23 de abril de 2011

Castelo Mendo - Aldeia Histórica de Portugal



Castelo Mendo fica a sudoeste de Almeida. Eleva-se a 721 metros de altitude, coroando um cabeço granítico rodeado pelo fundo vale do Côa. A aldeia continua amuralhada, tal como estava quando o rei D. Sancho I a mandou erguer em princípios do século XIII. Mantêm-se no interior uma série de igrejas, umas em ruínas, outras bem conservadas, sendo curiosas as representações do lendário alcaide Mendo e da sua mulher, Menda, carrancas colocadas na fachada de duas casas vizinhas. Castelo Mendo tinha uma importante feira medieval, provavelmente a primeira feira oficial do país.







Esta Aldeia Histórica tem muito para contar, como confirmamos ao visitar o seu Castelo, as Igrejas de São Vicente e de São Pedro, o alto Pelourinho de 7 metros, o mais alto das Beiras, ou pela Domus Municipalis, edifício que englobava a Cadeia, o Tribunal e a Casa da Câmara, e que, hoje, funciona como Posto de Turismo.







Silenciosamente entramos pela porta da fortaleza medieval rodeada por montes verdejantes e vales férteis, passamos o portal de pedra, entramos e recuamos no tempo. Longe da agitação do progresso, a aldeia vive a sua solidão nas ruas desertas e nas casas abandonadas. Mas é graças a esse isolamento que Castelo Mendo é um pequeno encanto perdido na montanha. Do terreiro da igreja sem tecto conseguimos alcançar uma paisagem espectacular.







O queijo de cabra e o pão caseiros são as atracções gastronómicas da aldeia.

Esta aldeia singular abraçada pela natureza conquista qualquer alma.

Lenda da Aldeia Histórica de Castelo Mendo


Esta é uma lenda popular que se crê ter surgido para explicar o estranho ritual que durou séculos: todos os anos a população de Castelo de Mendo enviava à Festa da Senhora do Sacaparte um grupo de rapazes nus da cintura para cima. Durou até ao dia em que um Bispo muito severo, proibiu tais praticas. Mas se hoje, desse ritual, restam apenas memórias, ainda se conta a lenda do monstro e do ermitão…

Há muitos anos, tantos que já se perdeu a memória, o povo de Castelo de Mendo vivia aterrorizado, porque sempre que chegava a Primavera, desaparecia alguém sem deixar rasto. O primeiro a desaparecer foi o rapaz mais bonito da terra. Muito se disse, muito se pensou e especulou sobre o assunto, mas o certo é que do rapaz nem sinal. Durante todo o ano se tentou, em vão, saber do paradeiro do rapaz e para pasmo geral na Primavera seguinte o caso repetiu-se e voltou a repetir-se nas Primaveras que se lhe seguiram. Sempre que chegava a Primavera, desaparecia um rapaz. De modo que em vez de se alegrarem com a chegada do bom tempo, os habitantes da aldeia viviam em pânico. Quem seria o próximo? E apesar de todas as precauções, nada parecia conseguir evitar aqueles estranhos desaparecimentos. Já em desespero, resolveram, consultar um ermitão que vivia a muitas léguas dali. Talvez ele com toda a sua sabedoria soubesse o que fazer. Demoraram alguns dias até o encontrarem e quando finalmente o avistaram, parecia que o homem sabia da sua vinda porque lhes dirigiu estas palavras:




Nestas terras por azar

Anda um monstro traiçoeiro

Ai de quem ele avistar

Que o engole logo inteiro

Para este mal acabar

Oiçam-me bem esta rima

Dezoito moços hão-de andar

Nus da cintura para cima


Dado o recado os três homens agradeceram e voltaram para a aldeia. Uma vez lá chegados o povo recebeu com alegria as boas noticias e alguém respondeu falando mais alto que os demais:



Mandar moços seminus

À Senhora do Sacaparte

Se essa é a solução

Pois lá irão!


