6 de julho de 2011

Castres

Um novo dia nascia e continuamos a descoberta pelo sul de França, começamos o itinerário pela cidade de Castres.

Castres situa-se no sul da França, e está localizada no departamento de Tarn na região Midi-Pyrénées. É o terceiro maior centro industrial da região Midi-Pyrénées.

O nome da cidade surge do latim Castrum que se traduz como lugar fortificado. Castres foi desenvolvida em torno da abadia beneditina de Saint Benoit fundada em 647 a.C.

Durante o século XVI uma das maiores fortalezas protestantes da França foram derrotados por Louis XIII, e as fortificações da cidade de Castres foram desmanteladas pelas forças de Richelieu.

Esta cidade está rodeado por belas paisagens, e no seu meio envolvente podemos encontrar campos repletos de girassóis e palácios encantadores.

A sua grande atracção são as casas situadas à beira rio, com balcões coloridos.





Ao longo do rio Agout estavam localizadas as casas de tecelões, curtidores e tintureiros, uma vez que Castres era especialista pela fabricação de têxteis.

Depois de passearmos à beira rios e de observarmos o encanto das casas coloridas e das pontes ao longo do rio Agout, dirigimo-nos para o centro da cidade, passamos por um mercado localizado na praça principal da cidade.

Em seguida visitamos a Igreja de Saint Benoit, a Câmara Municipal, o antigo Paço Episcopal, que actualmente abriga o Museu Goya, o Carrilhão de la Platé, o Teatro Municipal e o jardim e Parque de Gourjade.







O que mais me atraiu nesta cidade foi o passeio ao longo do rio onde pude desfrutar de uma bela vista e viver momentos de tranquilidade.

5 de julho de 2011

Capendu


Entre a vila de Moux e Carcassonne surge no horizonte uma vila onde podemos observar um aglomerar de casinhas a rodear uma torre pontiaguda, a torre da igreja. No horizonte surge a vila Capendu.



Visitamos Capendu ao anoitecer, numa das visitas que realizamos a outros familiares que vivem no sul de França.

Capendu é considerada a maior aldeia do território de Aude.

Por volta do ano 1000, o centro da comunidade rural que foi fundada em St. Martin foi Capendu. O povoado reúne-se desde o séc. XI em torno do castelo na colina rochosa com vista para a planície.

A presença de vestígios galo-romanos está confirmada em vários lugares desta povoação. As escavações revelam que, desde cedo, os romanos se instalaram no território do município.

As origens medievais da vila estão confirmadas desde o ano de 1063. Em 1063, o lugar onde se erguia o povoado primitivo é referido como "canesuspenso", ou seja "cão suspenso". A etimologia deste mistério ainda está por comprovar.

O nome da vila tem sofrido várias alterações ao longo dos tempos, já se chamou "campo-pendut" (1124), "campenduto" (1151), "campendut" (1222), e por fim "Capendu".
Ao percorrermos as suas ruelas medievais fomos descobrindo algumas atracções como os restos do castelo de Capendu, do ano 1064, os seus vestígios ainda são visíveis na rocha que mantém uma vista privilegiada para a vila.




Também conseguimos observar os restos da capela, do séc. XIII, que serviu por muitos anos como uma igreja paroquial da aldeia. Actualmente encontra-se uma outra igreja, do séc. XIX, a substituir a anterior.


As ruelas estreitas e as casas com portadas azuis claro espelham uma vila acolhedora.





Sempre que percorria o caminho de Moux para Carcassonne avistava ao longe esta vila medieval envolta por montanhas e planícies.

4 de julho de 2011

Moux


O desejo da descoberta de novos sítios e recantos tem vindo a crescer, assim aproveito todas as informações e opiniões fornecidas por amigos e conhecidos sobre os diferentes locais que estes já visitaram, de forma a ter contacto com sítios que não conheço.

Essas conversas com conhecidos e amigos suscitaram-me curiosidade em visitar o sul de França, uma vez que todos eles referenciavam que era um local lindíssimo e surpreendente.

Do sul de França só conhecia (através de pesquisas pela Internet) Carcassonne, a encantadora vila medieval, que há muito que a desejava visitar. O objectivo da visita ao sul de França era precisamente caminhar entre os recantos dessa vila e viver um pouco a experiência de voltar no tempo, vivendo cada pormenor que a vila medieval nos podia proporcionar.

