23 de novembro de 2011

Bragança


Bragança é uma cidade situada na região de Trás-os-Montes, esta tem uma histórica bem antiga, uma vez que era uma povoação importante no período de ocupação romana, tendo mesmo sido apelidada de “Juliobriga” e “Brigantia”.   

D. Sancho I repovoou a cidade, e nomeou-a finalmente de Bragança, após muitas ocupações e pertenças e, dada a sua situação estratégica, sobretudo a nível militar e de controlo de vias de trânsito, sendo igualmente um local de passagem para as peregrinações a S. Tiago de Compostela desde o século XII.

Percorremos o núcleo urbano medieval, murado e acastelado, no século XII. Adorei passear pela Cidadela, dignamente representada pela imponente Torre de Menagem do Castelo, pelo Pelourinho, pela Igreja de Santa Maria e pela Domus Municipalis. Edifício único na Península Ibérica de arquitetura Românica, com a forma de um pentágono irregular, construído no século XII, e a Torre da Princesa, um magnífico miradouro com vista para a cidade.











O centro da cidade, já fora da cidadela Bragantina, é constituído por excelentes monumentos dignos de registo como a bonita Praça da Sé, o Cruzeiro de 1689, a Sé Catedral do século XVI e o Palacete dos Calaínhos do século XVIII.        





 O património religioso é igualmente rico, como as Igrejas da Misericórdia, de São Bento, de São Vicente, ou o Convento e igreja de São Francisco e, já fora do centro, a importante Igreja do Mosteiro de Castro de Avelãs do século XII.          






No decorrer da visita passamos pelas rotundas da cidade que ilustram parte da história e cultura da região.






 Bragança é uma cidade histórica, que oferece cenários únicos, vilas históricas, paisagens naturais e uma gastronomia transmontana riquíssima .

22 de novembro de 2011

Ne me quitte pas

We Can Change the World



A humanidade está mergulhada em valores hediondos contribuindo para a privação da condição humana. Devemos lutar com todas as forças contra as atrocidades cultivadas nesta sociedade mesquinha e despida de valias. Unidos conseguimos mudar o mundo!

                                                                                                                                         by Carfil


21 de novembro de 2011

A importância do pequeno-almoço



Fazer dieta não é, de forma alguma, passar fome. Muito menos saltar refeições. Fazer dieta é seguir um regime alimentar saudável, adequando a cada pessoa e às suas necessidades.
Para termos uma alimentação saudável temos que começar logo ao acordar. O pequeno almoço é a primeira e a mais importante refeição do dia, não só porque é a primeira e temos que arranjar energias para vencer o dia, mas também porque se a nossa alimentação começar errada logo ao pequeno almoço, dificilmente conseguiremos recuperar o resto do dia.


A importância do pequeno almoço
O pequeno almoço é considerado a mais importante refeição do dia, pois, desde a última refeição de um dia, até à primeira do dia seguinte passam em média 10 horas. Quando acordamos precisamos repor energias para abraçarmos o dia com força, boa disposição e bom humor. A nossas células cerebrais precisam de energia e é o pequeno almoço que as vai repor as necessidades do nosso organismo. Há estudos que demosntram que as crianças que não tomam o pequeno almoço têm défice de concentração na escola, assim como que a falta de pequeno almoço num adulto se reflecte no défice de produtividade e concentração.

Saltar esta refeição pode ser prejudicial para quem faz dieta por diversos factores. O facto de ficar muitas horas sem comer, desacelera o metabolismo e além de não ser saudável para o organismo, vai fazer com que quando comer, a sensação de fome seja tanta que se torne muito mais difícil saciá-la, ou seja, vamos comer muito numa só refeição, e como isso tem consequências, vamos ter muito mais dificuldade em fazer a digestão e o corpo vai acumular muito mais gorduras e assim sucessivamente.

Consequentemente também vamos demorar muito mais tempo a voltar a ter fome, o que fará provavelmente com que saltemos também o lanche e voltaremos a comer demais novamente ao jantar.
Parece simples, e na realidade é muito simples.

