15 de março de 2011

Amesterdão


É difícil descrever o que é mais encantador em Amesterdão, se os seus canais, as casas coloridas construídas durante o século XVII, as suas embarcações que muitas delas são utilizadas como casas ou a liberalidade cultural. Há outros factores que também podem contribuir para o encanto desta cidade, como por exemplo, o facto de esta ser construída abaixo do nível do mar, as pessoas terem o hábito de usar sapatos de madeira, produzirem queijos divinos e trabalharem em moinhos de vento.

Devido à profusão de canais Amsterdão é considerada a Veneza do Norte.




Visitamos Amesterdão em pleno mês de Janeiro, um mês frio, mas considero que tenha sido uma boa opção, porque adoro viajar de gorro, cachecol e casacão, e na cidade encontramos temperaturas negativas, que nos permitiram vivenciar o verdadeiro clima dos Países Baixos. Ficamos hospedados num hotel mesmo em frente a uma canal e muito perto do coração da cidade, o que nos permitiu estar todas as noites envolvidos no clima agitado da noite de Amesterdão.

No mesmo dia que chegamos a Amesterdão fomos visitar a Red Light District. Embrenhamo-nos pelas ruelas dos bairros e ficamos muito atentos à espera que nos aparecessem as famosas montras. Tal foi a surpresa, quando entramos numa rua com patinhos a passearem sobre o canal e olhámos para o lado e deparamo-nos com as montras, mesmo na face dos passeios. Fiquei surpreendida, porque idealizava uma só rua como sendo uma avenida larga, onde as “meninas” se apresentavam com vestidos muito provocantes. Na realidade são ruelas muito estreitas, em que as montras estão mesmo à face dos passeios e as “meninas” não usam vestidos, estão simplesmente quase todas “descascadas”. As montras têm luzes vermelhas e são rodeadas por sex shops, casas de sexo ao vivo e museus do Sexo. As ruas encontram-se repletas de movimentos e estão muito bem protegidas, com patrulhas que são efectuadas pelo policiamento local. Quando me deparei com este cenário só pensei “muito louca” a noite de Amesterdão.

Este local é considerado o mais antigo da cidade e está situado muito próximo da Estação Central.



As montras não podem ser fotografadas, dessa forma, no dia seguinte logo de manhazinha fomos fotografá-las, quando as “meninas” não estavam em actividade.




Outra das atracções de Amesterdão são as coffe shops, onde os turistas podem fumar algumas drogas, sendo estas liberalizadas.

No dia a seguir percorremos a cidade a pé e considero que seja a melhor forma de percorrer a cidade, porque acabamos por nos cruzar com canais e ruelas cativantes que de outra forma não conseguiríamos apreciar.

Entre os moradores a bicicleta é o meio de transporte mais utlizado, as faixas destinadas às bicicletas, demarcadas em todas as ruas, devem ser respeitadas, caso contrário quase que nos atropelam.




Para os turistas um passeio de barco pelos canais é um programa imperdível, pois permite percorrer praticamente todo coração da cidade e apreciá-la a partir de um ângulo privilegiado. O passeio é normalmente de uma hora e é guiado.



O centro de Amesterdão tem como coração a Central Station, uma estação muito ornamentada no seu exterior. Perto desta estação encontramos a igreja Sint Nicolaaskerk, uma igreja dedicada ao patrono de Amesterdão - S. Nicolau - o protector dos marinheiros. O seu interior é muito bonito e dos interiores das igrejas que visitei nesta cidade, foi o que mais apreciei.

Uma das praças principais da cidade é a praça Dam, onde podemos encontrar o Palácio Real (Koninklijk Pallais), um dos três palácios oficias dos Países Baixos, à disposição da rainha Beatriz. Visitamos o seu interior, que foi restaurado há pouco tempo e o que mais me fascinou no seu interior foi o salão principal.



Na praça Dam também se encontra a igreja Nieuwe Kerk e o Monumento Nacional. A igreja Nieuwe Kerk é um centro de exposições, onde constam as relíquias do “Século de Ouro”.

A praça Dam testemunhou vários dramas históricos e foi, por exemplo, a área de recepção para Napoleão e as suas tropas durante o ano de 1808 na reconquista da cidade.

As principais áreas comerciais da cidade estão situadas ao longo da avenida Damrak e das ruas Nieuwendijk, Kalverstraat, Leidse Straat e a praça Leidseplein.