E foram. Nesse ano e nos que se seguiram durante séculos e séculos. Do monstro nunca mais se ouviu falar mas também nunca ninguém duvidou do ermitão. E a tradição ainda hoje se cumpriria não fosse a ordem de um bispo que não achou graça a esta pratica e a proibiu!

22 de abril de 2011

Almeida - Aldeia Histórica de Portugal



Vista do ar, a vila de Almeida parece uma estrela de 12 pontas. Esta notável praça-forte foi edificada nos sécs. XVII-XVIII, em redor de um castelo medieval, num local importantíssimo como ponto de defesa estratégico da região - um planalto a cerca de 12 kms da linha fronteira com Espanha, definida pelo Tratado de Alcanices em 1297, data em que Almeida passou a ser portuguesa.



Existem várias versões para origem do nome Almeida. Mas o que todos concordam é que o nome é de origem árabe. Uns referem que vem do árabe Al Mêda e que significa a mesa, pelo facto da povoação se encontrar situada num vasto planalto, no planalto das mesas.
Almeida é um dos melhores exemplares de fortificação abaluartada existente em Portugal.



Almeida foi palco de lutas ao longo dos séculos, destacando-se as Guerras da Restauração (séc. XVII), em que os espanhóis foram definitivamente afastados do trono de Portugal, e as invasões francesas no séc. XIX em que esteve cercada durante um longo período pelas tropas napoleónicas, tendo o seu castelo e parte da muralha sido gravemente danificados pela explosão de uma enorme quantidade de pólvora armazenada nos paióis, o que provocou a sua rendição.

No interior da fortificação, vale a pena visitar o conjunto agradável do casario, e numerosos edifícios religiosos e civis espalhados por ruas estreitas que conservam a atmosfera de outros tempos, entre eles destaco as Casamatas, o quartel das esquadras, o picadeiro d’el Rey, a casa dos Governadores, o edifício da Câmara Municipal.



 

 
No que se refere ao património religioso destaco a igreja matriz, a Torre do relógio e a capela da misericórdia.



Ao percorrer os caminhos desta aldeia deparei-me com uma tranquilidade emanada da paisagem que envolve as muralhas.

Lenda da Aldeia Histórica de Almeida



Esta lenda baseia-se em factos reais relatados por Fernão Lopes na Crónica do Rei D. Fernando. Isabel foi a única filha bastarda do Rei D. Fernando e não se sabe quem era a mãe. A lenda conta-nos como o Rei de Castela invadiu Portugal e como Almeida foi temporariamente entregue aos Espanhóis. Fala-nos também de casamentos combinados entre Príncipes e Princesas…

E para pôr fim a guerras terríveis, o Rei D. Fernando de Portugal e o Rei D. Henrique de Castela combinaram cedências de terras (Almeida incluída) e o casamento dos seus filhos (bastardos, ambos). Sucede que a nossa Princesa tinha somente 8 anos tendo o seu noivo completado já os 18. Facilmente se percebe porque ficou o Príncipe de Castela tão furioso, com a noiva que lhe tinha calhado por sorte. E porque lhe ganhou tamanha aversão a ponto do próprio Rei, seu pai, o castigar severamente, retirando-lhe privilégios e terras… Entretanto Isabel ruma a Castela. A vida na Corte Castelhana era animada e Isabel encontra na Rainha D. Joana Manuel, uma natural aliada pois esta era irmã de sua avó paterna. A soberana encantou-se com a menina e nunca mais deixou de a proteger. Entretanto os anos passam e um belo dia no palácio de Valladolid e perante toda a corte que se encontrava ali reunida, D. Isabel (diz-se que com a cumplicidade da própria Rainha) diz muito simplesmente que é filha do Rei de Portugal e que se está destinada a casar com D. Afonso não vê motivo para adiar mais esse casamento, apesar do desagrado mutuo entre os noivos. Perante argumentação tão simples, clara e directa, rebatê-la foi impossível e conta-se que D. Henrique saiu de rompante da sala e mandou buscar seu filho para que o casamento se realizasse. Mesmo assim, tal só veio a suceder 9 meses mais tarde na catedral de Burgos. Reza a historia que D. Afonso só se dignou pronunciar o esperado “Sim” quando viu seu pai aproximar-se ameaçadoramente zangado. Seguiu-se a boda e a noite de núpcias, mas a mesma atitude de indiferença e de desprezo manteve-se. E durante muito tempo D. Isabel sofreu com a rejeição do marido. Não havia perfumes nem enfeites nem lágrimas nem trejeitos que convencessem D. Afonso a consumar o casamento. Até que, movida pelo desespero, consulta uma feiticeira que lhe dá uma receita para um chá feito com ervas que D. Isabel teria de colher com as próprias mãos. Um ano depois nascia o primeiro filho. Depois deste, mais cinco rapazes se seguiram e quando por último nasceu uma menina, a própria Rainha quis escolher-lhe o nome: Constança (como não podia deixar de ser) …

