11 de outubro de 2011

Ilhas de Ons


As férias em Sanxenxo não ficariam completas sem uma visita às ilhas de Ons.

Apanhamos o barco até às ilhas e na viagem desfrutei da brisa do vento a correr entre a face e os cabelos. Ao longe avistámos as ilhas e idealizámos os momentos que lá íamos passar.




A ilha de Ons faz parte das chamadas Ilhas Atlânticas que estão situadas nas Rias Baixas galegas, juntamente com as Cies, Sálvora e Cortegada. Mas Ons possui umas características socio-histórico-etnográficas que juntamente com a sua arquitectura popular marinheira e a sua excelente gastronomia a convertem na Ilha mais interessante, não só do parque nacional mas de toda a costa peninsular espanhola.

A ilha já estava habitada na Idade do Bronze, como deixam claro os numerosos achados de materiais dessa época encontrados por toda a superfície do ilhéu.

Chegados à ilha encontramos o cais, várias praias e a povoação do Curro.





As praias são magníficas, encontramos uma água límpida onde se reflectia os raios do sol.





Subimos ao miradouro do Farol e admiramos a imensidão do mar.

A direcção para sul conduzia-nos por caminhos que nos levavam ao miradouro de Fedorentos passando pelo Buraco do Inferno, uma gruta marítima com forma de poço.

Aproveitamos o dia para passear pela ilha e desfrutar das belas praias e do dia radiante de sol que fomos brindados.



Considero as ilhas de Ons um destino ideal para descansarmos e aproveitarmos uns excelentes dias de praia.

10 de outubro de 2011

Sanxenxo

Sanxenxo tornou-se num dos destinos turísticos mas importantes de Galiza, graças ao microclima morno do sul do Salnés e pelas suas praias de areias brancas e águas limpas.





Durante 2 anos consecutivos escolhi este destino para passar as minhas férias de Verão.

Escolhemos ficar hospedados na zona de Portonovo, uma vez que esta localidade conta com praias magníficas. A nossa praia de eleição era a praia das Paxarinhas, uma pequena jóia escondida entre as rochas.



Este ano resolvi voltar a Sanxenxo de forma a desfrutar de uns dias de praia, bem como explorar o seu património cultural.



Sanxenxo conta com um belo centro histórico de íngremes e intrincadas ruelas, dentro do qual podemos destacar edificações como o Paço dos Patinho, construído a partir de uma torre defensiva do século XVI e edificado ao longo do século XVIII. À sobriedade deste edifício junta-se a Igreja de São Xinés, que data do século XV e localiza-se perto do porto.

O que mais me surpreendeu na recente visita a Sanxenxo foi a zona de A Lanzada, onde pudemos contemplar o antigo local de um castro, restos de uma fortaleza e a Ermida de Nossa Senhora da Lanzada. O castro data do séc. VIII a.c. e a ermita localiza-se sobre um penhasco com uma bela vista para o mar. 




Sem dúvida que Sanxenxo é uma atracção turística, apesar de todas as visitas realizadas permanece a vontade de voltar e desfrutar do mar límpido que as praias nos presenteiam.                                    

9 de outubro de 2011

Vigo


Vigo é uma cidade galega localizada na província de Pontevedra. Apesar de não ser capital de província, Vigo é a cidade mais povoada da Galiza.

A existência de Vigo como cidade é recente, pois mesmo no século XIX era apenas um dos muitos portos de mar que existiam nas rias, mas as suas origens datam de tempos remotos.

O Centro Histórico de Vigo destaca-se pela predominância de pedras tanto nas construções quanto nas ruas, característica encontrada em praticamente toda a Galiza.

Percorremos as ruas históricas da cidade onde encontramos a Concatedral de Santa Maria, que foi construída no início do século XIX e é o templo neoclássico mais importante da cidade, abrigando em seu interior o Cristo de la Victoria.