Uma vez que temos família a viver perto de Carcassonne, na vila de Moux, há 18 anos, aproveitamos o desejo da descoberta e as saudades da família para realizarmos a viagem até ao sul de França, através dos voos Ryanair Porto/Carcassonne.

Quando chegamos a França fomos recebidos pela família de braços abertos, ficando acolhidos na vila de Moux, um local pequeno, mas muito acolhedor. A família disponibilizou-nos um carro para percorrermos os vários locais que desejávamos conhecer.

A nossa descoberta começou pela vila onde ficamos acolhidos – Moux.

A aldeia de Moux está localizada no departamento de Aude na região de Languedoc-Roussillon, pertencendo ao distrito de Carcassonne.

A aldeia está localizada numa planície entre colinas situadas a norte e sudoeste, situando-se a sul a montanha de Alaric.

Desde o século IX, que Moux é considerada uma vila romana.

Esta vila é considerada o berço de muitos poetas, escritores e romancista, entre eles: Prosper Huc-Mestre, Jean Lebrau, Henry Bataille, Fédou Armand, Roland Farré para citar os mais famosos.

Como esta foi o berço do poeta Henry Bataille (1872-1922), o seu túmulo está presente nesta vila, sendo este adornado por uma estátua particularmente diferente – um esqueleto.




Ao percorrermos os caminhos desta pequena vila cruzamo-nos com algumas atracções entre elas as ruínas do castelo de São Pedro, a igreja matriz do séc. XIII e XIV, a porta da cidade do séc. XIII e o famoso túmulo do peota Henry Bataille.





Considero Moux um pequeno recanto que fomenta a serenidade instalada dentro de cada um de nós.

A descoberta pelo sul de França vai continuar a ser narrada nos próximos post’s.

1 de julho de 2011

Helsínquia


A "Cidade Branca do Norte" e "filha do Báltico" são os dois nomes por que é conhecida a cidade de Helsinki (Helsingfors), a capital da Finlândia, localizada na península no Golfo da Finlândia, cercada por ilhas.

Helsinki é o centro nacional de política, economia, cultura e ciência.

Há pessoas que a vêem como uma cidade russa e comparam-na a São Petersburgo. A verdade é que compartilha com São Petersburgo, a criação mítica de Pedro, o Grande, a arquitectura monumental do Império estilo da época dos czares e as "noites brancas" tão fascinantes como a cidade Russa.

É uma cidade moderna, com algumas realizações de vanguarda arquitectónica, apesar do grande número de indústrias e do tráfego pesado do porto, é hoje uma cidade bonita, talvez contribuído da cor branca dos edifícios de granito, e da extensão das suas áreas verdes (florestas e parques ocupam 30% da área urbana), avenidas principais e a luz do céu Nórdicos.

É uma cidade tranquila e ao mesmo tempo cosmopolita, porque, apesar de séculos tem sido obrigada a fazer uma ponte entre o Oriente e o Ocidente.

A cidade é relativamente pequena e calma é um lugar ideal para ser percorrido a pé, pois as suas principais atracções estão na região central.

Começamos a nossa visita a Helsínquia pela Praça do Senado, um dos pontos marcantes da cidade. Esta praça é dominada pela catedral Luterana, construída em 1852. No centro da praça, encontramos um monumento que homenageia o Tzar Russo Alexandre II. Cercando a praça estão outros prédios importantes, como o Conselho de Estado (construção de 1822), a Universidade (1832) e Biblioteca central. Todo o conjunto é extremamente harmónico arquitecturalmente, e costuma estar sempre repleto de turistas.




A menos de um quilómetro da praça do Senado situa-se a Catedral Uspenski, erguida no topo de uma colina, em frente ao porto. Construída com tijolos vermelhos, este templo ortodoxo foi projectado por Aleksei Gornostayev, russo de São Petersburgo, e concluída em fins do século XIX. O seu exterior é de estilo bizantino e destaca-se da arquitectura dos prédios à sua volta. Contudo, seu interior é ainda mais opulento, graças às paredes cobertas por ícones ortodoxos. Como já tinha visitado a Rússia, apercebi-me da semelhança de estilo entre as catedrais ortodoxas de São Petersburgo e esta, o que é compreensível, considerando que até 1919 a Finlândia pertenceu à Rússia.