Para termos uma alimentação saudável precisamos fazer entre 5 a 6 refeições por dia, entre elas, obviamente o pequeno almoço. Por ser a refeição mais importante do dia, não significa que precisemos comer muito ou ingerir muitas calorias por forma a acumular energia para o dia todo. Precisamos sim, de uma refeição equilibrada.

Sugestões para um pequeno almoço saudável:

 1 copo de leite + 2 tostas com fiambre + 1 copo de sumo de laranja natural

 1 batido de frutas + 1 tosta com requeijão

 1 copo de leite + 2 tostas de requeijão e mel

 1 taça de leite com cereais + 1 banana

 1 taça de iogurte com cereais + 1 peça de fruta

 1 copo de sumo + 2 fatias de pão integral com geleia light

 1 copo de leite batido com fruta + 1 torrada com queijo branco


Um pequeno almoço equilibrado deve engloba cereais, fruta e leite ou derivados. Comer fruta ao pequeno almoço, rica em vitaminas e antioxidantes é uma excelente fonte de energia. Pode por exemplo comer batido de frutas com iogurte ou leite. Cereais integrais são ricos em fibras, importantes para obstipação, fraqueza ou até para a depressão. O leite, fonte de cálcio melhora o funcionamento das células e evita a acumulação de gordura.

Um bom pequeno almoço é a melhor forma de regular o apetite durante todo o dia.


 Artigo retirado do site: http://www.corpoemdieta.com/o-pequeno-almoco/

20 de novembro de 2011

É necessário abrir os olhos...






“ É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver”

Gabriel Garcia Marquez



19 de novembro de 2011

Ponte de Lima


Ponte de Lima pertence ao distrito de Viana do Castelo e é considerada a vila mais antiga de Portugal, com carta de foral de 1125 passada por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal.

A região de Ponte de Lima foi habitada desde os primeiros tempos da pré-história, com diversos monumentos megalíticos por todo o concelho. O monumento mais emblemático desta herança cultural, arquitectónica e artística é a ponte que atravessa o Rio Lima, com os seus quinze grandes arcos de pedra, que caracteriza a própria vila.

As suas pacatas ruas de casas pitorescas, tipicamente minhotas respiram história, integrando um grande número de solares e casas apalaçadas, considerada a capital do Turismo de Habitação do País, atestando igualmente a importância económica de outros tempos, muito derivado da produção de afamado vinho verde.

O património arquitectónico e cultural da vila é riquíssimo, nomeadamente do período Medieval e Renascentista, destacando-se a Igreja Matriz do século XV, a Torre da Cadeia Velha ou da Porta Nova do século XIV e a Torre de São Paulo, integrada no que resta das muralhas defensivas, o Convento de Santo António do século XV, cuja igreja alberga o interessante Museu dos Terceiros, com uma rica colecção de arte sacra, a Igreja da Misericórdia ou a Capela da Nossa Senhora da Penha de França de inícios do século XVII.

Ponte de Lima é também denominada a Capital Nacional dos Jardins. Ninguém fica indiferente aos diversos jardins espalhados pela Vila e são de destacar os Jardins Temáticos do Arnado e o Festival Internacional de Jardins, reconhecido, pela sua especificidade nas áreas da jardinagem, do ambiente e do urbanismo, como um dos maiores eventos da Europa diretamente ligados à arte de fazer jardins.

Em Ponte de Lima, terra de história e de histórias, um passeio pelo centro é um regresso à nossa ancestralidade. Começamos a visita pelo largo de Camões, sala de visitas da vila, onde se encontra o Chafariz Nobre, terminado de construir em 1603.




Em seguida atravessamos a ponte, velha ponte romana, parte da via que ligava Braga a Tui, passavam os centuriões de Roma que mantinham a "paz de Augusto".. Pensa-se que a ponte Romana terá sido construída no século I d.C., já a Medieval, de características góticas, terá sido concluída em 1370. 




Do outro lado da ponte encontramos Igreja de Santo António da Torre Velha, do século XIX, com destaque para a altura da torre e para as gárgulas existentes em cada ângulo da mesma.




