em Porto Covo prendia-se com a utilização da calheta local e do ancoradouro do Pessegueiro como portos de pesca e comércio.




Considero esta vila encantadora com as suas casas brancas envolvidas pelo mar azul, caraterizada pelas suas belas paisagens, seja de magníficas praias, seja de planícies tipicamente alentejanas. Deste modo, este já foi um dos meus locais de eleição para passar 10 dias das férias de Verão. Esta vila calma consegue transmitir aos visitantes a harmonia que necessitam para desfrutarem de belos dias de sol.









Porto Covo conseguiu ao longo dos anos, preservar toda a traça tradicional que lhe confere tamanha beleza.

Faro



Faro é a capital do Algarve. Destino balnear de eleição, esta cidade cosmopolita estende-se por uma das maravilhas naturais da região – o Parque Natural da Ria Formosa.

No que se refere à história da cidade, os primeiros marcos remontam ao século VIII a.C., ao período da colonização fenícia do Mediterrâneo Ocidental. Seu nome de então era Ossonoba, sendo um dos mais importantes centros urbanos da região sul de Portugal e entreposto comercial, integrado num amplo sistema comercial, baseado na troca de produtos agrícolas, peixe e minérios.

Faro tornou-se uma cidade próspera devido à sua posição geográfica, ao seu porto seguro e à exploração e comércio de sal e de produtos agrícolas do interior algarvio, trocas comerciais que foram incrementadas com os Descobrimentos Portugueses.

A sua relevância durante a ocupação romana e muçulmana foi ainda maior nas viagens marítimas portuguesas durante os séculos XV e XVI, tendo sido erguidos monumentos impressionantes como resultado da sua prosperidade. Contudo, a sua fortuna inverteu-se nos séculos seguintes, ao cair perante o ataque do exército inglês liderado pelo Conde de Essex, em 1536, e, mais tarde, quando a cidade sucumbiu perante os efeitos devastadores do terramoto de 1755. Apesar disso, Faro ostenta muitos monumentos graciosos que atestam a sua antiga glória e são dignos de uma visita.

Iniciamos a nossa visita pelo centro histórico deambulando pelas ruelas estreitas que albergam muitas lojas de artesanato local. Visitamos a Sé Catedral, situada na zona histórica de Vila-Adentro, esta foi erguida no local de uma igreja do século XIII e de uma antiga mesquita muçulmana. Foi saqueada durante o ataque inglês no século XVI e destruída pelo terramoto de 1755, tendo sido reconstruída em finais do século XVIII e apresentando, por isso, uma mistura de estilos arquitectónicos. A torre do primeiro piso e duas das suas capelas são tudo o que restou da igreja original.





Cruzamo-nos com o Palacete Belmarco, que foi mandado construir pelo abastado comerciante Manuel de Jesus Belmarço para sua habitação.
No interior, merecem uma referência especial dois painéis de azulejos, datados de 1916 e assinados por Pinto, representando diversos trechos: a Torre de Belém, o Porto de S. João do Estoril, o Castelo da Pena, etc. Nos últimos anos, tem funcionado neste local o Tribunal de Trabalho de Faro.




Também visitamos o castelo, integrado nas muralhas, este constituía o último reduto da fortificação. Tinha três portas, duas com ligação para o mar: a Porta do Mar e a Porta do
Socorro e a terceira para a Vila-Adentro.



As portas da cidade são uma das atrações turísticas, principalmente o arco da vila. Numa das portas medievais do recinto amuralhado, o Bispo D. Francisco Gomes do Avelar mandou o arquitecto genovês Francisco Xavier Fabri, por si trazido de Itália, construir um portal monumental, em cujo nicho figura uma imagem italiana, em mármore, de S. Tomás de Aquino.
Através desta obra, inaugurada em 1812, o prelado sacralizou a cidade e dignificou não só a mais importante praça, outrora chamada da Rainha, mas também o núcleo amuralhado, conhecido por Vila-Adentro.
Na sua face interior há que realçar um portal em ferradura, reaberto em 1992, que correspondia a uma entrada nas muralhas árabes.



