13 de setembro de 2011

Rio de Onor


A caminho de Puebla de Sanabria passamos pela aldeia Rio de Onor. Esta é uma freguesia raiana portuguesa do concelho de Bragança.

Abrangendo uma área considerável, incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho, esta freguesia partilha o nome com o rio que a atravessa, no sentido norte-sul, tornando-se posteriormente tributário do Sabor.

 Esta  ainda subsiste como aldeia comunitária, ocorrendo uma partilha e entreajuda de todos os habitantes, como por exemplo partilha dos fornos comunitários, de terrenos agrícolas, de rebanhos, entre outros.

Rio de Onor partilha com a aldeia alentejana de Marco uma outra característica única: a aldeia é atravessada a meio pela fronteira internacional entre Portugal e Espanha, sendo para efeitos oficiais a parte espanhola distinguida como Rihonor de Castilla, e sendo ambas as partes conhecidas pelos seus habitantes como "povo de acima" e "povo de abaixo", não se distinguindo assim como dois povoados diferentes.



 Foi sem dúvida hilariante percorrermos a aldeia e de um lado estávamos em Portugal e do outro lado já nos encontrávamos em Espanha.        

Com as suas típicas casas de xisto, de paredes escuras, esta aldeia preserva um carácter arcaico e rústico, harmonizando com a belíssima paisagem natural. Rio de Onor é um caso emblemático, reforçado pela sua posição fronteiriça, com a homónima espanhola – Rihonor de Castilla – ali à distância de uns passos, separada apenas pelo rio. 




Tipicamente trasmontana, a aldeia apresenta casas tradicionais compostas por dois andares: no andar de cima moram as famílias, no andar de baixo ficam o gado, os cereais e outros produtos da terra.  

Em suma, Rio de Onor é sem dúvida uma aldeia que fica na memória.

11 de setembro de 2011

Puebla de Sanabria


Sanabria fica localizada na comarca de Zamora, é um excelente destino turístico, conhecido principalmente pelo seu Parque Natural e pelo lago de Sanabria, de origem glaciar. Considero um local ideal para quem quer desfrutar de uns dias de descanso, usufruindo de esplêndidas paisagens naturais, bem como do seu povoado – Puebla de Sanabria.

Puebla de Sanabria é considerada a pequena capital, na minha opinião este é um lugar pitoresco, declarado Conjunto Histórico-Artístico. Esta cidade tem preservado o seu património medieval, principalmente pelo seu castelo do século XV que está bem preservado e pode ser visitado.           

Puebla de Sanabria é uma das mais antigas cidades de Zamora, documentada pela primeira vez em 509.

Quando visitei Puebla de Sanabria comecei pela zona histórica, que já foi alvo de várias batalhas, inclusive com Portugal, uma vez que se situa na fronteira do país. 





Comecei a visita subindo uma rua íngreme e fui apreciando as fachadas austeras das casas. As casas nesta cidade ainda mantêm a memória dos velhos tempos de esplendor. Estas estruturas mostram uma riqueza ornamental, fui apreciando as bandeiras nas fachadas e as belas varandas ou balcões.




Neste local ainda se conservam uma boa parte das muralhas que protegiam este conjunto Histórico-Artístico.

Após subir a rua deparei-me com a plaza Mayor, onde se localiza a Câmara Municipal e a Igreja de Nossa Senhora del Azogue. A construção da igreja data dos finais do séc. XII e esta conserva restos românicos.



 Ao lado da igreja encontramos a Ermita de San Caetano, que foi construída no séc. XVIII, de estilo barroco, erigida em memória do patrono fundador D. Lucas Garcia Osório.



Continuando a percorrer o património cultural, visitamos o castelo construído sobre as ruínas da fortaleza plenomedieval, que começou a ser levantado no séc. XV. Este castelo participou de uma forma directa nas guerras com Portugal, durante o séc. XVII, sofrendo o mesmo, danos consideráveis.  



 As terras de Sanabria, pela sua riqueza paisagística e a nível da flora e fauna, está classificada como Parque Natural. Desta forma, não deixamos de visitar uma das jóias deste Parque que é o Lago da Sanábria, inserido no vale do Rio Tera, que pelo seu percurso conhece várias barragens, desde a sua nascente na Serra de Pena Trevinca próxima ao lago, elevação que atinge os 2124 metros de altitude.



Considero Sanabria um destino ideal para se desfrutar de belas paisagens naturais e de um bom descanso.

7 de setembro de 2011

Madeira no 17º lugar do Top 20 das Melhores Ilhas do Mundo



A ilha da Madeira entrou no Top 20 de Ilhas do mundo da revista Condé Nast Traveller, num honroso décimo sétimo lugar.

The Reader’s Travel Awards 2011 é uma avaliação de destinos feita pelos leitores segundo dez critérios diferentes, e os primeiros lugares da categoria Ilhas foram para as Ilhas Gregas, seguidas pelas Maldivas, Bali (Indonésia), Barbados e Maurícias.