Ao longo do trajecto pela cidade fomos encontrando Torres como a Montelbaanstoren sendo estas pontos tradicionais da cidade, e antigamente serviam como referência para os navios, na época das grandes navegações.

Um dos prédios mais importantes de Amsterdão é o Rijksmuseum, com mais de 260 salas, onde consta uma colecção fantástica de obras-primas, entre as quais diversas obras do famoso pintor Holandês Rembrandt. A colecção de obras de arte do Rijksmuseum é riquíssima e há também obras de Vermeer, Frans Haals e Jan Steen. Aconselho também a visita ao Museu de Van Gogh, e ao Stedelijk Museum com obras de Monet e Cèzanne. Também aconselho a visita ao Museu de História de Amsterdão onde se pode conhecer a interessante história desta cidade.

Outro museu que visitamos foi a casa Museu de Anne Frank. Como já tinha lido o “Diário de Anne Frank”, na adolescência e ficou bem presente na minha memória excertos dessa mesma narrativa, foi com grande emoção que visitei a casa onde Anne viveu escondida por mais de dois anos num compartimento secreto localizado nos fundos deste prédio, com a sua família, sem nunca poder sair para brincar, fazer qualquer barulho, nem sequer ser vista por ninguém. A exposição que está patenteada numa das divisões da casa retrata os horrores vividos no holocausto, aproximando-nos da realidade vivida pelos judeus.

No que se refere ao património religioso visitamos a igreja Oude Kerk, situada no centro do bairro da Red Light District, rodeada de montras. Este templo foi originalmente dedicado a São Nicolau, Patrono e Protector de Amesterdão, desde o Séc. XIV. Visitamos o interior da igreja, onde estava presente uma exposição alusiva à sexualidade e a outras questões controversas na igreja católica. Já visitei várias igrejas e diferentes países da Europa e nunca me deparei com algo do género, um templo católico acolher uma exposição daquela natureza. Só mesmo em Amesterdão!

Também visitamos a igreja Zuiderkerk, de estilo renascentista, tendo sido o primeiro local de culto protestante construído em Amesterdão. Actualmente é ocupada por serviços de urbanismo.

Outra das igrejas que visitamos foi a Lutherse Kerk, de forma redonda com um campanário no alto, situada em frente a um canal.

A igreja Westerkerk é caracterizada pela sua alta torre, considerada a mais alta de Amesterdão.

Uma das igrejas que mais gostei em Amesterdão é a Krijtberg, de estilo Neogótico, caracterizada pelos seus altos pináculos, que se vêem por toda a cidade. Na medida que está situada em frente a um canal concede a este uma beleza especial.

Visitamos também o Waag, a antiga porta das muralhas medievais, que actualmente é um restaurante e a Munttoren, que actualmente é casa da moeda e também já foi uma das portas da cidade.

Passamos pelo Museu Rembrandthmis e observamos a Scheepvaarthmis, uma torre com um relógio no cimo, perto de uma grande canal.

No meio de uma zona comercial encontramos Begijnhof, um local que proporcionou alojamento a devotas, que podiam viver de uma forma comunitária, tomando temporariamente votos religiosos. Neste espaço constam casas tipicamente Holandesas, com um belo jardim e duas capelas, tendo sido uma delas clandestina.


Percorremos a avenida Singel e encontramos os canais Egelantiensgratch e Bloemgratct, canais característicos pelo arvoredo envolvente e pelos barcos nas bermas dos canais.



E plena Holanda não podíamos deixar de visitar um mercado de flores, visitamos o Bloemenmarkt, um mercado de flores ambulante, muito colorido, com vários tipos de flores e plantas, as minhas favoritas são as Túlipas, sendo estas uma das qualidades de flores que representam a Holanda.

Perto deste mercado visitamos a praça Rembrandtplein, dedicada ao pintor Rembrandt, onde podemos observar uma estátua em homenagem ao pintor.

Sendo os moinhos uns dos ex-libris da Holanda, em plena cidade de Amesterdão encontramos o moinho Gooyer.


Ao longo dos passeios pela cidade íamo-nos cruzando com um cheirinho delicioso vindo dos típicos Goulas hkroket, que são uns croquetes compridos, com diferentes tipos de recheio, que se retiravam de umas máquinas de self-service.