Retirado do site: http://www.casasdocruzeiro.com/AldeiasHist%C3%B3ricas/LendadaAldeiaHist%C3%B3ricadeAlmeida.aspx

21 de abril de 2011

Aldeias Históricas de Portugal



Aldeias Históricas são antigos núcleos urbanos com origem anterior à nação portuguesa, de grande importância histórica. Erguem-se normalmente em terras altas, pois constituíam núcleos de defesa das populações que nelas se estabeleceram, ainda antes da denominação romana. Destacam-se pela arquitectura militar, pois a maioria são aldeias amuralhadas e desenvolvem-se junto de um castelo.

O Programa de Aldeias Históricas, formulado pelo governo português em 1991, desde então restaurou as seguintes aldeias na Beira Interior:
1- Almeida (vila)
2 - Castelo Mendo
3- Castelo Novo
4- Castelo Rodrigo (vila)
5- Idanha-a-Velha
6- Linhares da Beira
7- Marialva
8- Monsanto (vila)
9- Piódão
10- Sortelha

Em 2003, foram incluídas no programa as seguintes povoações medievais:

11- Belmonte (vila)
12- Trancoso (cidade)

As Aldeias Históricas são absolutamente singulares e convidam à descoberta. Enquadradas em paisagens monumentais, as Aldeias Históricas são testemunhos mágicos da passagem dos séculos.

Tive a oportunidade de percorrer a maior parte das aldeias e fiquei encantada com o património cultural, religioso e natural que descobri.

Em seguida vou descrever cada Aldeia Histórica que visitei.

20 de abril de 2011

Santa Maria da Feira



Santa Maria da Feira é uma cidade que pertence ao Distrito de Aveiro e está situada na região de Entre Douro e Vouga.
Esta é uma região de ocupação humana bem antiga, encontrando-se pelo território imensos vestígios como Castros e estações Luso-Romanas, como é o caso da cidade de “Lancóbriga“, considerada a antecessora da antiga cidade romano-cristã-portuguesa de Santa Maria da Feira. No início do século XI é erguido o Castelo, no lugar de um antigo Castro, e toda a povoação vai-se desenvolvendo ao seu redor. O Castelo vai ganhando imensa importância no decorrer dos tempos, e era o núcleo das Terras de Santa Maria, e dono de um famoso Mercado onde eram vendidos os mais importantes produtos, começando-se a chamar a este mercado “Feira”, denominação que se estendeu à povoação: "Vila da Feira”, nome este mantido até à década de 80 do século XX.