As Ilhas Baleares (Espanha) aparecem em sexto lugar, seguindo-se Zanzibar (Tanzânia), Santa Lúcia, Seychelles, Phuket (Tailândia), Sicília (Itália), Antígua, Sardenha (Itália), Cuba, Fiji e Córsega (França). Malta e a Grande Barreira de Coral (Austrália) encerram as ilhas preferidas.

Portugal aparece também a fechar a lista do Top 20 de Países, o que representa um lugar entre os favoritos mas também uma queda de dois lugares em relação a 2010. O Brasil ficou em décimo quarto lugar e Espanha em décimo primeiro da mesma lista.

No Top 20 de Cidades Portugal não aparece representado, mas o Brasil tem o Rio de Janeiro no décimo sétimo lugar de uma lista que começa com Nova Iorque, Paris e Barcelona, e fecha com Madrid.

O Hotel Aquapura Douro Valley, no Douro é, no sexto lugar, a única unidade hoteleira portuguesa presente no Top 20 da Europa, Ásia Menor & Federação Russa.

No Top 20 dos Hotéis de Negócios fora do Reino Unido, lista liderada pelo The Upper House de Hong Kong (China), destaca-se o Intercontinental São Paulo, no Brasil.

1 de setembro de 2011

Toxoplasmose - O maior perigo está onde você nem imagina


Li o seguinte artigo redigido pela Dra. Claudia Batistella Scaf, e tenho todo o interesse em partilhar, na medida que alerta para um mito que contribui para o abandono de muitos animais. De forma a desmistificar o problema da Toxoplasmose leiam o artigo que se segue: 


                                         Foto retirada do site: http://www.hvp.pt/2010/06/15/toxoplasmose-felina/


A toxoplasmose é uma zoonose (doença transmitida dos animais aos homens) causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Infelizmente, não faz parte da rotina médica o atendimento de zoonoses, mas para nós, médicos veterinários, é muito comum. Nós lutamos todos os dias para derrubar o mito de que o gato é o grande vilão da toxoplasmose; queremos mostrar à população como realmente acontece a transmissão.

Realmente, não se pode negar, o Toxoplasma Gondii é um protozoário que tem o seu ciclo de vida em diversos carnívoros, mas somente no felino ele é capaz de completá-lo e infestar o meio ambiente.

Mas há um caminho longo e cheio de barreiras para que uma pessoa adquira a doença directamente do injustiçado gato.

Em primeiro lugar, não são todos os felinos que tem predisposição para fazer a doença, mas somente aqueles que ingerem carne crua ou mal assada ou que são caçadores (baratas, ratos, etc.). Para que ocorra transmissão para o gato, é necessário que este coma a carne que contenha os cistos do toxoplasma. Na maioria, são animais que tem acesso à rua e que estão com seu sistema imune comprometido. Estima-se que apenas 1%-UM EM CEM!- da população felina albergue o protozoário.

Em segundo lugar, o gato, se estiver contaminado, só elimina o parasito nas fezes durante 15 dias e apenas uma vez em toda a sua vida. Geralmente esta eliminação ocorre 10 dias após se ter infectado.

Em terceiro lugar, para ocorrer a contaminação de pessoas a partir das fezes do gato, é necessário que estas fezes fiquem no ambiente por, NO MÍNIMO, 48 horas, caso contrário, o ciclo não se completa!

Os gatos possuem o hábito de limpar-se, não deixando restos de fezes no pêlo, e enterram seus excrementos.

Porém, mesmo que não se limpem, já há estudos que mostram que não há viabilidade de infecção caso hajam fezes agarradas no pêlo do animal.

A possibilidade de contaminação do proprietário do gato pelo próprio gato é mínima ou inexistente.

Acariciar um gato e tê-lo como animal de companhia não representa perigo. Mordidas ou arranhões do gato também não transmitem toxoplasmose.

O mais comum é que a doença seja adquirida via ingestão de carnes mal cozidas, e também pela ingestão de verduras e legumes mal lavados e falta de higienização das mãos após o manuseio com terra.

Ademais, somente pessoas imunodeficientes ou as mulheres grávidas que nunca tiveram contacto com o parasita formam o grupo de risco.

Se fizermos sorologia numa determinada população a maioria será positiva para toxoplasmose, não pelo fato de terem a doença, mas sim porque, em algum momento da vida, houve contacto com o cisto do parasito e o corpo produziu anticorpos, e estes anticorpos permanecem para o resto da vida.

Portanto, que fique bem claro que beijar, abraçar, dormir com gatos NÃO LEVA À TRANSMISSÃO DA TOXOPLASMOSE!
A prevenção da toxoplasmose se dá com boas práticas de higiene, tais como limpar a caixa de areia dos felinos diariamente, não ingerir alimentos crus ou mal-cozidos sem prévio congelamento por 48 horas, não ingerir leite in natura, limpar cuidadosamente qualquer material que entre em contacto com carnes cruas, e fazer uso de luvas ao realizar jardinagem.

Além disso, evite que seu gato tenha acesso à rua e, é claro, o animal deve ser vacinado, desparasitado e examinado regularmente por um médico veterinário para que se evite qualquer doença.

Na dúvida? Faça uma sorologia, sua e do seu felino, para toxoplasmose.

