21 de outubro de 2011

Riviera Maya – México

"A viagem pode ser uma das formas mais satisfatórias de introspecção."
(Laurence Durrell)

Riviera Maya é uma zona turística banhada pelo Mar das Caraíbas, localizada no estado de Quintana Roo, no México. Esta juntamente com Cancún, é considerado o destino turístico mais importante do México.

Em Agosto do corrente ano decidimos passar as férias de Verão neste paraíso.

Esta localidade conta com todos os ingredientes para ser um destino turístico único, tendo incríveis praias, de areia dourada, de areia branca, com águas cristalinas, com a possibilidade de praticarmos desportos aquáticos e desportos como caminhadas e golfe. Para além destas atracções, tivemos oportunidade de realizar visitas culturais, onde tivemos contacto com a cultura Maya e com os seus templos. Os parques são outra das atracções do México, visitamos o Xcaret, onde tivemos a possibilidade de nadar em piscinas naturais, realizar snorkling, entre outras actividades. Em próximos tópicos vou ter a possibilidade de partilhar as visitas turísticas e as actividades realizadas no México. Agendamos as visitas em Portugal através da Internet, com o Miguel Castela, um português que reside no México há cerca de 15 anos. Não nos arrependemos porque as excursões decorreram lindamente e o valor da excursão foi  convidativo comparando com aquele que nos pediam na operadora turistica do Resort.

Outra atracção da Riviera Maya é o seu clima tropical com abrasadoras temperaturas durante os 12 meses do ano, um clima ideal para usufruir das maravilhosas praias das Caraíbas, que nos são oferecidas por esta região, praias de areia dourada e branca, praias onde podemos aproveitar o sol, as quentes e transparentes águas, que fazem desta região um marco incomparável para a prática do mergulho.

Ficamos hospedados no resort Gran Bahia Príncipe, no complexo Coba. Este resort é enorme, tivemos a oportunidade de desfrutar de amplos espaços naturais e jardins que o nos fizeram sentir em plena selva maya, onde nos cruzávamos com iguanas e outros animais selvagens. Foram várias as actividades que encontramos neste espaço, desde nadar com golfinhos, praticar snorkling, praticar golfe, usufruir das piscinas e praias privadas. Também tivemos a possibilidade de usufruir das actividades e dos espaços, nos 3 hotéis que integram o complexo, para isso existia um comboio para conduzir os clientes.






















Nos 8 dias que passamos no resort desfrutamos do tudo incluído: jantares à la carte em restaurantes temáticos, bebidas e cocktails durante o dia todo, entre várias actividades.
Considero que aproveitei muito pouco o que o resort nos oferecia, porque a nossa intenção não era apenas descansar e desfrutar das praias magníficas desta localidade, mas também realizar visitas culturais, ter um contacto mais próximo com a cultura Maya e percorrer as ruas da cidade.






A Riviera Maya é inevitavelmente o paraíso das Caraíbas, um inacreditável lugar para desfrutar de momentos de descanso, lazer e actividades culturais.

Adele- Set Fire to Rain

20 de outubro de 2011

Novo rosto


Fotos by Ricardo Araújo



A dias deste projeto concretizar um ano de vida, decidi alterar-lhe o rosto. Após vários sentimentos, emoções e pensamentos refletidos em palavras, momentos traduzidos em imagens, opiniões transformadas em narrativas, julgo que chegou o momento da “Poesia dos Sentidos” assumir uma nova imagem.

Apesar deste blog ainda ser um bebé de apenas um ano, as mais de 12 mil visualizações contribuem para que continue a fazer deste projeto um espaço de partilha e tradução de sentimentos e emoções.

Um bem-haja a todos

Carfil


18 de outubro de 2011

5 maus hábitos alimentares a evitar

Fazer uma nutrição equilibrada é a palavra-chave para obter um estilo de vida saudável. Desde comer comida plástica até evitar o pequeno-almoço é considerado um mau hábito alimentar a largar desde já.

São os maus hábitos alimentares que não nos deixam perder peso e ter uma vida saudável. Por vezes damos por nós a pensar que a forma como comemos pode ser prejudicial para a nossa saúde. Veja alguns dos maus hábitos a evitar imediatamente.


1- Mau Hábito Alimentar 
Comer depressa é um dos principais maus hábitos alimentares a largar imediatamente.

Razões:
- Acaba por não mastigar a comida decentemente, deixando o trabalho para o seu sistema digestivo.
- Ao mastigar depressa entra mais ar para o seu estômago.
- O seu cérebro precisa de 20 minutos para perceber que o seu corpo está satisfeito.

Evite as comidas rápidas de mão e opte por comida saudável em que usa talher. Lembre-se de fazer pausas enquanto come e de beber água à refeição.


2- Mau Hábito Alimentar

- Comer enquanto anda, conduz, passeia, trabalha é de evitar se pretende um estilo de vida saudável. Mantenha as principais refeições na sua agenda diária juntamente com as restantes atividades.

- Comer enquanto vê TV ou está sentada em frente ao computador também é prejudicial. Há que se concentrar no que está a comer e não no que está a fazer.