Também me deliciei com as guloseimas de Croissanterie René’s.

Sendo Amesterdão uma cidade muito fria, em pleno Inverno, aconselho a tomarem um chá no Schreierstoren (antiga loja de equipamento naustico), situada mesmo em cima de um canal. Neste espaço aproveitamos para afinar os sentidos, contemplando a vista sobre o canal, saboreando o chá e ouvindo a música dos anos 80 que estava a soar.


Para uma refeição “a sério” aconselho o restaurante De Roode Leevw (perto da praça Dam), um espaço muito agradável, com decoração romântica e considero que sirvam entradas, prato principal e sobremesa muito bem confeccionas e a preços razoáveis.

Aproveitamos que estamos em Amesterdão e visitamos Zaanse Schans, uma aldeia a norte de Amesterdão (a relativamente pouco quilómetros do centro da cidade). Neste local encontramos um pouco de tudo aquilo que representa a Holanda, casas típicas Holandesas, vários moinhos de vento, fabrico de tamancos, fabrico de queijos, venda de diamantes, na medida que é em Amesterdão que se encontram as principais empresas de lapidação de diamantes e várias lojas a venderem produtos locais.

Nesta aldeia visitamos uma loja que explicava o fabrico dos típicos tamancos Holandeses. Os tamancos de madeira Holandeses (klonpen) são mais do que uma tradição. Ainda hoje são usados por muita gente no dia-a-dia, seja por hábito, ou por fazer bem à coluna e à postura, como salientam os Holandeses. Existem tamancos de várias cores e feitios e não resisti a comprar umas pantufas em forma de tamancos Holandeses.



A maior atracção de Zaanse Schans são os moinhos. Os moinhos são muito comuns em toda a Holanda e têm sido usados desde o século XIV para bombear água das terras abaixo do nível do mar, permitindo aumentar o território da Holanda com a construção de novos diques, mas também para moer trigo, cacau, no preparo da cerâmica e em muitas outras actividades do dia-a-dia. Já existiram centenas em todo o país, mas infelizmente hoje o seu número é muito menor.





Os vários moinhos estão situados perto de um lago, retratando uma paisagem merecedora de ser admirada.



Mas não são apenas os tamancos, nem os moinhos que nos fascinaram na Holanda. O queijo Holandês, como o Gouda e o Edam, são deliciosos e nesta aldeia visitamos um Museu que confeccionava queijos com várias especiarias e como adoro queijos deliciei-me com esse momento.

São vários os encantos que podemos encontrar em Amesterdão, considero uma cidade repleta de interesses que comprazem os diversos turistas que visitam a cidade.

7 de março de 2011

Macarrão El Forno



Meio pacote de Macarrão Gr

2 dentes de alho

2 cebolas

3 colheres de sopa de azeite

300 g de carne de vaca picada

Meio chouriço

Cogumelos selvagens

Polpa tomate, com pimento

Vinho branco

Meio pacote de natas

sal e pimenta

Tomilho

Orégãos

Queijo Mozarela ralado

Bechamel qb


Descasca-se e pica-se finamente os dentes de alho e as cebolas e leva-se ao lume com azeite até a cebola ficar alourada. Junta-se a polpa de tomate, com pimentos. Depois de refogar junta-se a carne picada, o chouriço picado e os cogumelos e mistura-se muito bem, manter em lume brando mexendo de vez em quando, acrescenta-se um pouco de vinho branco. Tempera-se com sal, pimenta e junta-se um pouco de tomilho.

Por fim, acrescenta-se meio pacote de natas e envolve-se a carne picada, deixando ficar no lume por mais 10 minutos.

À parte coze-se o macarrão em água, sal e um fio de azeite. O macarrão deve ficar “el dente”, pouco cozido.

Num recipiente de ir ao forno envolve-se o preparado da carne picada e os cogumelos, com o macarrão. Por fim, verte-se bechamel por cima do preparado e polvilha-se com queijo mozarela ralado e com orégãos.

Bom apetite!

6 de março de 2011

Folhado de espinafres com queijo Feta

Este fim-de-semana fiz um folhado de espinafres com queijo Feta, para recordar os sabores da gastronomia Grega. Adoro a Grécia!

Ingredientes

Massa folhada

Meio molho de espinafres

Meio queijo feta

1 gema de ovo

Manteiga (2 colheres de sopa)

Farinha qb

Leite qb

Pimenta qb

Noz-moscada qb

Estende-se a malha folhada, pica-se com um garfo e corta-se em rectângulos.