No reinado de D. Dinis este castelo foi palco das lutas entre o rei e seu filho, D. Afonso, em 1322, diferendo apaziguado pela Rainha Santa Isabel.
A actual arquitectura do castelo tem origem no reinado de D. Afonso V, por volta de 1448, pela mão do primeiro conde da Feira. No início do século XVIII um incêndio devastou esta residência senhorial, dando início a um longo período de abandono.
Classificado como Monumento Nacional é considerado como uma das obras emblemáticas da arquitectura medieval portuguesa.








Depois de visitarmos o Castelo seguimos para a bonita e setecentista Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia do século XVI, e percorremos o Centro Histórico da cidade.


Terra de férteis terrenos, possui nos arredores diversas e elegantes casas senhoriais e brasonadas dos grandes senhores agrícolas e comerciais da região, como são exemplo o Solar Condes de Fijô, a Casa da Portela ou a Quinta da Torre com os seus jardins românticos de grande beleza.

A região de Santa Maria da Feira está hoje em dia dotada de excelentes infra-estruturas como o “Europarque” (um centro de congressos com diversos eventos culturais), o “Visionarium” (um museu de ciência interactivo).

Repletos de história e de memórias, os espaços museológicos do concelho convidam a recuar no tempo e a experienciar. É assim no Museu do Papel Terras de Santa Maria, no Museu Convento dos Lóios e no Museu de Santa Maria de Lamas. Autêntico museu vivo, o Zoo de Lourosa – Parque Ornitológico proporciona uma viagem pelo mundo selvagem das aves.

O Museu Convento dos Lóios é um espaço dedicado à História do concelho de Santa Maria da Feira e da região. Reabriu as portas ao público a 26 de Junho de 2009, depois de profundas obras de remodelação e adaptação a museu municipal. Tem como missão a salvaguarda, valorização e divulgação de testemunhos e memórias do passado como herança histórica e cultural, legados a gerações futuras.




O Museu do Papel está instalado num antigo engenho papeleiro fundado em 1822, a sua grande marca identificadora reside no facto de ser um museu manufactureiro e industrial em actividade, integrando um espaço de produção manual de papel – antigo Engenho da Lourença – e um espaço industrial – Casa da Máquina – onde se mostra o processo de fabrico em contínuo.


Apesar da proximidade a grandes centros urbanos, Santa Maria da Feira conserva uma tranquilidade ímpar, que convida a uma estadia mais prolongada. Nas Termas de S. Jorge, o visitante encontra o refúgio ideal para cuidar do corpo e da mente.

As Termas de S. Jorge estão vocacionadas para tratamentos de patologias músculo-esqueléticas, vias respiratórias e pele, associando os benefícios da hidroterapia a um espaço que convida ao repouso e ao equilíbrio global.

As festividades de Santa Maria da Feira são plenas de tradição e devoção, sendo as mais afamadas a Festa das Fogaceiras, anualmente a 20 de Janeiro, sendo o ponto alto o cortejo das “fogaceiras“, como são denominadas as raparigas que transportam à cabeça as «fogaças» (espécie de pão de trigo doce), e a grandiosa “Viagem Medieval”, onde toda a cidade parece viajar no tempo até ao Período Medieval e muitas actividades, animação e espectáculos acontecem, reunindo um largo número de visitantes.

Considero esta feira medieval imperdível, na medida que temos a oportunidade de viver momentos que nos conduzem para a época medieval e podemos fazer parte desses momentos, participando nas actividades.

Ritual a não perder é a degustação da tradicional Fogaça, ex-líbris da gastronomia regional e símbolo da secular Festa das Fogaceiras, a mais emblemática festividade do concelho.

Em suma, as atracções da cidade de Santa Maria da Feira conduzem-nos para a história, arte, ciência e proporcionam um bem-estar físico e psicológico.

19 de abril de 2011

Idades dos Gatos

O seu gato ainda é um jovem ou já tem idade para ter juízo? Descubra quantos anos teria o seu amigo se fosse humano!




Os meus gatos já têm idade para ter juízo! Mas adoro-os como eles são...uns traquinas.

