23 de outubro de 2011

Tulum



Continuando a descoberta pela Riviera Maya, fomos visitar as Ruínas de Tulum, as terceiras mais visitadas no México e únicas à beira mar.

Tulum é um sítio arqueológico correspondente a uma antiga cidade muralhada maia. Situa-se ao longo da costa do Mar das Caraíbas, no sudeste do México, na região da Riviera Maya.



Esta cidade era designada pelos maias pelo nome de Zamá, que significa cidade da aurora.

A cidade de Cobá utilizava Tulum como porto de pesca e talvez como porto comercial, para as trocas efectuadas com as cidades da região.

Tulum permanecia habitada à chegada dos conquistadores espanhóis, mas foi abandonada durante o século XVI.

Esta visita foi a que mais me impressionou, pelas raízes culturais e históricas gravadas nas ruínas e pela beleza da natureza que circunda este espaço.




Enquanto percorria as ruínas e adquiria mais conhecimentos através da visita guiada, ia-me consciencializando que ali viveu uma civilização, a Maia, considerada avançada para a altura e que foi aniquilada pelas mãos dos colonizadores que a extinguiram numa espécie de holocausto.





Não só a história da civilização maia me fascinou naquele espaço, mas também a beleza única das praias que envolvem aquele local considerado um dos sítios arqueológicos mais bonitos do mundo.



Em Tulum três maravilhas se fixam diante dos olhos: as ruínas maias, o Mar do Caribe e, entre os dois, uma vegetação quase virgem.

Perto das ruínas de Tulum encontramos a praia do Paraíso, uma praia como o próprio nome a define um verdadeiro paraíso, com uma paisagem digna de postal. Banhamo-nos naquelas águas cristalinas, deitamo-nos ao sol na areia fina e macia e apreciamos a deslumbrante paisagem com palmeiras a apontarem para o mar.



Após desfrutarmos daquele paraíso decidimos nos deliciar com uma bebida refrescante, paramos e dirigimo-nos a uma banca à beira da estrada onde nos serviram cocos frios, uma verdadeira delicia que acalmou o calor que sentíamos.



O México não se define só por uma óptima pinaccolada, por uns saborosos tacos, ou por um povo acolhedor, no meu entender o mais significativo deste destino é o contacto com as raízes da cultura maia, bem como as praias paradisíacas que este país nos presenteia.



22 de outubro de 2011

Valladolid - México

Depois da visita à cidade arqueológica Chichén Itza e ao Cenote Ik kil, dirigimo-nos para a cidade colonial de Valladolid.

Valladolid é uma cidade pequena que faz parte do estado de Yucatán, no México.

Esta é uma cidade Maia muito movimentada, com um sabor especial colonial. Ao percorrermos as ruas e praças deparamo-nos com senhoras que ainda usavam o traje típico Maia. Os edifícios ao redor da Plaza principal também espelham a era colonial, pintados com cores pastel.




Valladolid é conhecida como "O Sultão do Oriente", um título dado pela beleza arquitectónica dos seus edifícios coloniais, como o Convento de São Bernardino de Siena, o Palácio Municipal, a Iglesia de San Servacio, e o Museu de São Roque, entre outros, bem como pela sua herança arquitectónica dos séculos XIX e XX.





No centro da cidade encontramos a catedral colonial, o convento San Bernardino e o Parque Central de Cantón Francisco Rosado.





A Plaza central é um lugar único com muitas mulheres maias sentado no lado oposto à Catedral a vender artesanato que incluem bordados à mão, vestidos, lenços, redes e muito mais.



Considero Valladolid uma cidade acolhedora que traduz a história e a cultura mexicana.


21 de outubro de 2011

Chichén Itzá


Chichén Itzá é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã.

Sendo uma das grandes atracções do México, bem como da cultura maia, não poderíamos deixar de visitar este marco histórico e cultural.

Foi uma experiência indiscritível percorrer aquele espaço repleto de história, cada estrutura da cidade que apreciávamos reflectia as marcas culturais e históricas da povoação maia.

As várias estruturas – a pirâmide de Kukulkán, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje ser admiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitetónico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "pessoas que vivem na beira da água". Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455 a.C. Foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988.








O Templo de Kukulcán, principal estrutura de Chichén Itzá demonstra os profundos conhecimentos de matemáticas, geometria, acústica e astronomia que os maias possuíam.