Outra das entradas da cidade é o Arco do repouso, principal entrada terrestre em época árabe, a sua construção remonta à dinastia almoada (séculos XII / XIII). No século XIII, devido à Reconquista Cristã, esta entrada foi reforçada pelos árabes com duas torres Albarrãs, de modo a facilitar a defesa da cidade e tornar difícil o acesso do inimigo.



No que se refere a monumentos religiosos para além da Sé de Faro visitamos também a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco. A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco é originalmente construída como parte do Convento de São Francisco no século XVII, foram realizadas significativas alterações nos séculos XVIII e XIX. Os belos azulejos, as pinturas e os retábulos do transepto são dignos de relevo.

Relativamente à gastronomia os doces típicos da região são os Dom Rodrigos – presentes em qualquer pastelaria da cidade. Outra especialidade são os peixes e marisco que podem ser servidos em qualquer restaurante da cidade.

Para além de um grande legado histórico, não podemos esquecer as praias, um vasto leque de praias e ilhas, que tornam Faro numa cidade atrativa.

27 de dezembro de 2011

Beyoncé - Ave Maria


 
 
Mais uma música que integra a banda sonora de um dos dias memoráveis da minha vida.
 
"But I still go home
Knowing that I've got you
There's only us when lights go down

You are my heaven on Earth
You are my hunger, my thirst
I always hear this voice inside
Singing Ave Maria"
 
 

Beyonce - Halo




Esta música faz parte da banda sonora de um dos dias mais importantes da minha vida.


"Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace


You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away"

Verdadeira felicidade



“O dinheiro é uma felicidade humana abstracta; por isso aquele que já não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele.”

                                                                                                                      Arthur Schopenhauer

Beyoncé - Sweet Dreams


"Tattoo your name across my heart
So it will remain
Not even death can make us part
What kind of dream is this?

You can be a sweet dream
Or a beautiful nightmare
Either way, I don't wanna wake up from you"

26 de dezembro de 2011

Ultrapassar obstáculos

Imagem retirada do site: http://www.google.com/search?


"Ultrapassar obstáculos é o prazer pleno da existência, sejam eles de tipo material, como nas acções e nos exercícios, sejam de tipo espiritual, como nos estudos e nas investigações. A luta contra as adversidades e a vitória tornam o homem feliz. Se lhe faltar a oportunidade, irá criá-la como puder."

                                                                                                                            Arthur Schopenhauer

25 de dezembro de 2011

23 de dezembro de 2011

Momentos




Com pinceladas coloridas vamos delineando o nosso percurso, registando os nossos momentos, perpetuando a nossa felicidade.
                                                                                                                                     By Carfil

21 de dezembro de 2011

Lagos



Lagos é uma encantadora cidade algarvia que manteve as suas características tradicionais, ao mesmo tempo que se transformou num cosmopolita destino de férias que acolhe centenas de visitantes por ano.

Esta cidade sempre foi habitada desde tempos recuados, como o demonstram diversas estações arqueológicas.

Durante cerca de quarenta anos, a cidade, devido à sua localização frente a África, torna-se porto de partida e de chegada das naus que, ano após ano, iam descobrindo a costa desse continente. Assim, teve uma participação importante na Era dos Descobrimentos.

O Infante D. Henrique trouxe a fama a esta região, fundando a sua escola de navegação na vizinha Sagres, tendo residido em Lagos e construído aí as suas famosas caravelas. Lagos desde logo se tornou um centro de atividade marítima, à medida que exploradores como Gil Eanes, o primeiro a dobrar o Cabo Bojador em 1434, partiu da cidade em busca de novas terras e fortuna. As caravelas que regressavam repletas de riqueza e escravos transformaram Lagos num entreposto comercial com África, o que aumentou a riqueza e prosperidade desta zona.