17 de abril de 2011

O valor das coisas...


"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

(Fernando Pessoa)
Dedico esta frase àqueles que me propiciaram e me propiciam momentos memoráveis, reflectindo-os em marcos imprescindíveis para o sustento do meu caminho.

15 de abril de 2011

Babel




Um dos filmes que me impressionou foi sem dúvida o filme “Babel”. Este filme reflecte situações do quotidiano de quatro grupos separados pela distância e pela cultura. A história desenvolve-se em quatro países: Marrocos, México, Estados Unidos e Japão, envolvendo elementos culturais, étnicos e políticos de distintos continentes.

A narrativa do filme relata três mundos distantes que giram num só, três civilizações diferentes unidas por um destino, três tempos que correm sozinhos até se encontrarem.

No decorrer do filme deparamo-nos com três realidades distintas entre si, quer porque se tratam de culturas díspares, quer porque aborda inúmeros problemas sociais que estão sempre presentes, independentemente de quem os vive.

O filme promove a reflexão sobre a condição humana nas suas diversas formas - o preconceito no que se refere à pobreza, o preconceito para com os deficientes físicos, a discriminação, as drogas, a angústia, o contraste das sociedades contemporâneas e as de 3º Mundo, entre outras.

Através do enredo do filme conseguimos flutuar entre a realidade sociológica do 3.º mundo, dos mexicanos, dos países onde há tudo e daqueles onde nada temos senão a solidariedade humana.

A questão da globalização está presente neste enredo, mostrando o quanto estamos interligados e que até mesmo uma simples atitude pode gerar consequências do outro lado do mundo. Esta interpretação pode levantar questões tais como: será que em algum momento estamos ligados por uma força que nos une? São questões que ficam no ar e que nos fazem reflectir na importância das nossas acções e como estas podem, aparentemente, afectar outras pessoas e outros mundos.

14 de abril de 2011

Quem quer ser milionário



Este foi um dos filmes que  me surpreendeu no ano anterior, na medida que o título do filme não me  suscitou qualquer interesse e após visualizado considero que é um filme emocionante.

O filme retrata um momento da vida de um jovem de 18 anos que é oriundo de uma família com parcos recursos económicos, que vive numa das favelas da Índia. O jovem experimentou um dos dias mais importantes de sua vida. Visto pela TV por toda a população, o jovem (Jamal) estava a apenas uma pergunta de conquistar o prémio de 20 milhões de rupias. No entanto, no auge do programa, a polícia prende o jovem Jamal por suspeita de fraude. Numa tentativa de provar a sua inocência, Jamal contou a história da sua vida nas ruas e as aventuras com o seu irmão, e também a história do seu amor perdido.
A pergunta que marca o filme todo é como é que um jovem sem estudos e basicamente analfabeto consegue ganhar o prémio máximo tendo em conta que nem as pessoas mais cultas o conseguem.

Considero que a resposta a esta pergunta está evidente no decorrer do filme, os conhecimentos/aprendizagens que adquirimos ao longo da vida não são conseguidos apenas de forma formal, através da escola ou de cursos, mas particularmente de forma informal, através das experiências vivenciadas ao longo do percurso de vida, quer pessoal, profissional e social.
O processo de reconhecimento de competências é por vezes desvalorizado e tido como facilitador, mas o certo é que parte das competências adquiridas pelos indivíduos são alcançadas através das suas experiências de vida, permitindo-lhes consolidar aprendizagens e aplicá-las nos diferentes contextos de vida.
" A prática é a pedra de toque das competências, mas para isso é necessário questioná-las..." (Perrenoud, 1993)

No meu parecer esta é a mensagem que o enredo deste filme espelha, no entanto, para muitos a mensagem que o filme transmite é apenas a de uma história de amor, em que a personagem principal luta pelo seu amor de infância e consegue através  da coragem e  persistência alcançar o seu amor perdido.