11 de abril de 2011

Apocalyptica - Epilogue


Este epilogo foi proferido pelas personagens principais relatando os momentos únicos que sustentaram um dia memorável.
                                                                                                                                                 by Carfil

7 de abril de 2011

Costa Nova

Situada no Distrito de Aveiro, a Costa Nova é uma pequena vila piscatória com longa tradição como destino de férias em família, desde os primórdios do século XVIII.

Parte das minhas férias da adolescência foram passadas nesta vila. O que nos atraia a passar férias nesta localidade era o facto de podermos usufruir de dias de praia, descanso, bem como de passeios à beira da ria.



Esta vila teve a sua origem na abertura da barra da ria no ano de 1808. A designação deve-se a dois factos. O primeiro, "Costa Nova", em oposição à "Costa Velha"(São Jacinto). Em segundo lugar deve-se ao facto de neste local, ter existido um enorme e verdejante prado.

A Costa Nova é reconhecida pelos característicos "palheiros" de madeira pintados às riscas, habitados pelos pescadores locais durante o Inverno e o Verão.




Esta vila reflecte a essência de viver perto do mar pelos restaurantes que diariamente servem peixe fresco e marisco capturado no próprio dia.

A Praia da Costa Nova é caracterizada pela areia muito fina e por ser normalmente ventosa. O mar é bastante mexido, o que é habitual nas praias do norte do país.


Entre a praia e a ria encontramos as casas de cores fortes, pintadas em riscas, predominantemente verticais, que tornam a avenida principal bastante colorida.



Na vila podemos encontrar a Igreja Matriz da Nossa Senhora da Saúde da Costa Nova que em substituição da velha Capela que havia sido construída em 1890, no areal, junto à praia, foi inaugurada, em 2000, a Igreja Matriz da Costa Nova, em homenagem à Nossa Senhora da Saúde.



O mercado também é uma das atracções locais, actualmente a sua infra-estrutura está remodelada, dando continuidade às cores que caracterizam esta agradável vila.



Como considero que “Recordar é viver” visito várias vezes a Costa Nova de forma a alimentar as memórias que engrandecem o meu ser.

6 de abril de 2011

Barra


Quando visitamos a cidade de Aveiro, aproveitamos para percorrer as proximidades e apreciar outras atracções do distrito de Aveiro. Assim, rumamos para a Barra.

Na barra caminhamos pela praia e admiramos o seu farol imponente, um dos mais altos da Europa. É aqui que desagua a ria de Aveiro. Também aqui se assiste à entrada e saída dos barcos de pesca. A Barra é um local ideal para a prática do surf, windsurf, vela e pesca de mar. Durante o Verão as festas e os bares dão um colorido diferente à noite, tornando-se esta numa das praias mais frequentadas da região.






O Forte da Barra é outra das atracções turísticas, também denominado como Forte Pombalino, Forte Novo ou Castelo da Gafanha, localiza-se numa ilha adjacente à Ilha da Mó do Meio, Freguesia da Gafanha da Nazaré, Concelho de Ílhavo, Distrito de Aveiro.
Este forte nunca teve funções militares importantes, pois o assoreamento que progredia na foz do Vouga desde o século XV fez avançar mais a linha da costa, com interrupções intermitentes do acesso ao mar. A situação veio a conhecer o seu estado presente com a abertura da Barra de Aveiro (fim do século XIX) que separou São Jacinto da Barra Nova, a construção do Farol de Aveiro e de dois molhes de mar que guardam a actual foz da Ria de Aveiro.

Actualmente o farol continua a desempenhar funções de sinalização na navegação interna.

A praia da barra e a sua área envolvente transmitiram-me serenidade e tranquilidade, traduzindo-se numa vontade de permanecer sentada num banco de madeira a apreciar a imensidão do mar a envolver-se com a areia.