A principal via comercial da cidade é a Aleksanterinkatu, onde o movimento dos modernos e silenciosos autocarros é constante. O sistema de transporte público de Helsínquia é considerado um dos mais eficientes da Europa. A integração de comboios, autocarros, metros e ferries permite aos moradores e turistas ir de um lado para outro com apenas um bilhete, o qual pode ser comprado em máquinas automáticas espalhadas pela cidade.

Uma das atracções da cidade é a Igreja Temppeliaukio, o seu nome significa Igreja na Rocha. Este templo foi construído dentro de uma sólida rocha de granito, em 1969. Temppeliaukio é utilizada também como local de apresentações musicais diversas.

Visitei Helsínquia no final da Primavera, quase a entrar no Verão, durante o verão os dias são longos e o sol quase não desaparece no horizonte, dando origem ao conhecido fenómeno do Sol da Meia Noite. Por outro lado, durante o pique do Inverno, as horas de luz são poucas, criando o fenómeno oposto, que baptizamos de Lua do Meio Dia, em que a cidade se encontra quase sempre escura.

Um dos prazeres que tive nesta cidade foi o passeio que realizei junto ao porto, estava um dia com um sol brilhante a este reflectia no mar.




Em frente ao porto situa-se a Praça do Mercado, um lugar que vale a pena visitar. É entre as dezenas de bancas armadas todas as manhãs que pode-se encontrar de tudo um pouco - frutas, peixes, sanduíches, temperos, pratos típicos, casacos de lã, roupas, curiosidades, lembranças, souvenirs etc. Adoro os movimentos dos mercados e o facto de cruzar-me com pessoas locais.



Do lado oposto ao cais, por trás das barraquinhas, alinham-se prédios de arquitectura imponente, como a Câmara e o Palácio Presidencial. Também é desta praça que partem excursões marítimas pelas redondezas, bem como os ferries e cruzeiros para outras capitais europeias, como Estocolmo, Talin e São Petersburgo.



Principalmente na época de Natal, é grande o número de turistas que visitam a Finlândia, uma vez que neste país se encontra a Lapónia, conhecida como a Terra do Pai Natal.

Fora da cidade visitei o local onde os Finlandeses fazem praia nos dias quentes de Verão e percorrei vários espaços verdes.



Entre os espaços verdes visitamos o parque Sibeliusparken, onde se encontra o monumento a Sibelius, uma das principais atracções da cidade.
O monumento foi inaugurado em 1967, em honra do compositor finlandês Jean Sibelius e é composto por mais de 500 tubos de aço que provavelmente simbolizam um órgão.




Helsínquia é uma cidade calma, com pessoas educadas, e com certeza é um lugar para ser incluído em qualquer bom roteiro pelos países nórdicos.

30 de junho de 2011

São Petersburgo

A viagem a San Patersburgo foi sem dúvida das viagens mais marcantes que realizei até hoje.

Na medida que a burocracia para entrar nesta cidade russa é difícil de ser superada, devido aos vistos, decidimos chegar a San Petersburgo através do mar báltico, num cruzeiro que passava por esta bela cidade e nos dava a oportunidade de ficarmos atracados dois dias no porto da cidade.

Esculpida junto das ilhas e do sinuoso rio Neva, San Petersburgo reflecte uma visão de elegância geométrica.

A originalidade de São Petersburgo é que esta não se parece com uma cidade russa, nem como uma cidade europeia, é considerada a nova capital russa.

Toda a cidade foi classificada pela Unesco como Património da Humanidade.
 
A cidade forma um conjunto inigualável com uma série de palácios suburbanos, propriedades e parques maravilhosos.

São Petersburgo é um museu a céu aberto, ao viajarmos pelas suas ruas, canais, avenidas e monumentos encontramos um sentimento de serenidade reflectido por toda a beleza à nossa volta.

Os seus palácios, canais, pontes, e esculturas foram criados, projectados e colocados em lugares apropriados, para extrair da alma dos seus visitantes sentimentos majestosos.

O nome original da cidade é Sankt Petersburg, o objectivo era tornar esta cidade em capital Russa. O nome de São Petersburgo é de origem holandesa e alemã, que significa "castelo (forte) de San Pedro." Pedro o Grande, o nome em honra do seu padroeiro, São Pedro.