3- Mau Hábito Alimentar

Comer doces não é nada mais do que se empanturrar de calorias e poucos nutrientes que realmente precisa. Não queremos que os tire por completo da sua dieta, mas modere a sua ingestão.


4- Mau Hábito Alimentar 

Não deixe que o seu humor comande a sua dieta. O sentimento de frustração leva-nos, instintivamente, a comer hidrocarbonatos que produzem serotonina. Tente substituir os impulsionadores de humor com atividade física moderada, dê um passeio ou veja um filme.

5- Mau Hábito Alimentar 

Não coma antes de se deitar. Este mau hábito alimentar reduz o tempo e qualidade do seu sono, e o seu estômago não conseguirá digerir a comida.


Retirado do site: http://www.sitiodamulher.com/5-maus-habitos-alimentares-a-evitar



17 de outubro de 2011

Sentidos





... enquanto esses olhos me olharem com o brilho de hoje

enquanto os teus lábios me beijarem como hoje,

enquanto os teus ouvidos me ouvirem como ouviram hoje,

enquanto as tuas mãos me tocarem como me tocaram hoje,

enquanto o teu nariz procurar o meu cheiro como procurou hoje

 ... eu não preciso de mais nada ...

...e serei sempre feliz...


16 de outubro de 2011

As histórias que nós somos

"...tecemos histórias para ser o que somos ou para ser aquilo que não somos. Num e noutro caso, buscamo-nos a nós mesmos."
(Octávio Paz)




(…)
“- Ele escreve versos!
Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico levantou os olhos, por cima das lentes, com o esforço de alpinista em topo de montanha.
- Há antecedentes na família?
- Desculpe, doutor?
O médico destrocou-se em tintins. Dona Serafina respondeu que não.
(…)
Com enfado, o clínico  dirigiu-se ao menino:
- Dói te alguma coisa?
- Dói-me a vida, doutor.
(…)
- E o que fazes quando te assaltam essas dores?
- O que melhor sei fazer, excelência.
- E o que é?
- É sonhar.
(…)
- Não continuas a escrever?
- Isto que faço não é escrever, doutor. Estou, sim, a viver. Tenho este pedaço de vidas disse, apontando um novo caderninho quase a meio.
(…)
Quem passa pode escutar a voz pausada do filho do mecânico que vai lendo, verso a verso, o seu próprio coração.”

(Mia Couto, O fio das missangas)

15 de outubro de 2011

Santiago de Compostela


Santiago de Compostela é o mostruário da Galiza. Capital da comunidade autónoma, cidade que sabe combinar a tradição e a modernidade. Tradição patente tanto no seu legado cultural, de inigualável valor, declarado património da humanidade em 1985 pela Unesco, e na sua vinculação ao meio rural circundante, podendo definir-se ainda hoje, e apesar do grande desenvolvimento dos últimos anos, como a mais rural de todas as cidades da Galiza.


Santiago surge com o descobrimento do túmulo do Apóstolo Santiago, origem em que se misturam lendas de vilas romanas, castros celtas, luminárias milagrosas, barcas de pedra e perversos dragões. O que foi demonstrado pela história foi a existência do bispo Teodomiro de Iria Flavia, que no ano 814 visita o lugar e certifica que nele se encontra o sepulcro de Santiago o Maior, narrando a milagrosa chegada dos seus restos a Compostela.

A partir desse momento começam a chegar os peregrinos, criando-se pouco a pouco um itinerário que cedo passa a ser conhecido como Caminho de Santiago.

Foram várias as visitas que realizei a Santiago de Compostela, não me canso de o fazer, porque adoro o movimento que encontro nesta cidade, bem como a paz espiritual que alcanço na sua catedral.

Contudo, como recordar é viver, no mês de Julho decidimos voltar a Santiago de Compostela e reviver os momentos vivenciados nesta cidade.

Iniciamos a visita na praça de San Martiño Pinario, onde se ergue a magnífica fachada renascentista do convento que lhe dá o nome, aos pés da qual se situa uma excepcional escadaria barroca de dupla entrada.




Seguimos pela rua da Moeda Vella e chegámos à Praça da Inmaculada, onde se encontra a fachada principal do convento, o maior da Galiza, e a fachada norte da Catedral, de estilo neoclássico.



Daqui dirigimo-nos para a Praça da Quintana, onde se encontra a Porta Santa da catedral. Trata-se de um espaço sóbrio, e ao mesmo tempo acolhedor. A sua escadaria é o lugar ideal para o visitante se sentar a descansar e a observar o animado ambiente urbano.



Entramos na Catedral pela fachada da Praça das Praterías, na qual se destaca a Fonte dos Cavalos e o pórtico do séc. XII, e já no interior encontramo-nos com o esplendor românico das suas naves e do deambulatório. Visitamos a cripta do Apóstolo, abraçamos o santo no baldaquino central e visitamos as diferentes capelas.