5 de abril de 2011

Aveiro


A cidade de Aveiro é capital de Distrito, situa-se na região do centro do país. Aveiro, devido à situação geográfica, junto à Ria de Aveiro, com exploração das salinas, a pesca e o comércio marítimo, fixou a população nesta zona e já existia antes da formação da nacionalidade, vindo a ser elevada a vila, no século XIII, mas o primeiro foral atribuído à vila, data de 1515, no reinado de D. Manuel.

A cidade de Aveiro (ver mapa) reflecte o que procuramos nas diferentes viagens que realizamos, nesta encantadora cidade podemos encontrar os seus moliceiros semelhantes a gôndolas, lagoas naturais, uma elegante arquitectura do século XIX e passagens calcetadas.



Conhecida como a “Veneza portuguesa”, a adorável cidade de Aveiro é atravessada por um canal e é tida como um dos destinos mais encantadores do país, graças aos seus coloridos moliceiros, aos edifícios em tons pastel de estilo Arte Nova e à sua tranquila atmosfera urbana.



Aconselho a realizarem a viagem pela ria, no moliceiro, e contemplarem das paisagens e do património arquitectónico que esta cidade nos propicia.




O Barco Moliceiro era um tipo de embarcação destinada à colheita e transporte da vegetação da Ria de Aveiro, ocupação conhecida pelo termo popular de apanha do moliço, e servia para o transporte de mercadorias ou gado. Actualmente é utilizado como embarcação turística.



A melhor forma de percorrer a cidade é através da BUGA (Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro), como não sei andar de bicicleta não usufruímos deste meio de transporte, mas considero que seja o mais adequado, uma vez que podemos percorrer todas as atracções turísticas sem polui o ambiente.


Ao percorrermos a cidade visitamos o Mercado do Peixe – um mercado tradicional que abriga alguns dos melhores restaurantes de marisco de Aveiro. Também elegemos uma pastelaria/café tradicional e saboreamos os divinais ovos-moles, que são especialidade do distrito.

No centro da cidade encontramos o Fórum de Aveiro onde podemos destacar um conjunto diversificado de actividades: lojas, restaurantes, cinemas, livraria e aproveitamento do espaço subterrâneo para estacionamento.

Perto do Fórum encontramos o edifício da Capitania do Porto de Aveiro, ou dos "Arcos", hoje propriedade da Câmara Municipal de Aveiro.




Ao deambularmos nas ruas peculiares da cidade deparamo-nos com a Câmara Municipal de Aveiro um edifício de sóbria elegância da última década do século XVIII, com uma fachada dividida em cinco corpos toscanos, sendo a parte central, de quatro pilastras, denominada pela torre sineira.

No que concerne ao património religioso visitamos várias igrejas entre elas, a igreja das Carmelitas, capela S. Gonçalinho, igreja S. Domingos (Catedral de Aveiro), igreja da misericórdia e o convento de Jesus.
A Igreja das Carmelitas é um Templo do antigo Convento das Carmelitas, edificado no século XVII, está revestido de riquíssima talha dourada de três épocas diferentes e de belos painéis de azulejos setecentistas.

Na Igreja S. Domingos, a actual Sé, podemos encontrar um nicho onde se encontra uma Nossa Senhora gótica e um pórtico barroco que data de 1719.



A Igreja da misericórdia é um edifício renascentista, construído em finais do século XVI e princípios do século XVII, durante a dominação filipina.
A fachada encerra um magnífico pórtico e é decorada de azulejos colocados na segunda metade do século XIX. O interior está revestido de painéis de azulejo de padrão tapeçaria.

O Convento de Jesus foi fundado no século XV, este antigo convento dominicano está fortemente associado à princesa mais influente de Aveiro – Santa Joana de Portugal. Conhecida pela sua devoção à religião que se prolongou por toda a sua vida, esta princesa entrou no convento em 1472 e aí viveu até à sua morte. Hoje, podemos visitar aquele que será o seu túmulo de mármore trabalhado, e admirar os motivos barrocos, os pórticos manuelinos, os claustros de inspiração manuelina e as capelas maneiristas que embelezam este monumento histórico.