Após lavados coze-se os espinafres em água e sal.

À parte faz-se molho bechamel. Derrete-se a manteiga (2 colheres), coloca-se farinha sobre a manteiga e mexe-se para não ganhar grumos, em seguida verte-se o leite em fio e mexe-se a mistura até engrossar, tempera-se com uma pitada de sal, pimenta e noz-moscada.

Os espinafres após cozidos devem ser bem espremidos, para escorrer bem a água. Junta-se os espinafres ao molho bechamel e envolve-se bem.

Parte-se aos pedaços o queijo feta e coloca-se dentro da malha folhada, por cima cola-se os espinafres envolvidos no bechamel. Fecha-se a massa folhada e pincela-se com gema de ovo e vai ao forno a 220 graus, por 20 a 25 minutos (com o forno já bem quente).

Bom apetite!

5 de março de 2011

Bacalhau desfiado com broa



1 cuvete de bacalhau desfiado

4 batatas

Meia penca

¼ de broa

¼ de chouriço

1 cebola

1 cabeça de alho

Azeite (marinado em piri-piri)

Pimenta

Sal


Em primeiro deixa-se o bacalhau desfiado em água e vai-se mudando a água várias vezes para retirar o sal em excesso do bacalhau.

Descasca-se as batatas e corta-se em fatias (não muito grossas, nem muito finas) e leva-se as mesmas a cozer em água e sal.

Aproveita-se e coloca-se também a penca a cozer em água e sal.

À parte começa-se a preparar a broa, retirando-lhe a côdea e esmagando o miolo, até esta ficar desfeita. Numa frigideira cola-se o chouriço e o alho, bem picados e acrescenta-se azeite (marinado em piri-piri), após o alho estar aloirado, acrescenta-se a broa desfeita e acrescenta-se mais azeite e deixa-se ficar na frigideira até ficar tudo envolvido.

Num tacho, parte-se a cebola às rodelas e coloca-se alho picado e acrescenta-se azeite, quando a cebola e o alho estiverem aloirados acrescenta-se o bacalhau desfiado (retirando-lhe bem a água e espremendo-o bem), deixa-se o bacalhau refogar e acrescenta-se pimenta e se for necessário mais azeite.

Num recipiente de ir ao forno, coloca-se a batata cozida, a penca e o bacalhau de forma alternada e por fim polvilha-se com a broa com chouriço e rega-se com azeite.

Bom apetite!

3 de março de 2011

Bacalhau com Broa


2 postas de bacalhau demolhadas

6 batatas pequenas

Meia penca

¼ de broa

¼ de chouriço

1 cabeça de alho

Azeite (marinado em piri-piri)

Pimenta

Sal



Descasca-se as batatas, lava-se e reserva-se num recipiente de ir ao orno.

Coloca-se a penca a cozer em água e sal.

À parte começa-se a preparar a broa, retirando-lhe a côdea e esmagando o miolo, até esta ficar desfeita. Numa frigideira cola-se o chouriço e o alho, bem picados e acrescenta-se azeite (marinado em piri-piri), após o alho estar aloirado, acrescenta-se a broa desfeita e acrescenta-se mais azeite e deixa-se ficar na frigideira até ficar tudo envolvido.

Num recipiente de ir ao forno, coloca-se as batatas, o bacalhau (coberto com alho) e por fim polvilha-se com a broa com chouriço e rega-se com azeite. Leva-se ao forno a uma temperatura média.

Por fim serve-se as batatas e o bacalhau com broa acompanhados com penca cozida.

Bom apetite!

25 de fevereiro de 2011

Ourense

Ourense nasceu como a cidade do ouro e da água. Inclusive o seu nome se deve a esse facto já que os romanos, fundadores do local, baptizaram a área como Aquae Aurente.

Ourense é uma das cidades mais importante do interior da Galiza, sendo actualmente a sua principal atracção turística as fontes termais que atraem inúmeros visitantes à procura tanto de relaxamento quanto tratamentos medicinais através das águas ferventes ricas em minerais.

A minha visita a Ourense não foi de forma a usufruir das fontes termais, mas sim uma visita cultural, que me levou a conhecer o Centro histórico desta cidade e as suas atracções.

