23 de outubro de 2011

Xcaret


Os parques naturais e eco-arqueológicos são outra das atracções do México, deste modo, visitamos o Xcaret, onde tivemos a possibilidade de nadar em piscinas naturais, realizar snorkling, visitar ruinas e ter um contacto mais próximo com a cultura mexicana, entre outras actividades que passo a descrever de seguida. 

Xcaret é um parque eco-arqueológico onde encontramos evidências da cultura do México, a flora e fauna da região e podemos realizar diversas actividades como o mergulho, o snorkeling, natação com golfinhos, entre muitas outras actividades. Xcaret é o percussor da conservação do meio ambiente local e situa-se a 5 minutos de Playa del Carmen. Foi inaugurado em 1995 e é um dos parques mais visitados.

Neste parque encontramos 42 atracções entre elas: Praias, piscinas naturais e enseada; Tartarugas marinhas; Aquário de recife; Ilha dos Jaguares; Borboletário; Aldeia Maya; Voadores de Papantla; Flamingos; Rios subterrâneos; rio do paraíso; passeio de "jangada"; Quinta de criação de fauna local; Torre giratória panorâmica; Quinta de cogumelos comestíveis; Estufa de Bromelias e orquídeas; Trilha na selva tropical; Zonas arqueológicas; Ilha dos macacos aranha; Território do Tapir; Refúgio dos veados; Grutas; Jogo da Bola Prehispanico; Centro de actividades aquáticas; Lagoa das raias e tubarões; Gruta dos morcegos; Capela de são Francisco de Assis; Cemitério Mexicano; Casa dos múrmuros; Museu de arte popular, entre outras.

Passei um dia inteiro no Xcaret, porém não consegui realizar todas as actividades supracitadas.
Inicialmente visitamos o aquário marinho e fomo-nos cruzando com vários animais selvagens, contudo o calor abrasador apertava e decidimos mergulhar nas piscinas naturais e nas praias paradisíacas, onde realizamos snorkling e assistimos ao espectáculo dos golfinhos. 



















Depois de uns banhos de sol e de águas transparentes e quentes fomos almoçar num dos restaurantes do Xcaret, onde nos deliciamos com iguarias mexicanas. Em seguida passamos pela zona arqueológica e dirigimo-nos à aldeia maia onde assistimos a uma demonstração das celebrações maia. Na aldeia visitamos o cemitério mexicano e uma capela. Foi fascinante estar tão perto da cultura de uma civilização ancestral. O cemitério mexicano é colorido e as campas caracterizam os gostos, interesses e personalidades das pessoas lá sepultadas, foi impressionante vaguear por aqueles corredores e descobrir um pouco daquelas pessoas. 














Por fim, assistimos ao espectáculo nocturno que começa com uma exibição de tradicionais jogos maias. A terminar a primeira parte do espectáculo é feita uma retrospectiva sobre a história do México que termina com a chegada dos conquistadores.
Na segunda parte, é feita uma viagem pelos vários estados do México onde estes mostram o que os caracteriza, formando assim um espectáculo de ritmo, luz e muita cor. O espectáculo conta com um elenco de 200 integrantes, que apresentam danças folclóricas e canções populares.










O espectáculo termina com a canção emotiva de Luis Miguel , "Mexico en la piel":

“Asi se siente Mexico, asi se siente Mexico,
Asi como unos labios por la piel
Asi te envuelve Mexico, asi te sabe Mexico
Y asi se lleva Mexico en la piel"


Considero que o parque Xcaret concilia as riquezas do ambiente tropical com estimulantes actividades que retratam a cultura e a história do México.



Cobá



A caminho de Cobá paramos para visitar uma família de indígenas maia. Considero que tenha sido uma experiência memorável ter contacto com o quotidiano daquela família, ter oportunidade de entrar em casa deles e conhecer os seus animais de estimação, como por exemplo um macaco. Esta família vive com parcos recursos e condições, sobrevive à custa do artesanato que vendem e das gorjetas dos turistas.






Toda a família estava vestida com os trajes maia, alguns falavam espanhol, outros só falavam o dialecto maia. As crianças aproximavam-se dos turistas à procura de uma gratificação monetária, onde os seus rostos reflectiam carência emocional e material. Através desta experiência tive contacto com uma cultura ancestral enriquecendo os meus conhecimentos e as minhas memórias.




Após realizarmos a visita à família de indígenas maia, fizemos uma pausa para almoçar. As vantagens dos almoços em excursões é que almoçamos em restaurantes tipicamente Mexicanos, promovendo um contacto directo com esta cultura. Enquanto almoçavamos os empregados faziam espectáculos de dança tipica mexicana, estimulando o convivio e a diversão.

Posteriormente dirigimo-nos para Cobá uma grande cidade pré-colombiana em ruínas da civilização maia. Cobá tem como principal monumento a pirâmide de Nohoch Mul ou o “Castillo”, com 42 metros de altura.

Possui um observatório astronómico, um campo de jogos para o denominado jogo da bola e uma pirâmide pequena logo na entrada da zona arqueológica.







Esta impressionante zona arqueológica é um ponto único e algo a não perder. Situada na selva profunda junto a cinco lagos, Cobá chegou a ser rival de Chichen-Itza durante certo período.

As ruínas situam-se no meio da vegetação e temos que percorrer cerca de 4 km para chegar à pirâmide principal. Para quem preferir existe a possibilidade do aluguer de bicicletas ou do género de um tuck tuck guiado por um mexicano. Optamos pelo aluguer do tuck tuck e foi uma experiência divertida pelo meio da selva.




Quando me defrontei com a pirâmide Nohoch Mul olhei para o cimo e tremi só de pensar na subida, contudo é uma experiência inevitável, a subida ao topo da mesma é uma sensação esmagadora obtendo-se uma vista espectacular da selva, é, no entanto, necessária alguma precaução na subida, para isso existe uma corda para nos agarrarmos, uma preciosa ajuda na subida e na descida. 




Para finalizar a nossa visita o guia da excursão (o grande Miguel Castela) lançou-nos um desafio -  fazermos slide sobre um lago com crocodilos. Como não sou muito dada a essas aventuras, não aceitei o convite, mas o meu marido experienciou essa aventura e adorou.

Concluindo, considero as ruínas de Cobá um local místico onde podemos desfrutar da natureza e de raízes culturais.