Na cidade de Aveiro também podemos encontrar uma diversidade de património cultural. O Museu de Aveiro é um exemplar desse património. O acervo do museu, com origem nos espólios do Convento de Jesus e de outras casas religiosas da cidade, abrange colecções de pintura, escultura, azulejo, ourivesaria, mobiliário, cerâmica com particular incidência no período barroco. Possui ainda um fundo documental dos séculos XV ao XIX.

Devido à sua localização situada na sub-região do Baixo Vouga, entre o oceano Atlântico e as zonas montanhosas dos distritos contíguos, Aveiro exibe uma paisagem muito variada, caracterizada por uma longa costa arenosa, um bonito estuário e diversos parques e jardins.

Saliento o Parque Infante D. Pedro ou "parque da cidade" em que se honra o infante-regente D. Pedro. Desse espaço da antiga cerca, com construções de pendor romântico como a fonte sob a escadaria monumental, aproveitou-se a ribeira para criar um cenário de lagos e fontes com envolvimento de vegetação.

Mesmo no centro da cidade, perto da ria passeamos pelos jardins do Rossio, um pequeno espaço de lazer, mais que tudo voltado para a fruição do verde e acompanhando o Canal Central. Através deste desfrutamos de uma bela vista para a ria e para os moliceiros.


Devido à sua proximidade ao mar, na cidade realizam-se várias actividades relacionadas com o mar.
O sal constitui durante séculos um dos seus produtos mais famosos. Nas vasas e nos lodos procede-se a recolecção de moluscos enquanto a apanha do moliço quase que desapareceu devido à utilização de fertilizantes químicos.
A pesca pratica-se tanto nas águas interiores quer no mar, enquanto se desenvolve a piscicultura, nomeadamente nas salinas abandonadas.




As tradições gastronómicas de Aveiro devem-se, em boa parte, aos paladares adocicados, como por exemplo os típicos ovos-moles, símbolo de Aveiro por excelência, servidos em pequenas pipas de madeira decoradas com coloridas pinturas com temas regionais ou com revestimento de hóstia imitando formas marinhas.
Percorrendo um pouco mais a doçaria aveirense, encontramos outros doces como por exemplo: raivas, ovos em fio, castanhas doces, bolos de vinte e quatro horas, fatias húmidas e as barrigas de freira.

Mas não só em doçaria é rica a gastronomia da região. Os apreciadores de uma boa refeição podem desfrutar de pratos de carne e de peixe, sobretudo deste último, fruto dos pescadores que povoaram, e ainda povoam, a cidade.
Temos como pratos típicos de peixe - a caldeirada de enguias ou as enguias de escabeche, a raia em molho pitau, as espetadas de mexilhão e as caldeiradas de vários peixes da Ria e do mar. Quanto às carnes o típico é o carneiro à lampantana (assado na caçoila de barro preto), o leitão assado, a chanfana de borrego ou de cabrito, o chouriço com grelos ou, ainda, uns rojões.

A cidade de Aveiro espelha romantismo, nesta encontramos o brilho, as cores, o encanto, o sabor, a paz que traduz o que ansiamos em cada viagem.

4 de abril de 2011

Alcobaça


Sede de concelho, Alcobaça fica situada no distrito de Leiria, na confluência dos rios Alcoa e Baça, nomes de cuja aglutinação a tradição faz derivar o seu nome.

Em Alcobaça, podemos encontrar o célebre mosteiro cisterciense de Santa Maria fundado em 1148 por D. Afonso Henriques. Neste mosteiro, encontram-se os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro. Reconstruído diversas vezes em vários estilos, desde o gótico ao manuelino este está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO e como Monumento Nacional, desde 1910. Também é classificado como uma das 7 maravilhas de Portugal (ver post 7 maravilhas de Portugal).

À data do abandono do mosteiro pelos monges - 13 de Outubro de 1833 - a vila não era mais do que um pequeno aglomerado de casas e com um reduzido número de habitantes.











Os espaços deste mosteiro que mais me fascinaram foram o refeitório, a sala dos Monges e o Claustro do silêncio (de estilo Gótico).