A maior atracção e símbolo da cidade são “As Burgas” são fontes de águas termais (a temperatura varia entre 60ºC e 67ºC) e que possuem poderes medicinais (dizem que é bom para problemas respiratórios e dermatológicos).

Na cidade encontram-se 3 fontes conhecidas como as Burgas de baixo (séc. XIX), do meio (séc. XX) e de cima (séc. XVII), além dos belos jardins floridos que se encontram perto da fonte de baixo.

Outras atracções do Centro Histórico de Ourense são a presença de diversas obras, construções e monumentos dedicados ao catolicismo - igrejas, estátuas, cruzeiros, entre outras belas representações da religiosidade do povo galego.

Merecem especial atenção a Igreja de Santa Maria com sua fachada em estilo barroco, a Igreja de Santa Eufémia, a antiga Igreja da Santíssima Trindade (séc. XII e XIII), a Igreja de Santo Domingo e a Igreja de São Francisco. Além das igrejas, existem diversos cruzeiros espalhados pela cidade com destaque para o cruzeiro barroco presente na Praça Madalena e o para o cruzeiro que fica ao lado da Igreja da Santíssima Trindade que data do século XV.

Outro local de interesse no Centro Histórico de Ourense é a Praza Mayor. Nesta praça encontramos o Ayuntamiento (Câmara Municipal) e o Museu Arqueológico.



A Catedral de Ourense (Catedral de San Martin) é a principal atracção do Centro Histórico da cidade, tendo sua construção iniciada entre os séculos XII e XIII. A Catedral é cercada por bonitos pórticos e casas fidalgas.


Esse templo possui um estilo românico de transição com elementos góticos. No seu interior, destacam-se a Capela Maior, a Capela de Santo Cristo, o Claustro Novo que abriga o Museu Catedrático e o Pórtico do Paraíso.

Ourense é uma digna representante do estilo galego com as suas ruas e casas de pedra.



A cidade também possui muitas áreas verdes tanto no seu centro como no redor. Uma das áreas mais bonitas e bem tratadas da cidade de Ourense é o Parque Barbaña. Este possui belos jardins com áreas recreativas tanto para crianças quanto para adultos.

Encontramos um outro parque que se situa ao lado do Rio Minho entre as Pontes Nova e Velha.

Próximo a Igreja da Santíssima Trindade encontramos os Jardins do Posío, este antigo Jardim Botânico conta com diversas espécies trazidas do Jardim Botânico de Madrid.

Outro parque que se encontra bem na região central de Ourense é o Parque de San Lázaro. Esse parque é o mais frequentado da cidade pois está situado numa região que conta com importantes edifícios.

Também percorremos o passeio fluvial que fica na margem direita do rio Minho e que é uma óptima escolha para uma caminhada ou simplesmente para relaxar num dos seus bancos.

Outras atracções do passeio fluvial do rio Minho são as suas belas pontes e travessias.

A mais recente e moderna delas é a Ponte do Milénio. Essa ponte é uma obra do arquitecto Álvaro Varela e o seu grande destaque se deve à passagem pedestre na qual é necessário subir em torno de 100 degraus para atingir o seu topo, que se encontra a uns 20 metros de altura e que proporciona belas vistas aérea da cidade de Ourense.

Ao contrário da modernidade da Ponte do Milénio, a Ponte Romana é um exemplo claro da passagem do Império Romano pela região. Também conhecida como Ponte Velha, da primeira ponte só foram conservadas algumas pedras que estão na base da actual ponte. No século XIII ela foi reconstruída, tomando a forma actual com seus 7 arcos pontiagudos.

O que caracteriza e diferencia esta cidade são sem dúvida alguma das suas Termas.

Nos últimos anos, Ourense tem investido bastante na infra-estrutura e na divulgação das Termas com o objectivo de tornar a cidade uma referência neste âmbito, atraindo muitos turistas, principalmente da 3ª idade.

Na cidade de Ourense explorei várias das suas atracções turísticas, mas é um destino para voltar, na medida que não usufrui dos benefícios das suas Termas.