Ao lado apreciamos a Capela do Anjo da Guarda, uma construção com raízes românicas e góticas, que muitos atribuem ao século XIII. Esta está inserida num cenário harmonioso. 




Continuamos na margem direita e percorremos os coloridos Jardins Temáticos do Arnado.





Na margem esquerda, de volta ao centro histórico, admiramos a Torre de S. Paulo, do século XIV, o Pelourinho, a Torre da Cadeia Velha, espaço que serviu de encarceramento até aos anos sessenta do século XX e o Arco da Porta Nova, que dá acesso à velha Rua da Judiaria.




Em seguida percorremos a Avenida dos Plátanos, onde encontramos a barroca Capela de Nossa Senhora da Penha de França. Na mesma avenida, apreciamos a Capela de Nossa Senhora da Guia (século XVII) e o notável conjunto formado pelas Igrejas de Santo António dos Frades (século XV) e da Ordem Terceira de S. Francisco (século XVIII), recentemente recuperadas, que albergam o Museu dos Terceiros.

De volta ao centro da vila, visitamos a Igreja Matriz, mandada reconstruir por D. João I.






Em seguida dirigimo-nos ao Paço do Marquês (século XV) e visitamos os jardins envolventes e as belas varandas manuelinas do edifício. 





Na Praça da República destacam-se os monumentos evocativos à Rainha D. Teresa e ao Poeta António Feijó, o edifício dos Paços do Concelho e o Pelourinho.



Ao percorrermos as ruelas históricas da cidade deparamo-nos com a Capela de Nossa Senhora da Misericórdia das Pereiras, onde desfrutamos de uma vista sublime para o rio e para o conjunto da totalidade da vila.




Uma das atrações desta vila são as feiras. Em 1115, D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, instituiu a Feira de Ponte de Lima, a mais antiga de Portugal. Acontece no início do Outono, no terceiro fim de semana de Setembro, fechando o ciclo das colheitas e enchendo a vila de música, cortejos, touradas à corda, arraiais, bons petiscos e vinhos. Durante todo o ano, de 15 em 15 dias, existe a feira local e podemos aproveitar a oportunidade para conhecer e adquirir os melhores produtos da região.



Esta Terra de saberes e de sabores, mantem uma gastronomia rica, com o irresistível arroz de sarrabulho, associado ao não menos famoso vinho verde.

Ponte de Lima é uma vila histórica que proporciona ao visitante inúmeros prazeres - culturais, históricos e gastronómicos.


18 de novembro de 2011

Braga


Depois de descrever os locais percorridos fora do nosso país, finalmente volto a dedicar-me aos percursos que realizei pelo nosso Portugal. Como já referi num outro tópico percorrer os recantos de Portugal tem sido uma prioridade, sempre que tenho disponibilidade visito parte do nosso património cultural e religioso. A cada visita constato que o nosso país é repleto de recantos que seduzem os visitantes. Foram vários os locais que percorri e que ainda não tive oportunidade de partilhar, assim vou retomar a narração das visitas realizadas pelo nosso país.

Um dos locais imperdíveis é a cidade de Braga. Braga situa-se no coração da verdejante região do Minho, no Noroeste de Portugal, rodeada por uma paisagem magnífica. A cidade, um dos maiores centros religiosos de Portugal, é reconhecida pelas suas igrejas barrocas, pelos esplêndidos solares do século XVIII e pelos belos parques e jardins.

Esta cidade era conhecida no tempo dos romanos como Bracara Augusta e sede do episcopado português no século XII. Também é igualmente conhecida hoje em dia pela “Cidade dos Arcebispos” ou mesmo pela “Roma Portuguesa”.

As ruínas de Bracara Augusta, uma cidade fundada pelo Imperador Augusto entre 300 e 400 a.C., ainda hoje subsistem. Bracara Augusta tornou-se a capital romana do norte da Ibéria e foi posteriormente ocupada pelos Visigodos e Árabes. Desde a década de 1970, foram encetados esforços para preservar as estruturas do complexo arqueológico ainda remanescente.