Este mosteiro é um monumento magnificente, cujos espaços reflectem a vida monástica.

A história da região de Alcobaça está hoje indissociada da presença de durante quase setecentos anos da Ordem de Cister. Mas a presença do homem nestas paragens ultrapassa naturalmente a presença cristã, diluindo-se na memória vaga dos tempos pré-históricos. A romanização do Península deixou variados vestígios e a região de Alcobaça não foi excepção. Com o destroçar do Império Romano do Ocidente no séc. V, a região conheceu sucessivas vagas invasoras de povos do Norte, mas apenas dos visigodos existe testemunho.
No séc. IX os árabes invadem a Península pelo sul avançando rapidamente poro o interior servindo-se das vias romanas. Datará desta época o castelo de Alcobaça e provavelmente o de Alfeizerão.
Teria sido precisamente a presença do castelo que levou os monges a construírem o mosteiro onde hoje se situa.

As ruínas do Castelo de Alcobaça estão edificadas sobre um monte com cerca de 70 metros de altura, do lado poente do Mosteiro. Devido ao seu avançado estado de degradação, quase que me passou despercebido. Através das suas ruínas tem-se uma bela vista sobre a cidade.

Outro dos monumentos que visitei nesta cidade foi o Mosteiro de Santa Maria de Cós, também conhecido por Convento de Cós. As suas origens remontam ao séc. XII, época em que o Mosteiro de Alcobaça adquire propriedades em Cós. Seria pela mão do Abade de Alcobaça, D. Fernando, que o convento inicial seria construído, destinando-se a acolher as viúvas que queriam levar uma vida religiosa.

Na cidade de Alcobaça podemos encontrar o seguinte património museológico: Casa-Museu Vieira Natividade (em estado de avançada degradação) , Museu do Vinho, Museu dos Coutos de Alcobaça, Museu Municipal e Museu Agrícola.

No concelho de Alcobaça destaca-se ainda o fabrico de olaria, cerâmica e louça de Alcobaça, de um nobre azul e de um estilo inconfundível.

Alcobaça também possui um riquíssimo património paisagístico e ambiental, podemos encontrar longas praias polvilhadas de rochedos, arribas e escarpas. Para momentos de repouso podemos desfrutar dos pinhais e das paisagens verdes dos campos da Cela e do Valado.

Em Alcobaça, a Pastelaria Alcôa revela-se um verdadeiro paraíso para os gulosos. Vencedora de vários prémios na Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais que anualmente, tem lugar nesta cidade, ostenta nas suas vitrinas perdições como o Toucinho do Céu, as Castanhas de Ovos, o Pudim de São Bernardo, os Segredos de D. Pedro, os Fradinhos e as Curnocópias, para além de um bolo-rei especial, recheado com gila e doce de ovos.

Alcobaça é uma cidade em grande expansão mas que não esquece as suas tradições.

Arcos de Valdevez


Arcos de Valdevez é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e subregião do Minho-Lima.

Esta lindíssima vila está rodeada de natureza verdejante e banhada pelo bonito Rio Vez e está inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Para além de toda a sua beleza natural, é também uma terra histórica, onde, segundo reza a tradição, se encontraram as tropas de Afonso VII de Leão e de D. Afonso Henriques, em 1140, dando origem à consagração do reino Português, rezando a lenda que no combate se deu uma carnificina tal que horas passadas do combate ainda o Rio Vez levava, até ao Rio Lima, sangue em vez de água.



A vila é peculiar com as suas ruas e casario irregular, velhas mansões e igrejas, como a Igreja de Nossa Senhora da Lapa, de 1767, em estilo barroco, a bonita Igreja Matriz e igreja da Misericórdia de Arcos de Valdevez.



Podemos também encontrar o Mosteiro de Ermelo, que reúne elementos arquitectónicos do românico, e várias casas senhoriais, como o Paço da Glória e o Paço da Giela um Solar fortificado, que combina o estilo tardo-medieval, visível na torre do século XIV, com o manuelino, presente nas janelas do corpo residencial.