Antes de abandonar o templo, contemplamos o majestoso Pórtico da Glória e descemos até à Praça do Obradoiro, espectacular cenário arquitectónico, com o Hospital Real (Hostal dos Reis Católicos), de estilo plateresco; o Palácio de Raxoi, neoclássico com toques de Versalhes, hoje partilhado pelo governo local de Santiago e pela Xunta de Galicia; o Palácio de San Xerome, com o seu pórtico do séc. XV, sede da reitoria da Universidade; e a própria fachada barroca da catedral, obra de Fernando de Casas, que remata o conjunto da praça.




Contudo a fachada da catedral que mais me encanta é a Acibechería, tanto de dia ou de noite considero uma vista monumental.



Também visitamos o convento de San Francisco, o actual edifício data do séc. XVI, embora se conservem alguns restos góticos, merecendo especial destaque o seu claustro.




O movimento e o encanto da cidade de noite é contagiante, deste modo, jantamos numa nas ruelas estreitas e movimentadas da cidade, de forma a contemplar os monumentos com o brilho da lua.





No dia seguinte voltamos às ruas históricas e à catedral para realizar uma visita imperdível – percorrer os telhados da catedral.

O visitante de Santiago não deve perder a oportunidade de subir aos telhados da Catedral. A visita aos telhados do templo era já recomendada no Códex Calixtinus para poder apreciar toda a sua beleza. Desde os telhados da catedral pode-se apreciar uma grande parte do conjunto histórico e da parte nova da cidade, bem como dos arredores de Santiago, desde o Monte Pedroso até ao Monte do Gozo, o que a converte num miradouro excepcional. Desde cima, podemos compreender melhor Santiago, tornando-se a cidade mais verdadeira e mais mítica. Nos telhados da catedral podemos ver a Cruz dos Farrapos, aos pés da qual os peregrinos medievais queimavam as roupas gastas no caminho, numa espécie de ritual purificador. Este é também o lugar ideal para apreciar as diferentes fases da construção do templo e os variados estilos arquitectónicos utilizados para conseguir o majestoso resultado final. A visita guiada foi de grande utilidade, uma vez que tivemos contacto com a história da catedral e da cidade.






Considero Santiago de Compostela uma cidade monumental, acolhedora e repleta de misticismo.

14 de outubro de 2011

Lugo



Lugo é uma cidade galega de origem romana e a mais antiga da Galiza. Construída nas proximidades dum castro, na época romana recebeu o nome de Lucus Augusti. São testemunha dos seus primeiros anos de história os numerosos restos romanos, muitos deles conservados no Museu Provincial, e sobretudo a muralha romana, única no mundo que conserva todo o seu perímetro e declarada Património da Humanidade em 2000.


A herança romana da cidade está patente um pouco por todo o lado. A presença da sua muralha marcou a evolução histórica da cidade, e continua a ser o eixo à volta do qual decorre a vida quotidiana em Lugo. O rio Minho está vinculado ao nascimento da cidade, e constitui uma peça fundamental da vida dos lugueses, como lugar de passeio e de ócio, com as suas margens recuperadas e reabilitadas para os passeios, a prática de desporto ou simplesmente para descansar, além de possuir grandes valores naturais e paisagísticos.

Começamos a nossa visita pela parte antiga da cidade, entramos pela Porta de Santiago (a muralha conta com dez portas), que nos oferece a possibilidade de subir à muralha por umas escadas situadas em frente à fachada da Catedral. Do alto da muralha é possível contemplar a paisagem urbana actual da cidade, com edifícios não muito altos no centro e vários espaços livres no sector intramuros (praças, jardins e pátios interiores), que explicam porque é que a muralha se conservou, não sendo necessária a expansão da cidade para fora dos seus limites até datas recentes.





Uma vez completado o percurso pela muralha, descemos pelo mesmo ponto onde tínhamos subido, e podemos contemplar a Catedral; com uma fachada neoclássica, edificada no final do séc. XVIII para substituir a original fachada românica. No seu interior destacam-se as três naves românico-góticas e o trifório, bem como a Capela e a imagem da Virxe dos Ollos Grandes, assim denominada pela expressividade do seu rosto, o coro barroco em madeira e o deambulatório gótico.






Em seguida dirigimo-nos à Praça de Santa María e ao sóbrio Palácio Episcopal, de estilo barroco. Perto encontramos a Praça do Campo, o autêntico coração da cidade, lugar onde seguramente se situava o foro romano e onde se celebraram mercados na urbe durante muitos séculos. No centro existe uma fonte de traça barroca e no seu contorno algumas casas brasonadas com arcos. Esta praça e os seus arredores são a principal zona de vinhos e de tapas de Lugo, que conta também com uma boa oferta de restaurantes.




Continuamos o nosso caminho, e desembocamos da praça de Santo Domingo, outra das praças mais concorridas da cidade, onde se situa o Convento das Agostinhas, com elementos góticos.

Em seguida dirigimo-nos à Praça Maior onde se destaca a Casa Consistorial Barroca e o edifício do Círculo das Artes, de estilo ecléctico de finais do séc. XIX.




Por fim saímos da zona amuralhada e continuamos o percurso até a ponte romana banhada pelo rio Minho.

Concluindo, o visitante que chegar a Lugo pode encontrar uma cidade histórica, monumental e gastronómica.