15 de outubro de 2011

Santiago de Compostela


Santiago de Compostela é o mostruário da Galiza. Capital da comunidade autónoma, cidade que sabe combinar a tradição e a modernidade. Tradição patente tanto no seu legado cultural, de inigualável valor, declarado património da humanidade em 1985 pela Unesco, e na sua vinculação ao meio rural circundante, podendo definir-se ainda hoje, e apesar do grande desenvolvimento dos últimos anos, como a mais rural de todas as cidades da Galiza.


Santiago surge com o descobrimento do túmulo do Apóstolo Santiago, origem em que se misturam lendas de vilas romanas, castros celtas, luminárias milagrosas, barcas de pedra e perversos dragões. O que foi demonstrado pela história foi a existência do bispo Teodomiro de Iria Flavia, que no ano 814 visita o lugar e certifica que nele se encontra o sepulcro de Santiago o Maior, narrando a milagrosa chegada dos seus restos a Compostela.

A partir desse momento começam a chegar os peregrinos, criando-se pouco a pouco um itinerário que cedo passa a ser conhecido como Caminho de Santiago.

Foram várias as visitas que realizei a Santiago de Compostela, não me canso de o fazer, porque adoro o movimento que encontro nesta cidade, bem como a paz espiritual que alcanço na sua catedral.

Contudo, como recordar é viver, no mês de Julho decidimos voltar a Santiago de Compostela e reviver os momentos vivenciados nesta cidade.

Iniciamos a visita na praça de San Martiño Pinario, onde se ergue a magnífica fachada renascentista do convento que lhe dá o nome, aos pés da qual se situa uma excepcional escadaria barroca de dupla entrada.




Seguimos pela rua da Moeda Vella e chegámos à Praça da Inmaculada, onde se encontra a fachada principal do convento, o maior da Galiza, e a fachada norte da Catedral, de estilo neoclássico.



Daqui dirigimo-nos para a Praça da Quintana, onde se encontra a Porta Santa da catedral. Trata-se de um espaço sóbrio, e ao mesmo tempo acolhedor. A sua escadaria é o lugar ideal para o visitante se sentar a descansar e a observar o animado ambiente urbano.



Entramos na Catedral pela fachada da Praça das Praterías, na qual se destaca a Fonte dos Cavalos e o pórtico do séc. XII, e já no interior encontramo-nos com o esplendor românico das suas naves e do deambulatório. Visitamos a cripta do Apóstolo, abraçamos o santo no baldaquino central e visitamos as diferentes capelas.





Antes de abandonar o templo, contemplamos o majestoso Pórtico da Glória e descemos até à Praça do Obradoiro, espectacular cenário arquitectónico, com o Hospital Real (Hostal dos Reis Católicos), de estilo plateresco; o Palácio de Raxoi, neoclássico com toques de Versalhes, hoje partilhado pelo governo local de Santiago e pela Xunta de Galicia; o Palácio de San Xerome, com o seu pórtico do séc. XV, sede da reitoria da Universidade; e a própria fachada barroca da catedral, obra de Fernando de Casas, que remata o conjunto da praça.




Contudo a fachada da catedral que mais me encanta é a Acibechería, tanto de dia ou de noite considero uma vista monumental.



Também visitamos o convento de San Francisco, o actual edifício data do séc. XVI, embora se conservem alguns restos góticos, merecendo especial destaque o seu claustro.




O movimento e o encanto da cidade de noite é contagiante, deste modo, jantamos numa nas ruelas estreitas e movimentadas da cidade, de forma a contemplar os monumentos com o brilho da lua.





No dia seguinte voltamos às ruas históricas e à catedral para realizar uma visita imperdível – percorrer os telhados da catedral.