23 de fevereiro de 2011

Ponferrada


Após a visita a Astorga dirigimo-nos a Ponferrada, optamos por seguir os caminhos montanhosos, em vez de seguir por auto-estradas. Considero que tenha sido a melhor decisão, uma vez que passamos por caminhos magníficos e paisagens esplendidas, que são impossíveis de descrever numa folha de papel.
As ruas estreitas envolvidas pelas montanhas, com os cumes repletos de neve, retratam uma imagem digna de postal. Fizemos questão de parar nas bermas da estrada para apreciarmos com tranquilidade a paisagem de “cortar a respiração”. Senti o vento na face, ouvi o som das águas no fundo das montanhas e penetrei na paisagem, tocando com as mãos nas montanhas voluptuosas e nos seus cumes de neve branca e gélida.





Alternando com paisagens naturais íamos cruzando-nos com aldeias rústicas e de aparência medieval. Percorremos inúmeras aldeias, com os seus balcões de madeira característicos e os seus telhados de lousa.






Parámos na aldeia de Compludo, e apreciamos o impressionante mosteiro construído por São Frutuoso, no século XVII e visitamos também a Ferraria que foi construída na Idade Média e ainda hoje exerce funções. Ao longo do passeio pela aldeia fui encontrando placas alusivas aos Templários.



Continuamos a nossa viagem a caminho do centro do Ponferrada, mas antes decidimos visitar a aldeia de Peñalba de Santiago. O trajecto até à aldeia foi realizado mais uma vez pelo meio da montanha e por caminhos muito estreitos, os montes com cumes de neve cada vez ficavam mais próximos e o entusiasmo crescia. Quando chegamos à aldeia deparamos com um cenário deslumbrante – a aldeia estava situada no meio das montanhas e os cumes com neve branca faziam parte do enquadramento da aldeia. Começamos a visita ainda de dia, com céu azul e terminamos quase a anoitecer. A tranquilidade da aldeia, o cheiro de lareira e a textura das casas fazia com que aprimorássemos os sentidos. Fiquei maravilhada com tal encanto e deslumbre.







Chegamos à zona histórica de Ponferrada já de noite, ficamos alojados no Hotel Aroi Bierzo Plaza, mesmo no centro do Calle histórico, em frente ao Ayuntamineto, o que permitiu que visitássemos as ruelas e os monumentos da cidade à noite.

Ponferrada é uma cidade, município e capital da comarca de El Bierzo situada na província de León e por sua vez esta na comunidade autónoma de Castilla y León.

Ainda que existam indícios de povoamentos tanto no Neolítico, nas margens do Sil, como na Idade do Ferro e na época romana, é apenas desde o século XI que a povoação se encontra documentada. No final desse século, o Bispo Osmundo ordena a construção de uma ponte, no ano 1082, para os peregrinos do Caminho de Santiago, devido à difícil travessia do Rio Sil. Tendo sido reforçada com ferro, daí virá o nome que será dado à povoação que cresce em seu redor, nas margens do rio Sil.

Ponferrada foi  inicialmente dirigida pelos Templários, que se encarregavam da defesa do Caminho de Santiago.

Jantamos no Restaurante La Violeta, uma refeição deliciosa, desde as entradas à sobremesa.

No dia a seguir visitamos a zona histórica de Ponferrada, começando pela praça do Ayuntamiento, de design barroco e pela torre do relógio, uma vez que se situavam a passos do hotel onde estávamos hospedados.

A torre do relógio dá acesso a uma rua com Museus e com casas típicas, caracterizadas pelos seus balcões.



Em seguida visitamos a Basílica de Nuestra Señora de la Encina, uma igreja do século XVI com influências góticas e renascentistas. Perto do Castelo dos Templário também visitamos a igreja San Andrés.

O Castelo dos Templários foi construído originalmente pelos romanos e depois reconstruído pelos Templários. Considero um Castelo muito bobito, mas idealizava a sua localização no cimo de uma colina, isolado da povoação e este está situado mesmo na zona histórica, à face de uma estrada.




Após visitarmos a zona histórica de Ponferrada dirigimo-nos para Las Médulas, que ficam a 24 Km da cidade.

A caminho de Las Médulas fomos parando para apreciarmos as aldeias e paisagens que nos cruzávamos. Ao longo do caminho fomos encontrando árvores esculpidas, formando estátuas de madeira, eram fantásticas e algumas alusivas aos templários.



Alguns quilómetros depois, montanha acima, chega-se finalmente a Las Médulas, mais especificamente ao Miradouro de Orellán.