Ao percorrer a cidade encontramos o relógio de água, com os vários chafarizes que embelezam o centro da cidade.
A não perder é a ponte velha e o antigo Campo da Feira, desde 1456, à beira rio, proporcionando uma bonita paisagem que transmite paz e sossego.




Não é apenas o património religioso e cultural que preenche os encantos de Arcos de Valdevez, as aldeias e as paisagens naturais também são uma atracção desta localidade. Não deixamos de apreciar a Branda de Bousgalinhas, a Branda de S. Bento do Cando e os socalcos do Sistelo.


A vila do Soajo é outra das atracções de Arcos de Valdevez, que vou desenvolver num outro post.

Na freguesia de Gavieira, a caminho de Melgaço, visitamos o Santuário de Nossa Senhora da Peneda. A sua construção data de finais do século XVIII.




Acredita-se que neste local tenha existido uma pequena ermida construída para lembrar a aparição da Senhora da Peneda, cujo culto foi crescendo e motivou a construção do santuário.


Lenda da Peneda

A Senhora da Peneda terá aparecido a cinco de Agosto de 1220, a uma criança que guardava algumas cabras, a Senhora apareceu-lhe sob a forma de uma pomba branca e disse-lhe para pedir aos habitantes da Gavieira, para edificarem naquele lugar uma ermida. A pastorinha contou aos seus pais, mas estes não deram crédito à história.

No dia seguinte quando guardava as cabras no mesmo local, a Senhora voltou a aparecer, mas sob a forma da imagem que hoje existe, e mandou a criança ir ao lugar de Roussas, pedir para trazerem uma mulher entrevada há dezoito anos, de nome, Domingas Gregório, que ao chegar perto da imagem recuperou a saúde. Assim, reza a lenda!

A Gastronomia da região é tipicamente minhota, e sinónimo de apetitosa, destacando-se o tradicional cozido à Portuguesa e a vitela assada.

A cidade de Arcos de Valdevez fascinou-me pelo enlace da paisagem natural e do património cultural.

3 de abril de 2011

Soajo


Localizada em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, a vila de Soajo pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e distrito de Viana do Castelo, é uma povoação milenar, situada numa zona montanhosa de grande beleza, predominantemente rural.

A vila é caracterizada pelas suas ruas pavimentadas com lajes de granito e as casas construídas com blocos de pedra, onde a paz de espírito impera e o tempo parece ter parado, rodeada por uma natureza quase cândida.


Até há cerca de um século a povoação, que outrora chegou a ser sede de concelho, vivia em regime comunitário, baseando a sua actividade na agricultura, e com as suas próprias actividades.



A sua eira comunitária é ainda hoje um dos seus maiores atractivos, constituída por vinte e quatro espigueiros, todos em pedra e assentes num afloramento de granito, datando o mais antigo data de 1782, sendo muitos deles ainda hoje utilizados pela população.



Os espigueiros são construções graníticas de arquitectura tumular, típicas da região Norte do País, encimados por uma cruz ou pirâmide, que serviam para guardar as espigas.

No cimo da eira comunitária olhei ao redor e senti que naquele preciso momento fazia parte da história, envolvida pelos espigueiros e pela paisagem natural.



Ao percorrer a aldeia encontramos outros atractivos, como o largo onde se situa o Pelourinho que tem no seu topo uma inscrição dando as boas vindas, ou a bonita Capela, rodeados de vinhas, oliveiras e castanheiros. A arquitectura rural e popular caracteriza esta aldeia, como as Casas da Câmara e dos Enes, os variados Cruzeiros, os Fojos ou as Brandas e Inverneiras.


No que se refere à Gastronomia os seus pratos típicos são o Cabrito à moda do Soajo, o Arroz de Cabidela, o Cozido à Portuguesa, o Arroz de Sarrabulho e a Costeleta Grelhada, regados com vinhos verdes, brancos e tintos da região.

A vila do Soajo é uma pérola da natureza, onde podemos sentir a tradição e a beleza da natureza envolvente.