Ao ser uma sociedade inicialmente agrícola, os maias observaram detalhadamente o comportamento das estações, as variações das trajetórias do Sol e as estrelas, e combinando os seus conhecimentos, tê-los-iam registado na construção do templo dedicado ao seu deus Kukulcán.





Este templo conta com motivos que simbolizam os números mais importantes utilizados no calendário Haab (calendário solar agrícola), o calendário Tzolkin (calendário sagrado) e a roda calendárica. Cada uma das suas faces alinha-se com um dos pontos cardeais, e os 52 painéis esculpidos nas suas paredes referem os 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia.




Chichén Itzá foi eleita em Lisboa, no dia 7 de Julho de 2007, pelos organizadores da campanha New7Wonders, uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo.

Dentro da cidade arqueológica aproveitamos para comprar um recuerdo, uma máscara maia, uma vez que os preços eram convidativos.



Na medida que o calor começou a aumentar após visitarmos a cidade arqueológica dirigimo-nos para o Cenote ik kil para nos refrescarmos nas magníficas águas frescas, doces e cristalinas. 




Os cenotes são grutas na rocha calcária - que constituiem a maior parte do solo da Península do Yucatan – são formados por lagos/poços de água doce alimentados por rios subterrâneos e que antigamente abasteciam as populações locais.


A visita à cidade arqueológica Chichén Itzá enriqueceu os meus conhecimentos e despertou a vontade de continuar a descoberta pela cultura maia.

Riviera Maya – México

"A viagem pode ser uma das formas mais satisfatórias de introspecção."
(Laurence Durrell)

Riviera Maya é uma zona turística banhada pelo Mar das Caraíbas, localizada no estado de Quintana Roo, no México. Esta juntamente com Cancún, é considerado o destino turístico mais importante do México.

Em Agosto do corrente ano decidimos passar as férias de Verão neste paraíso.

Esta localidade conta com todos os ingredientes para ser um destino turístico único, tendo incríveis praias, de areia dourada, de areia branca, com águas cristalinas, com a possibilidade de praticarmos desportos aquáticos e desportos como caminhadas e golfe. Para além destas atracções, tivemos oportunidade de realizar visitas culturais, onde tivemos contacto com a cultura Maya e com os seus templos. Os parques são outra das atracções do México, visitamos o Xcaret, onde tivemos a possibilidade de nadar em piscinas naturais, realizar snorkling, entre outras actividades. Em próximos tópicos vou ter a possibilidade de partilhar as visitas turísticas e as actividades realizadas no México. Agendamos as visitas em Portugal através da Internet, com o Miguel Castela, um português que reside no México há cerca de 15 anos. Não nos arrependemos porque as excursões decorreram lindamente e o valor da excursão foi  convidativo comparando com aquele que nos pediam na operadora turistica do Resort.

Outra atracção da Riviera Maya é o seu clima tropical com abrasadoras temperaturas durante os 12 meses do ano, um clima ideal para usufruir das maravilhosas praias das Caraíbas, que nos são oferecidas por esta região, praias de areia dourada e branca, praias onde podemos aproveitar o sol, as quentes e transparentes águas, que fazem desta região um marco incomparável para a prática do mergulho.

Ficamos hospedados no resort Gran Bahia Príncipe, no complexo Coba. Este resort é enorme, tivemos a oportunidade de desfrutar de amplos espaços naturais e jardins que o nos fizeram sentir em plena selva maya, onde nos cruzávamos com iguanas e outros animais selvagens. Foram várias as actividades que encontramos neste espaço, desde nadar com golfinhos, praticar snorkling, praticar golfe, usufruir das piscinas e praias privadas. Também tivemos a possibilidade de usufruir das actividades e dos espaços, nos 3 hotéis que integram o complexo, para isso existia um comboio para conduzir os clientes.






















Nos 8 dias que passamos no resort desfrutamos do tudo incluído: jantares à la carte em restaurantes temáticos, bebidas e cocktails durante o dia todo, entre várias actividades.
Considero que aproveitei muito pouco o que o resort nos oferecia, porque a nossa intenção não era apenas descansar e desfrutar das praias magníficas desta localidade, mas também realizar visitas culturais, ter um contacto mais próximo com a cultura Maya e percorrer as ruas da cidade.






A Riviera Maya é inevitavelmente o paraíso das Caraíbas, um inacreditável lugar para desfrutar de momentos de descanso, lazer e actividades culturais.