Las Médulas são os restos de uma exploração mineira de ouro da época romana, nas imediações do povoado de mesmo nome. Os grandes trabalhos de engenharia realizados para a exploração do minério provocaram uma grande destruição do meio ambiente, mas teve como resultado uma paisagem grandiosa e espectacular de rochas avermelhadas, perfeitamente integradas com a vegetação de castanheiros e carvalhos. Foi declarado Património da Humanidade da UNESCO em 1997.

Antes de subirmos ao Miradouro de Orellán fomos visitar a aldeia de Las Médulas e a sua igreja. Esta é uma aldeia muito aconchegante, envolvidas pela paisagem de rochas avermelhadas integradas na vegetação.




Chegados ao Miradouro de Orellán andamos 500 metros a pé e apreciamos a bela vista, não há foto que retrate a beleza da paisagem.


No fim desta viagem à província de León conclui que “É bom viver”, como diria o amigo João. Esta vai ser sem dúvida uma viagem a recordar!

20 de fevereiro de 2011

Astorga


Astorga fica situada a apenas 48 km de León, esta é a segunda maior cidade da província com um esplendido património histórico e monumental.

Astorga teve grande importância durante a ocupação romana e conservou a sua influência durante a Idade Média graças ao facto de a rota francesa do Caminho de Santiago e a Rota da Prata (Via de la Plata) convergirem em Astorga.

Visitei Astorga no dia a seguir de ter visitado o centro histórico de León. Antes de entrar nas muralhas fiquei encantada com a vista para os monumentos que se situam dentro das muralhas. Parei e contemplei a paisagem sentido que estava num local encantado, daqueles que se assiste nos filmes. As muralhas altas e imponentes, junto com a Catedral e o Palácio de Gaudi reflectem um cenário mágico.




Após entrar nas muralhas dirigimo-nos ao Palácio de Episcopal, um edifício projectado pelo arquitecto Antoni Gaudí, ao estilo do modernismo catalão. Construído em granito cinzento, o edifício tem uma fachada que apresenta quatro torres cilíndricas, e está rodeada por um fosso. O edifício nunca foi utilizado para o fim para o qual foi construído e é hoje sede do Museu dos Caminhos (de Santiago).



Como todas as obras de Gaudi este Palácio é deslumbrante, remetendo o nosso imaginário para um conto de Fadas.

Perto do Palácio situa-se a Catedral de Santa Maria, que começou a sua construção no século XV e terminou no século XVIII, por isso tem uma mistura do estilo barroco, renascentista e estilo gótico. É uma catedral esplêndida, com pormenores fantásticos, que nos obrigam a observá-los vezes sem conta.






Dentro das muralhas percorremos as ruas do centro histórico e fomos nos cruzando com outros monumentos e igrejas, visitamos a igreja Santa Marta e a San Bartolomé, esta última é uma imponente igreja com vários estilos, devido ao facto de ter sido reconstruída e reformada várias vezes.



No fim da rua onde se encontra a Igreja San Bartolomé situa-se um dos muitos monumentos romanos espalhados pela cidade, encontra-se protegido por uma cobertura onde se situam os restos de uma villa a Domus do Urso e dos Pássaros, nome que advém dos belíssimos mosaicos que ainda se podem ver no local.

Na Plaza Mayor encontramos um belo edifício barroco do séc. XVII – o Ayuntamiento. Na minha opinião é o Ayuntamiento mais encantador que já visitei.


A finalizar a visita dentro das muralhas da cidade visitei o Seminário Diocesano, construído no século XVII, que contém um claustro, projectado pelo Gaudí e visitei o Convento e Igreja San Francisco.

 Hoje Astorga é considerada a capital do Maragatos, na área de León, e é particularmente famosa pelas suas Cocido de Maragato e pelos doces – Mantecadas.

A visita a Astorga foi fascinante deixei-me levar pelos fascínios dos monumentos e desfrutei de um belo dia nesta cidade de encantar.

Em Astorga não visitei apenas a zona histórica dentro das muralhas, mas visitei também uma das suas aldeias - Castrillo de los Polvazares. Uma pequena aldeia com apenas 80 habitantes, onde as casas e ruelas estão tão bem preservadas que nos remetem a séculos passados. A sua igreja medieval é outro dos monumentos da aldeia que é fascinante.





Esta aldeia calma, pacata e deslumbrante preencheu-me o espírito de entusiasmo e de motivação para continuar a viagem pela província de León.