O visitante de Santiago não deve perder a oportunidade de subir aos telhados da Catedral. A visita aos telhados do templo era já recomendada no Códex Calixtinus para poder apreciar toda a sua beleza. Desde os telhados da catedral pode-se apreciar uma grande parte do conjunto histórico e da parte nova da cidade, bem como dos arredores de Santiago, desde o Monte Pedroso até ao Monte do Gozo, o que a converte num miradouro excepcional. Desde cima, podemos compreender melhor Santiago, tornando-se a cidade mais verdadeira e mais mítica. Nos telhados da catedral podemos ver a Cruz dos Farrapos, aos pés da qual os peregrinos medievais queimavam as roupas gastas no caminho, numa espécie de ritual purificador. Este é também o lugar ideal para apreciar as diferentes fases da construção do templo e os variados estilos arquitectónicos utilizados para conseguir o majestoso resultado final. A visita guiada foi de grande utilidade, uma vez que tivemos contacto com a história da catedral e da cidade.






Considero Santiago de Compostela uma cidade monumental, acolhedora e repleta de misticismo.

14 de outubro de 2011

Lugo



Lugo é uma cidade galega de origem romana e a mais antiga da Galiza. Construída nas proximidades dum castro, na época romana recebeu o nome de Lucus Augusti. São testemunha dos seus primeiros anos de história os numerosos restos romanos, muitos deles conservados no Museu Provincial, e sobretudo a muralha romana, única no mundo que conserva todo o seu perímetro e declarada Património da Humanidade em 2000.


A herança romana da cidade está patente um pouco por todo o lado. A presença da sua muralha marcou a evolução histórica da cidade, e continua a ser o eixo à volta do qual decorre a vida quotidiana em Lugo. O rio Minho está vinculado ao nascimento da cidade, e constitui uma peça fundamental da vida dos lugueses, como lugar de passeio e de ócio, com as suas margens recuperadas e reabilitadas para os passeios, a prática de desporto ou simplesmente para descansar, além de possuir grandes valores naturais e paisagísticos.

Começamos a nossa visita pela parte antiga da cidade, entramos pela Porta de Santiago (a muralha conta com dez portas), que nos oferece a possibilidade de subir à muralha por umas escadas situadas em frente à fachada da Catedral. Do alto da muralha é possível contemplar a paisagem urbana actual da cidade, com edifícios não muito altos no centro e vários espaços livres no sector intramuros (praças, jardins e pátios interiores), que explicam porque é que a muralha se conservou, não sendo necessária a expansão da cidade para fora dos seus limites até datas recentes.





Uma vez completado o percurso pela muralha, descemos pelo mesmo ponto onde tínhamos subido, e podemos contemplar a Catedral; com uma fachada neoclássica, edificada no final do séc. XVIII para substituir a original fachada românica. No seu interior destacam-se as três naves românico-góticas e o trifório, bem como a Capela e a imagem da Virxe dos Ollos Grandes, assim denominada pela expressividade do seu rosto, o coro barroco em madeira e o deambulatório gótico.






Em seguida dirigimo-nos à Praça de Santa María e ao sóbrio Palácio Episcopal, de estilo barroco. Perto encontramos a Praça do Campo, o autêntico coração da cidade, lugar onde seguramente se situava o foro romano e onde se celebraram mercados na urbe durante muitos séculos. No centro existe uma fonte de traça barroca e no seu contorno algumas casas brasonadas com arcos. Esta praça e os seus arredores são a principal zona de vinhos e de tapas de Lugo, que conta também com uma boa oferta de restaurantes.




Continuamos o nosso caminho, e desembocamos da praça de Santo Domingo, outra das praças mais concorridas da cidade, onde se situa o Convento das Agostinhas, com elementos góticos.

Em seguida dirigimo-nos à Praça Maior onde se destaca a Casa Consistorial Barroca e o edifício do Círculo das Artes, de estilo ecléctico de finais do séc. XIX.




Por fim saímos da zona amuralhada e continuamos o percurso até a ponte romana banhada pelo rio Minho.

Concluindo, o visitante que chegar a Lugo pode encontrar uma cidade histórica, monumental e gastronómica.