A longa história de Braga é visível nos seus monumentos e igrejas, a igreja mais imponente é a Sé, que exibe vários estilos, do romano ao barroco, orgulhando-se também das esplêndidas casas, particularmente do século XVIII.

A catedral de Braga é a mais antiga de Portugal, esta contém inúmeros tesouros de arte sacra. A construção teve início em 1070 e foi influenciada por diversos estilos, como o Gótico, o Renascimento e o Barroco. Os seus elementos mais relevantes são as torres sineiras e o tecto manuelino, bem como o altar esculpido e os órgãos barrocos. Os túmulos de Dom Henrique e Dona Teresa, pais do primeiro rei de Portugal, encontram-se na Capela dos Reis.
Fiquei fascinada com os órgãos de tubos desta catedral.




Depois de visitarmos a Sé da cidade continuamos o nosso percurso e cruzamo-nos com o Jardim de Santa Bárbara datado do século XVII, esta praceta ajardinada fica perto do antigo Palácio Episcopal e contém flores coloridas, plantas luxuriantes e belos arbustos esculpidos.



Percorremos as ruas históricas da cidade de deparamo-nos com o Largo do Paço, situado no centro histórico de Braga, é constituído por um conjunto de edifícios que foram a antiga residência dos Arcebispos, conhecida como Paço Episcopal Bracarense.
Este é constituído por quatro edifícios, onde actualmente se situa o Salão Nobre da Universidade do Minho, a Biblioteca Pública de Braga e o Arquivo Municipal. Neste local também se encontra o pelourinho da cidade.



Continuando o nosso percurso encontramos o Arco da Porta Nova, a porta de entrada da cidade de Braga. Esta "nova" porta da cidade foi aberta em 1512, no tempo de Arcebispo D. Diogo de Sousa. A construção desta porta marca o momento em que a cidade saiu das suas muralhas e começou a crescer para o seu exterior.



Percorrendo as ruas da cidade fomos descobrindo vários monumentos, entre eles o Palácio do Raio, ou Casa do Mexicano é um palácio construído em 1754-55, por encomenda de João Duarte de Faria, poderoso comerciante de Braga, é um dos mais notáveis edifícios de arquitectura civil da cidade de Braga, em estilo barroco joanino. O palácio foi vendido em 1853, por José Maria Duarte Peixoto, a Miguel José Raio, visconde de São Lázaro, ficando conhecido como Palácio do Raio. Actualmente pertence à Santa Casa da Misericórdia de Braga e está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1956.





No centro histórico da cidade deparamo-nos com várias igrejas que representam o centro religioso de Portugal. Entre elas a igreja de Santa Cruz, construída no século XVII, que exibe uma intrincada fachada de pedra em estilo barroco maneirista. O interior elaborado inclui um órgão e púlpitos com talha dourada, uma nave muito alta e belíssimos painéis de azulejos.
A Igreja do Pópulo está incluída no Convento do Pópulo e onde se venera a imagem da virgem da Igreja de Santa Maria del Popolo em Roma. A construção de todo o conjunto arrastou-se pelos séculos XVI ao XIX.
Também visitamos a Capela dos Coimbras de provável origem românica, a capela de traça gótica que hoje observamos remonta a 1528, tendo sido edificada no consulado do Arcebispo D. Diogo de Sousa, por artistas da Biscaia, contratados por este prelado, para a execução de diversas obras na cidade medieval de Braga.




O património religioso e cultural não se reúne apenas na zona central da cidade, mas também em seus arredores.

Fora da zona histórica da cidade, situado numa colina a cerca de 5 km a sudeste ergue-se o Santuário do Bom Jesus do Monte, um importante local de peregrinação. Este santuário é considerado um dos mais belos de Portugal. A igreja neoclássica, rodeada por magníficos jardins, foi projectada por Carlos Amarante em finais do século XVIII. A famosa escadaria barroca serpenteia até à igreja, com encantadoras fontes e estátuas ao longo do percurso. Os visitantes podem optar por apanhar o funicular ou conduzir até ao topo para desfrutar das vistas esplêndidas. Num patamar médio, encontra-se o primeiro miradouro, do qual se avista a cidade de Braga e paisagem envolvente.