Outro ponto de interesse no Centro Histórico é a Plaza de la Constitución. Essa praça tem uma grande importância na história da cidade pois foi palco de todos os acontecimentos relevantes do passado de Vigo. Actualmente é considerada a Praza Maior da cidade, rodeada de diversos pórticos e contando com a presença de vários bares e restaurantes.



Próximo da Plaza de la Constitución encontra-se um marco da cidade: El Sireno. Esse monumento está situado na Puerta del Sol e é uma representação de um ser metade homem metade peixe.

Em seguida dirigimo-nos ao Berbés, antigo bairro de pescadores que conserva ainda algumas das suas construções típicas, com as suas arcadas e colunas.

Outra das atracções de Vigo é o passeio marítimo, o passeio possui um amplo espaço para que as pessoas que transitem no local possam admirar a beleza da baía de Vigo com tranquilidade e segurança.

Após percorrermos o passeio marítimo e visitarmos a marina, rumamos para o Monte do Castro, onde conhecemos as raízes de Vigo, visitando os vestígios e as homenagens a pessoas importantes ou acontecimentos que explicam a alma viguesa. Neste ponto da cidade podemos contemplar os restos de uma povoação castreja (séc. III a. C. – II d. C.), e o que resta das fortificações ou os monumentos ao apreciado trovador medieval Martín Códax e às âncoras, que comemora a Batalha de Rande. Percorremos a Fortaleza de San Sebastián, esta fortaleza é datada do século XVII e, junto com o Castelo do Castro e as muralhas que cercavam a cidade antiga, formavam um grande complexo que tinha como objectivo proteger a cidade de invasores.



Na minha opinião o ex-libris deste monte é contemplar o belo jardim que se encontra no topo do Monte. Esse jardim é rodeado pelos restos das muralhas do Castro e possui no seu centro um lago artificial contendo uma escultura conhecida como Monumento a Vigo. Este monumento mostra um barco que avança com 3 atletas segurando ao alto o escudo da cidade, representando o progresso que virá com a união do povo de Vigo.




Esta colina é um fantástico miradouro sobre a cidade, a ria e as ilhas Cíes, onde pudemos apreciar o pôr-do-sol.


 
Outra atracção da cidade é o Santuário do Monte da Guía, parque com um surpreendente miradouro sobre a cidade e a ria. O monte é coroado por uma ermida em honra de Santa María das Neves.



Considero Vigo uma cidade cosmopolita, com várias atracções culturais.

7 de outubro de 2011

Pontevedra


A cidade de Pontevedra fica localizada na Galiza. Pontevedra é a cidade que abre o interior da sua província ao mar. Esta localização deu lugar à sua origem romana, perto de uma ponte (a actual ponte do burgo). A tradição mítica, por outro lado, diz-nos que a cidade foi fundada pelo herói grego teucro, participante na guerra de tróia.

Começamos a visita à cidade percorrendo a zona histórica e embrenhando-nos pelas calçadas arcaicas, passando por várias casas senhoriais e por várias igrejas. 




A igreja que mais me impressionou foi a Basílica de Santa Maria a Maior, com a sua fachada principal plateresca.



Continuamos o nosso caminho até à Praça da Ferrería, organizada em torno a uma bela fonte do séc. XVI, onde encontramos um amplo espaço aberto que inclui a Praça da Estrela e os Jardins de Casto San Pedro. Aqui se situa o coração da cidade, lugar de passagem, de ócio e de variados festejos, onde se destaca a presença do convento de San Francisco e da Igreja da Peregrina.





O antigo convento de San Francisco conserva a sua igreja gótica com mais de cem metros de comprimento, destacando-se nela a sua fachada com uma grande rosácea e numerosos sepulcros e túmulos de pontevedrenses ilustres.



Por outro lado, a Peregrina, situada junto ao Caminho Português de Peregrinação a Compostela, foi edificada com forma de vieira e com uma fachada curva nos finais do século XVIII.



 Prosseguimos o nosso passeio pela atractiva zona antiga da cidade, que se destaca, para além do grande interesse dos seus monumentos, pelo seu harmonioso conjunto em granito, cheio de casas nobres brasonadas, arcadas e praças que mantêm uma forte vitalidade urbana.