A cidade mudou de nome várias vezes, foi chamada de Petrogrado (que significa cidade de Pedro, adaptação para Petersburg) entre 1914 e 1924, e Leningrado (em homenagem a Lenin) entre 1924-1991, e novamente San Petersburgo, após um plebiscito.

Fundada em 1703 por Pedro, o Grande, é uma cidade muito jovem, mas que viveu muito tempo revoluções, invasões, regicidas, realizações literárias e artísticas, e um cerco cruel pelo exército nazista, cujas consequências ainda são evidentes entre a população mais velha.

Esta cidade é fascinante para os turistas que apreciam história, literatura, arquitectura, música e ballet, ou a arte em geral, esta cidade é o paraíso.

A minha grande expectativa na visita à cidade, para além dos museus e palácios era contemplar a arquitectura da Catedral de Nosso Salvador do Sangue Derramado. Construída em fins do século XIX, quando o país apresentava um grande impulso industrial e económico, a sua arquitectura em estilo russo medieval clássico, com torres coloridas decoradas com ouro, pedras preciosas, cruzes resplandecentes é de tirar o fôlego. Foi edificada no mesmo local onde o Tzar Alexandre II foi assassinado em 1881, razão pela qual seu nome faz referência ao Sangue Derramado.






Mas o seu nome oficial é Igreja da Ressurreição de Cristo e, por incrível que pareça, foi fechada pelo governo soviético a partir de 1930, tendo escapado por pouco da demolição, pois era vista como um inconveniente símbolo religioso em um estado oficialmente ateu. Apenas recentemente foi reaberta e está sendo submetida a um programa de recuperação. O interior da catedral é decorado com mosaicos de mármore, cobrindo todas as suas paredes e actualmente abriga um Museu.

A cidade como foi construída às margens do rio Neva, sobre centenas de ilhas de todos os tamanhos cruzadas por canais, a cidade ganhou o apelido de Veneza do Báltico. As suas pontes são belas obras arquitectónicas, bem como óptimos pontos de observação da cidade.



Nevsky Prospect é a principal via da cidade. Esta avenida concentra alguns do melhores hotéis, centros comerciais, restaurantes, mercados, bares e estabelecimentos diversos ao longo dos seus 4,5 km.

O Museu Hermitage é a principal atracção turística de São Petersburgo. Nenhum outro local na Rússia e poucos do mundo tem colecções de arte tão preciosas quanto aquelas expostas neste museu. Segundo a guia que nos mostrava o Museu, este é considerado o maior Museu do Mundo.







Construído entre 1754 e 1762, graças à Tzarina Catarina a Grande, nele chegam a constar 2,7 milhões de peças, cobrindo um período que vai do Egipto antigo até a Europa do século XX. Em destaque estão obras de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rembrandt, Van Gogh, Matisse, Gaugin e Rodin. O monumento onde se encontra o Museu é conhecido com Palácio de Inverno, pois foi uma das residências dos Tzares russos.

Evidentemente que seria impossível apreciar todas as obras do Hermitage numa única visita, mas num tour de duas ou três horas conseguimos apreciar as obras mais importantes. O prédio onde se encontra o Hermitage é igualmente belíssimo, e mesmo numa cidade repleta de belezas arquitectónicas, este palácio verde e branco em estilo barroco destaca-se pelas suas dimensões e imponência. No seu interior não apreciamos apenas os quadros, mas também os adornos do palácio e as esculturas que embelezavam os salões imponentes.

Em frente à Praça do Palácio destaca-se a Coluna de Alexandre comemorativo da vitória de Alexandre II sobre as tropas de Napoleão Bonaparte. No topo da coluna situa-se um anjo a segurar uma cruz, e consta que o rosto do anjo foi modelado de forma a reproduzir as feições do imperador.

Outra atracção da cidade é a fortaleza de Pedro e Paulo, cuja construção foi concluída em 1740. Esta é a própria origem e núcleo inicial da cidade, e o seu nome deriva dos santos padroeiros de São Petersburgo. Situada na pequena ilha de Zaichy Ostrov, esta cidadela abriga uma catedral, museu, uma antiga prisão, um cais e outros prédios administrativos.



O ponto de destaque desta fortaleza é a Catedral, erigida em 1723. A sua torre foi outrora o prédio mais alto da cidade, e o seu interior abriga as sepulturas de todos os tzares russos e seus familiares, desde a época de Ivan o terrível até Nicolau II, executado em 1918. Também a sepultura de Pedro, o Grande está na catedral da fortaleza.