A atração deste local não se fica pelo santuário, mas também pelos seus jardins, espelhando um espaço místico, envolvido por árvores centenárias e por uma riqueza espiritual.





Também visitamos o Monte do Sameiro, onde uma estátua colossal de Nossa Senhora vigia atenta a cidade O Santuário do Sameiro, cuja construção se iniciou em meados do séc. XIX, é o centro de maior devoção mariana em Portugal, depois de Fátima. O Templo, concluído no nosso séc., destaca-se no seu interior o altar-mor em granito branco polido, bem como o sacrário de prata. Em frente do Templo ergue-se um imponente e vasto escadório, no topo do qual se levantam dois altos pilares, encimados da Virgem e do Coração de Jesus.




Outra atracção desta cidade é a igreja e mosteiro de Tibães, considerado um dos mais ricos e poderosos mosteiros do norte de Portugal. A fundação deste monumento, é anterior à nacionalidade, sofreu dura e implacavelmente as vicissitudes do tempo e dos homens. Nos finais do século XI, foi fundado o mosteiro românico, que recebeu em 1110, Carta de Couto, doada pelo conde D. Henrique. Em 1567 tornou-se Casa-mãe da Congregação de São Bento de Portugal e do Brasil. Comprado pelo Estado Português em 1986, vazio e em avançado estado de degradação, iniciou-se então a sua recuperação e dinamização cultural.
Realizamos uma visita guiada a este esplêndido monumento histórico, onde enriquecemos os nossos conhecimentos históricos.








Por fim, visitamos a Citânia de Briteiros, situada nos arredores da cidade. Este é um impressionante local arqueológico da Idade do Ferro, considerado um dos locais arqueológicos mais bem preservados da região do Minho. Neste encontram-se os vestígios de um castro celto-ibérico que remonta a 300 a.C. Os arqueólogos descobriram as fundações de mais de 150 construções de pedra, estradas pavimentadas, currais e condutas de água e duas das casas foram reconstruídas no local.

A visita à cidade e seus arredores foi realizada em vários dias e através desta reconhecemos que os belos e elaborados jardins, elegantes casas senhoriais e palacetes e todo este legado barroco conferem a Braga uma imagem única, característica da região Minhota.

15 de novembro de 2011

Big Fish


Julgava que já tinha assistido a todos os filmes do realizador Tim Burton, quando numa conversa com uma amiga descobri que existia um filme que não conhecia – Big Fish. Prontifiquei-me de imediato a ver o filme e fiquei deliciada.

O filme retrata a luta entre a verdade e a mentira, entre a realidade e a ficção, Tim Burton lida com a fantasia como se esta fosse parte integrante do nosso quotidiano.

William cresceu no meio de uma bruma de histórias fantasiosas e plenas de personagens ficcionais com que o pai lhe dava a conhecer a sua vida, como se de uma longa aventura se tratasse. Quando, na adolescência, descobriu que nada daquilo poderia ter alguma vez existido, abre-se um fosso de incompreensão entre os dois. Will procura ter uma conversa com o pai para conhecer a "verdadeira" versão da vida dele. Ao longo do filme, Will descobre que, embora exagerada, a fantasia do pai tem como fonte a própria realidade. Assim, quando Edward está prestes a morrer, Will finalmente adere à mentalidade do pai e narra uma história fantasiosa sobre a sua morte. A despedida tem como tema a fronteira entre realidade e fantasia.

O título do filme flui da pequena história citada no início do filme, segundo a qual o peixe dourado confinado ao espaço do aquário adquire um tamanho pequeno, porém poderia crescer até quatro vezes o seu tamanho se tivesse a oportunidade de crescer em liberdade. Edward Bloom é esse peixe, que deixa a sua pequena cidade e sai pelo mundo, para poder crescer. Contudo, esse peixe podemos ser cada um de nós, através da imaginação podemos nos libertar da realidade, navegando pela imensidão da fantasia.

Este filme reflete fantasia, perseverança, emoção, determinação e esperança.