Em seguida atravessamos a ponte romana para apreciar a cidade do outro lado do rio e voltamos para trás à parte antiga da cidade para visitar as ruínas góticas de Santo Domingo.

Na continuação da visita pela cidade antiga cruzamo-nos com várias igrejas e monumentos, - Convento de Santa Clara, Igreja de San Bartolomeu, Museu de Pontevedra, Parador, entre outros. 




Em forma de conclusão, gostei bastante de ter percorrido as calçadas históricas da cidade, cruzando-me com um vasto património cultural.

3 de outubro de 2011

Sentimentos espelhados em palavras….



Ao longo desta caminhada muitas alegrias, risos, lágrimas e surpresas foram partilhadas, sem nunca esquecer da total cumplicidade.
Os sonhos foram idealizados, traçados, concretizados e nunca tiveram limites, dando lugar a novos embriões.
Juntos adquirimos experiência e sabedoria e construimos um caminho a ser percorrido.
A partilha é o pilar do nosso entendimento, é um tijolo com a qual construímos a eternidade.

by Carfil

29 de setembro de 2011

Nigran


A cidade de Nigrán situa-se ao sul da província de Pontevedra. Nigrán transmite a beleza do mar e das praias.

A minha visita a Nigran foi de passagem, não usufrui das belas praias, mas sim do seu património cultural e das harmoniosas paisagens sobre o mar.

Comecei a visita pelo Monte Ferro, onde apreciei vistas magnificas para as ilhas Estrelas, ilhas Cíes e também avistei Baiona. Neste monte rodeado de natureza encontramos o Monumento da Marinha Universal, construído em 1903.





Depois de desfrutarmos de uns deleitosos raios de sol, rodeados pela natureza, seguimos para o Templo Votivo do Mar.

Este templo está rodeado de pedaços de história, como as ruínas de um arco visigótico (séc. VII) que serviu de inspiração para a construção do Templo.



É sem dúvida um templo lindíssimo, que me faz lembrar um pouco a arquitectura do Gaudi.




Durante o decorrer da visita a Nigran também visitamos a igreja de Santa Maria de Nigran e algumas casas senhoriais do séc. XIV e XVI (Pazo da Touza e Pazo de Urzáiz).

Esta visita alimentou a vontade de continuarmos o nosso percurso pela Galiza e descobrirmos novos encantos.

25 de setembro de 2011

Partilhar

Gostava de juntar todas as almas gémeas.
Numa redoma.
Os amigos, os conhecidos...
Todos!
E ainda, todos aqueles
que um dia virei a conhecer.

Partilharia, as minhas tristes alegrias.
E as minhas impares tristezas.
E, quiçá as minhas mágoas,
Os meus prantos,
De soluços abafados.
Quiçá...

Eu haveria de juntar, todos
Numa tarde, tardinha
Onde o sol se haveria de pôr.
E cada um haveria de brilhar,
Na minha noite
De prata reflectida,
Em cada estrela
Num luar, perfeito
Quente, de tanto amar.

E aí, nesse cenário
Só meu...de imaginário
Eu iria partilhar,
Os meus escritos, em telas
Pintadas de palavras
Minhas.

E no vento, que sopra
No fim de uma tarde
Haveríamos de cantar
Poesia, linda...
De encantar.

E os sonhos,
Os desejos
De viver
Seriam sentimentos
Eternos
Que haveriam novamente
de nascer.


Poema de Augusto P. Gil

13 de setembro de 2011

Rio de Onor


A caminho de Puebla de Sanabria passamos pela aldeia Rio de Onor. Esta é uma freguesia raiana portuguesa do concelho de Bragança.

Abrangendo uma área considerável, incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho, esta freguesia partilha o nome com o rio que a atravessa, no sentido norte-sul, tornando-se posteriormente tributário do Sabor.