A nossa visita à cidade de Lagos teve inicio no seu centro histórico, apesar de o terramoto de 1755 ter provocado grandes estragos, Lagos conservou nas suas ruas e praças muito do encanto de uma cidade secular.
No local da antiga cidade medieval, as casas mostram muito do seu carácter nas cantarias das janelas e portas, nos ferros forjados das varandas, nos espaços de sombra e frescura criados pelas ruas estreitas e nos pátios onde crescem figueiras, videiras e flores.
A parte da cidade nascida da expansão dos sécs. XV a XIX tem o seu coração na Praça Gil Eanes e no meandro de ruas onde se descobrem azulejos ao gosto da “Arte Nova”; casas apalaçadas de fachadas nobres, a alvura de paredes recortadas pelas cantarias das janelas.






Por entre as ruelas estreitas da cidade encontramos a igreja Santo António. A impressionante talha dourada desta igreja do século XVIII é uma das mais belas do país, tornando-a num fantástico exemplo do Barroco Português. O interior ornamentado contrasta com a simplicidade do exterior.



No que se refere à arquitetura religiosa também visitamos a Igreja de São Sebastião, originalmente uma capela do século XIV, foi transformada em igreja dedicada a São Sebastião em 1463. Contém uma grande estátua da Nossa Senhora da Glória datada do século XVIII vinda do Brasil e um crucifixo do século XVI, que terá sido usado na famosa batalha de Alcácer-Quibir. Do seu topo obtêm-se vistas fabulosas sobre Lagos e sobre o mar.

Um dos símbolos históricos da cidade são as suas muralhas de origem cartaginesa ou romana foram ampliadas pelos Árabes e posteriormente nos séculos XIV e XVI para acompanhar o crescimento da cidade. As muralhas oferecem belas vistas panorâmicas sobre as colinas e a baía de Lagos.



O Castelo dos Governadores é outra das atrações do centro histórico, este castelo foi reconstruído no local de um antigo castelo árabe nos séculos XIV a XVI, tendo-se tornado a residência dos governadores do Algarve. Parcialmente destruído no sismo de 1755, contém um belo exemplar de uma janela manuelina, da qual o Rei D. Sebastião terá proferido as suas orações antes da sua viagem para África.




Também visitamos o mercado de Escravos, que atualmente é uma galeria onde constam elementos representativos dos escravos trazidos de África em 1444 que eram vendidos naquele que se julga ser o primeiro mercado de escravos da Europa.

Neste espaço encontramos vestígios de ossadas de escravos, bem como outros elementos que testemunham a presença dos mesmos neste local.



Ainda no centro da cidade visitamos o Forte da Ponta da Bandeira (ou de Nossa Senhora da Penha de França) que assegurava a defesa do antigo porto. Este foi construído no séc. XVII, com fosso, ponte levadiça e uma imponente porta de armas. No seu interior, consta uma pequena capela com azulejos do séc. XVII.



Antes de abandonarmos o centro da cidade passeamos ao longo da marina de Lagos que oferece um ambiente mais contemporâneo. Ladeada por lojas, cafés e restaurantes, é um local excelente para tomar uma bebida e relaxar.

O nosso percurso por Lagos não terminou com a visita ao centro da cidade, uma vez que não poderíamos deixar de visitar uma das grandes atrações de Lagos, a beleza das suas praias. Ao longo da extensão de areia e de dunas, encontramos praias paradisíacas, das mais belas da região, as minhas favoritas são a Praia da Boneca e a Praia Dona Ana. Adoro praias pequenas, recatadas e acolhedoras.

Porém, o meu local de eleição no concelho de Lagos é a Ponta da Piedade. Foram várias as visitas que realizei a este local e sempre que visito o Algarve este é um ponto de paragem obrigatória. A primeira vez que o visitamos realizamos um passeio de barco pelas grutas e furnas marinhas, o que nos proporcionou momentos inesquecíveis de observação da paisagem natural enlaçada pela imensidão do mar. A paisagem que alcanço a partir deste local eleva-me o inconsciente permitindo que este voe para bem longe do meu corpo.









As especialidades gastronómicas locais são as sopas de peixe, lingueirão ou conquilhas. Ou ainda a açorda de mexilhão, berbigão ou amêijoa, sem esquecer o delicioso bife de atum ou uma condimentada cataplana.

Lagos proporciona-nos momentos de tranquilidade, através do contacto com a natureza e momentos de cultura, através dos testemunhos históricos que estão presentes na cidade.