E por favor, não abandone seu animal de estimação!”


  Texto escrito por. Renata Frechetty e Vera Lucia Guzman.

30 de agosto de 2011

Revista de Jamie Oliver elogia o Porto


                      Imagem retirada do site: http://www.boasnoticias.pt/noticias_Lisboa-e-Porto-em-destaque-na-revista-de-Jamie-Oliver_7820.html


 
A jornalista Emma Ventura escreveu, na revista do cozinheiro britânico Jamie Oliver, um artigo dedicado ao Porto. A arquitectura da cidade, a Baixa, as galerias de Miguel Bombarda, os restaurantes de Matosinhos, e as francesinhas são apenas alguns dos destaques que a cidade Invicta merece.
No artigo disponível no site de Jamie Oliver e publicado na edição de Agosto da revista, Emma Ventura fala de um "renascimento cultural" que se está a infiltrar na cidade "contra todas as marés do abismo económico nacional".

Entre os espaços que merecem destaque, estão o restaurante-bar Galeria de Paris, as lojas de design e as galerias da rua Miguel Bombarda, o novo hotel Intercontinental e o The Yeatman, em Gaia.

Em termos culturais e arquitectónicos, aconselha uma visita à Livraria Lello, ao Palácio da Bolsa, à Casa da Música, ao Museu de Serralves, ao Mercado do Bolhão, à Igreja de S. Francisco e à Torre dos Clérigos.

A gastronomia portuense, tantas vezes elogiada, merece também uma menção honrosa. Aqui destacam-se os restaurantes de Matosinhos, onde se pode comer "o melhor marisco do país", a francesinha, que é descrita como "uma enorme sanduíche com um delicioso molho picante", entre outras iguarias.

O emblemático Café Majestic também não foi esquecido, aliás, a jornalista disse que é onde se podem provar "uns dos melhores pastéis de nata da cidade".

"Existe só um problema com os portuenses: eles não vão deixa-lo ir embora", escreve a jornalista referindo-se à hospitalidade da população da cidade do Norte.

Notícia retirada do site: http://www.jn.pt/VivaMais/Interior.aspx?content_id=1964163&page=2

24 de agosto de 2011

Estação de São Bento entre as mais bonitas do mundo

                                Foto retirada do site: http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=3902


A revista norte-americana Travel&Leisure considerou a estação de comboios de São Bento, no Porto, uma das «16 estações mais bonitas do mundo». A publicação destaca a beleza dos painéis de azulejos e o exterior que traz à memória «a arquitectura parisiense do século XIX». Na lista estão outras estações como a Gare du Nord, em Paris, e o terminal Arte Nova do Expresso do Oriente, em Istambul.

A revista de turismo e lazer, que afirma ter 4,8 milhões de leitores, destaca na estação de São Bento os painéis de azulejos da entrada: «Se o exterior é certamente bonito – e traz-nos à memória a arquitectura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20 mil esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge Colaço completar».

A listagem inclui, entre outras, a neoclássica Gare du Nord, em Paris, os jardins interiores de Atocha, em Madrid, as modernas estações de Kanazawa, no Japão, e de Melbourne, na Austrália, o terminal Arte Nova do Expresso do Oriente, em Istambul, ou a belíssima estação neogótica de S. Pancras, em Londres.

A estação de Maputo, dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, é a única do continente africano a figurar na lista. O artigo da revista Travel&Leisure destaca os exteriores «verdejantes», a «larga cúpula» e o trabalho intricado do aço que fazem do edifício «uma inesperada, mesmo que modesta, beleza». A estação, construída entre 1913 e 1916, é erradamente referenciada como podendo ter sido desenhada por Gustave Eiffel, já que é dos arquitectos portugueses Alfredo Augusto Lisboa de Lima, Mário Veiga e Ferreira da Costa.

A gare de São Bento que se ergue no local onde se encontrava o mosteiro de São Bento da Avé Maria, e está classificada como Património da Humanidade, foi construída após se vencer a difícil tarefa de prolongar a linha que terminava em Campanhã, através dos túneis da Quinta da China, do Monte do Seminário e das Fontaínhas, que ficou concluído em 1896. O projecto da estação só viria ser aprovado em 1900, ano em que os reis D. Carlos e D. Amélia presidiram ao início das obras, que terminariam 16 anos depois.

O projecto de decoração da gare em azulejos de Jorge Colaço foi adjudicado em 1905 pela quantia de 22 mil réis, considerada muito elevada para a altura. Os painéis, assentados em 1915, representam cenas da história de Portugal, como Egas Moniz perante o rei de Leão, o casamento de D. João I, a conquista de Ceuta, temas de etnografia do Minho e do Douro, figuras simbólicas e no friso superior é mesmo retratada a evolução dos transportes.


Retirado do site: http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=3902

29 de julho de 2011

Idade



A idade passa, mas a maturidade, o entusiasmo e o desejo de desfrutar tudo com a maior intensidade cresce, estimulando a vontade de viver e o desejo que os anos continuem a passar por entre os dedos das minhas mãos.
by Carfil