13 de outubro de 2011

Alimentos para uns dentes brancos


Sabia que há comidas que não mancham os seus dentes? Pelo contrário, que até os branqueiam? É claro que idas ao dentista resultam mais facilmente e rapidamente, mas alguns frutos e vegetais podem ajudar a alcançar os dentes brancos que sempre desejou.

Como motivação para começar a ingerir os alimentos recomendados saiba que um sorriso saudável, dentes brancos e gengivas saudáveis, podem dar-lhe 10 anos de rejuvenescimento.


Iremos dividir estas comidas em dois grupos, de raspar e de polir.


Grupo 1 – Alimentos Raspadores
Há alguns alimentos que ajudam a remover as bactérias que formam a placa de tártaro. Dando o aspeto de cor amarelada aos dentes se não for removido de imediato. Os frutos e vegetais “raspadores” são bons devido à sua função abrasiva de esfregar os dentes. São ainda estimulantes de produção de saliva, evitando que a placa se forme. São eles:

- Aipo;

- Cenouras;

- Couve-flor;

-   Maçãs;


Grupo 2 – Os Polidores

- Morangos e laranjas são ótimos para polir os seus dentes. Esfregar uma casca de laranja ou morangos nos seus dentes e lavar de seguida a sua boca com água fará com que após alguns meses note os seus dentes mais brancos.


- Produtos lácteos como iogurte, leite e queijo contêm ácido láctico que ajuda a proteger contra a deterioração dentária. Os queijos duros são melhores para branquear os seus dentes pois também ajudam a remover partículas de comida.


Retirado do site: http://www.sitiodamulher.com/alimentos-para-uns-dentes-brancos

12 de outubro de 2011

Corunha


Voltada para o oceano Atlântico e protegida pelas vizinhas Lugo e Pontevedra, a Corunha está localizada na península Ibérica, na região autónoma da Galiza.

A Corunha é uma cidade marcadamente atlântica e ligada à pesca, carácter derivado da sua localização numa pequena península que penetra no oceano, no seio de um amplo golfo, denominado pelos romanos portus magnus artabrorum (o grande porto dos ártabros).

A breve presença muçulmana na região (século VIII) deixou poucas influências na Corunha. Ao invés, este encantador destino detém um misticismo único derivado das suas lendas deixadas pelos Celtas e pelos Romanos.

Iniciamos a visita na praça de María Pita, onde se pode contemplar a interessante arquitectura dos Paços do Concelho, de estilo modernista.




Desde esta praça mergulhamos na cidade velha, onde nos podemos embrenhar na singular história corunhesa, visitando a Igreja de San Xurxo, templo de estilo barroco compostelano do séc. XVIII; a Igreja de Santiago, românica, do séc. XII, embora conte também com elementos ogivais dos séc. XIV e XV; a Colegiada de Santa Maria, construída entre os séc. XII e XV, próxima do Museu de Arte Sacra; e o convento de Santa Bárbara, que formam um conjunto de singular beleza.




Antes de abandonar a cidade velha visitamos o jardim de San Carlos, ao lado do Museu Militar e da Fundação Luís Seoane, parque romântico muito agradável, situado num antigo bastião de defesa da cidade (1843) que alberga o túmulo do General Moore, morto na batalha de Elviña em 1809. O jardim oferece um excelente miradouro sobre a cidade.

Deixamos a zona antiga da cidade passando pelos Jardins da Real Maestranza, com os seus antigos canhões de defesa da urbe, de onde podemos desfrutar de uma excelente panorâmica do dique de Barrié de la Maza, e da excepcional arquitectura contemporânea da Torre de Controlo Marítimo e do Castelo de San Antón. Este foi construído no séc. XVI, e reformado no séc. XVIII. Situado num pequeno ilhéu da baía corunhesa, hoje em dia unido a terra firme, foi edificado para acolher os doentes contagiosos, funcionando depois como fortaleza e prisão.