 Esta  ainda subsiste como aldeia comunitária, ocorrendo uma partilha e entreajuda de todos os habitantes, como por exemplo partilha dos fornos comunitários, de terrenos agrícolas, de rebanhos, entre outros.

Rio de Onor partilha com a aldeia alentejana de Marco uma outra característica única: a aldeia é atravessada a meio pela fronteira internacional entre Portugal e Espanha, sendo para efeitos oficiais a parte espanhola distinguida como Rihonor de Castilla, e sendo ambas as partes conhecidas pelos seus habitantes como "povo de acima" e "povo de abaixo", não se distinguindo assim como dois povoados diferentes.



 Foi sem dúvida hilariante percorrermos a aldeia e de um lado estávamos em Portugal e do outro lado já nos encontrávamos em Espanha.        

Com as suas típicas casas de xisto, de paredes escuras, esta aldeia preserva um carácter arcaico e rústico, harmonizando com a belíssima paisagem natural. Rio de Onor é um caso emblemático, reforçado pela sua posição fronteiriça, com a homónima espanhola – Rihonor de Castilla – ali à distância de uns passos, separada apenas pelo rio. 




Tipicamente trasmontana, a aldeia apresenta casas tradicionais compostas por dois andares: no andar de cima moram as famílias, no andar de baixo ficam o gado, os cereais e outros produtos da terra.  

Em suma, Rio de Onor é sem dúvida uma aldeia que fica na memória.

11 de setembro de 2011

Puebla de Sanabria


Sanabria fica localizada na comarca de Zamora, é um excelente destino turístico, conhecido principalmente pelo seu Parque Natural e pelo lago de Sanabria, de origem glaciar. Considero um local ideal para quem quer desfrutar de uns dias de descanso, usufruindo de esplêndidas paisagens naturais, bem como do seu povoado – Puebla de Sanabria.

Puebla de Sanabria é considerada a pequena capital, na minha opinião este é um lugar pitoresco, declarado Conjunto Histórico-Artístico. Esta cidade tem preservado o seu património medieval, principalmente pelo seu castelo do século XV que está bem preservado e pode ser visitado.           

Puebla de Sanabria é uma das mais antigas cidades de Zamora, documentada pela primeira vez em 509.

Quando visitei Puebla de Sanabria comecei pela zona histórica, que já foi alvo de várias batalhas, inclusive com Portugal, uma vez que se situa na fronteira do país. 





Comecei a visita subindo uma rua íngreme e fui apreciando as fachadas austeras das casas. As casas nesta cidade ainda mantêm a memória dos velhos tempos de esplendor. Estas estruturas mostram uma riqueza ornamental, fui apreciando as bandeiras nas fachadas e as belas varandas ou balcões.




Neste local ainda se conservam uma boa parte das muralhas que protegiam este conjunto Histórico-Artístico.

Após subir a rua deparei-me com a plaza Mayor, onde se localiza a Câmara Municipal e a Igreja de Nossa Senhora del Azogue. A construção da igreja data dos finais do séc. XII e esta conserva restos românicos.



 Ao lado da igreja encontramos a Ermita de San Caetano, que foi construída no séc. XVIII, de estilo barroco, erigida em memória do patrono fundador D. Lucas Garcia Osório.



Continuando a percorrer o património cultural, visitamos o castelo construído sobre as ruínas da fortaleza plenomedieval, que começou a ser levantado no séc. XV. Este castelo participou de uma forma directa nas guerras com Portugal, durante o séc. XVII, sofrendo o mesmo, danos consideráveis.  



 As terras de Sanabria, pela sua riqueza paisagística e a nível da flora e fauna, está classificada como Parque Natural. Desta forma, não deixamos de visitar uma das jóias deste Parque que é o Lago da Sanábria, inserido no vale do Rio Tera, que pelo seu percurso conhece várias barragens, desde a sua nascente na Serra de Pena Trevinca próxima ao lago, elevação que atinge os 2124 metros de altitude.



Considero Sanabria um destino ideal para se desfrutar de belas paisagens naturais e de um bom descanso.