Outra catedral importante na cidade é de São Isaac com a sua imponente colunata, é o templo mais ostentoso da cidade. Por trás da fachada triangular apoiada em colunas gregas, uma cúpula circular apoiada numa nova série de colunas destaca-se na silhueta da cidade, e oferece um ponto ideal para tirar fotos da cidade. A sua cúpula é considerada a 4º maior cúpula da Europa.







Para subir ao cimo da cúpula é necessário pagar, mas vale a pena porque a vista deste local é surpreendente.



Os palácios são outra das atracções desta magnifica cidade. O que mais me supreendeu foi o palácio do Pedro o Grande situado em Peterhoff (ou Petrodvorets). Este palácio construído por Pedro o Grande junto ao Golfo da Finlândia pode ser considerado como a resposta russa a Versalhes. A construção original foi erguida entre 1714 e 1725, mas posteriormente outras alas e pavilhões foram gradualmente anexados ao conjunto. Actualmente podemos visitar dezenas de aposentos, com interiores ricamente adornados, no entanto não é permitido fotografar dentro do palácio. Os jardins de Peterhoff são decorados com estátuas, fontes, canais, cascatas, alamedas floridas e diversos recantos temáticos. O passeio que realizamos por estes jardins espelhou o encanto da natureza conjugada com os adornos das fontes e dos monumentos que nos fomos cruzando.





Durante a segunda guerra Peterhoff foi seriamente danificado pelos bombardeios nazistas, e no local há exposições fotográficas exibindo o estado deplorável do palácio em 1945. Somente com o tempo e com maciços investimentos, Peterhoff vai voltando a ostentar a glória dos tempos imperiais.






Perto do palácio de Pedro o Grande encontramos a catedral de Peterhoff. Uma bela catedral que representa a arquitectura Russa. Todos os pormenores desta catedral são belíssimos e não me cansei de apreciá-los.



Tsarskoye Selo é outro palácio que não pode ser esquecido. Conhecido simplesmente por Pushkin, este palácio está situado somente a 25 km ao sul da cidade. O monumento é caracterizado pelas cores de dourado, azul e branco que representam o Palácio de Catarina. O nome deve-se à imperatriz Catarina a Grande, segunda mulher de Pedro. Originalmente construído entre 1717 e 1723, o palácio apresenta uma fachada primorosamente adornada em estilo barroco, e no seu interior destacam-se o Salão de Espelhos e o Grande Salão. Igualmente impressionante é o Salão de Âmbar, totalmente revestido com este caríssimo material. Durante a guerra todo este âmbar foi pilhado pelos nazistas e levado para a Alemanha, e somente aos poucos e a um altíssimo custo, a sala foi posteriormente recuperada.



Foi deste palácio que o último Tzar russo, Nicolau II, e sua família foram levados pelos bolqueviques, após a revolução russa. Conduzidos até a Sibéria, seriam todos executados em 1918. Até hoje conta-se a história de Anastácia, filha mais nova do Tzar, que, segundo a lenda, teria conseguido escapar dos revolucionários e sobrevivido, vivendo para sempre anónima em local desconhecido.

São Petersburgo é famosa pelas suas "noites brancas" a partir do mês de Maio até Julho.
O sol praticamente se esconde por trás do horizonte, formando um crepúsculo. Parece que em toda a cidade inadvertidamente surge uma névoa, que anula a fronteira entre o dia e a noite. Este fenómeno incrível da natureza é devido à posição geográfica de São Petersburgo para a sua proximidade com o Círculo Polar Árctico. As noites brancas não são observadas não só em São Petersburgo, mas também em outras cidades do norte, mas em São Petersburgo é o símbolo natural da cidade. É o momento do ano em que a cidade se torna mais romântica.



A cidade à noite é muito movimentada, as atracções nocturnas são os teatros, óperas e principalmente o ballet russo e o folclore.

Não deixei de comprar um souvenir, fui confrontada com várias recordações entre elas garrafinhas de vodka, chocolates, ovos da Páscoa e as bonecas Matryoshkas. Escolhi a boneca Matryoshkas que é conhecida em todo o mundo como símbolo a Rússia, representando a família.

Considero São Petersburgo uma cidade repleta de arte, encanto e de uma enorme beleza.