Descendo até ao Passeio Marítimo, percorremos o mesmo até à Torre de Hércules. Trata-se de um percurso de grande beleza, que oferece uma bonita panorâmica da costa agreste, aberta ao Atlântico.
 A Torre Hércules é um grandioso símbolo da Corunha, sendo o único farol romano ainda em funcionamento.



Subimos à Torre e depois percorrermos os espaços verdes ao ser redor, apreciando a paisagem marinha.




 Continuamos pelo passeio marítimo até ao parque das esculturas, onde encontramos esculturas de menires.



O calor era muito e aproveitamos os raios de sol para desfrutar um pouco das praias que a costa da Corunha nos oferece.



A Corunha é uma cidade com valores naturais, paisagísticos, sociais, culturais e festivos, que não deixam o visitante indiferente.

11 de outubro de 2011

Ilhas de Ons


As férias em Sanxenxo não ficariam completas sem uma visita às ilhas de Ons.

Apanhamos o barco até às ilhas e na viagem desfrutei da brisa do vento a correr entre a face e os cabelos. Ao longe avistámos as ilhas e idealizámos os momentos que lá íamos passar.




A ilha de Ons faz parte das chamadas Ilhas Atlânticas que estão situadas nas Rias Baixas galegas, juntamente com as Cies, Sálvora e Cortegada. Mas Ons possui umas características socio-histórico-etnográficas que juntamente com a sua arquitectura popular marinheira e a sua excelente gastronomia a convertem na Ilha mais interessante, não só do parque nacional mas de toda a costa peninsular espanhola.

A ilha já estava habitada na Idade do Bronze, como deixam claro os numerosos achados de materiais dessa época encontrados por toda a superfície do ilhéu.

Chegados à ilha encontramos o cais, várias praias e a povoação do Curro.





As praias são magníficas, encontramos uma água límpida onde se reflectia os raios do sol.





Subimos ao miradouro do Farol e admiramos a imensidão do mar.

A direcção para sul conduzia-nos por caminhos que nos levavam ao miradouro de Fedorentos passando pelo Buraco do Inferno, uma gruta marítima com forma de poço.

Aproveitamos o dia para passear pela ilha e desfrutar das belas praias e do dia radiante de sol que fomos brindados.



Considero as ilhas de Ons um destino ideal para descansarmos e aproveitarmos uns excelentes dias de praia.

10 de outubro de 2011

Sanxenxo

Sanxenxo tornou-se num dos destinos turísticos mas importantes de Galiza, graças ao microclima morno do sul do Salnés e pelas suas praias de areias brancas e águas limpas.





Durante 2 anos consecutivos escolhi este destino para passar as minhas férias de Verão.

Escolhemos ficar hospedados na zona de Portonovo, uma vez que esta localidade conta com praias magníficas. A nossa praia de eleição era a praia das Paxarinhas, uma pequena jóia escondida entre as rochas.



Este ano resolvi voltar a Sanxenxo de forma a desfrutar de uns dias de praia, bem como explorar o seu património cultural.



Sanxenxo conta com um belo centro histórico de íngremes e intrincadas ruelas, dentro do qual podemos destacar edificações como o Paço dos Patinho, construído a partir de uma torre defensiva do século XVI e edificado ao longo do século XVIII. À sobriedade deste edifício junta-se a Igreja de São Xinés, que data do século XV e localiza-se perto do porto.

O que mais me surpreendeu na recente visita a Sanxenxo foi a zona de A Lanzada, onde pudemos contemplar o antigo local de um castro, restos de uma fortaleza e a Ermida de Nossa Senhora da Lanzada. O castro data do séc. VIII a.c. e a ermita localiza-se sobre um penhasco com uma bela vista para o mar. 




Sem dúvida que Sanxenxo é uma atracção turística, apesar de todas as visitas realizadas permanece a vontade de voltar e desfrutar do mar límpido que as praias nos presenteiam.