19 de fevereiro de 2011

Guimarães


Visitei a cidade de Guimarães, situada no Distrito de Braga, uns dias após ter regressado de uma viagem pela Europa. Ao mesmo tempo que percorria as ruas do centro histórico, olhava à volta e reflectia sobre o belo património que possuímos em Portugal e sobre os motivos que levam tanta gente a viajar para o estrangeiro, não usufruindo dos belos recantos do seu país. Por pequenos instantes senti que era uma dessas pessoas, que viajava mais pela Europa, e que não contemplava tudo aquilo que o nosso país tem para nos presentear. Neste preciso momento sinto que já conheço uma pequena parte do nosso Portugal que me permite afirmar que conheço melhor o meu país que muitas cidades da Europa, ao contrário de muitos portugueses, que só conhecem a cidade onde nasceram e as únicas viagens que realizaram foi ao estrangeiro.

Não foi fortuitamente que senti necessidade de fazer estas reflexões a percorrer o centro histórico desta cidade, fi-lo porque olhei ao meu redor e senti que estava na cidade de serviu de berço ao nascimento de Portugal. O seu centro histórico está exemplarmente preservado, sendo este classificado como Património Mundial, pela Unesco.

D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, escolheu esta antiga cidade romana como capital do Reino de Portugal após a sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Conhecida como “Berço da Nação”, Guimarães é um local fascinante para visitar, com o seu imponente castelo e o centro histórico medieval.



Esta cativante cidade histórica é um labirinto de vielas rodeadas por casas antigas que conduzem à bela praça principal, o Largo da Oliveira, e ao antigo Palácio Ducal.

O Largo da Oliveira, durante séculos, foi o coração do burgo vimaranense (de reis e nobres). São vários os monumentos que enquadram este recatado Largo, entre eles temos a igreja de Nossa Senhora da Oliveira que está assente sobre fundações de um primitivo mosteiro, do século IX. A Condessa de Mumadona fundou este Mosteiro, dedicado a Santa Maria de Guimarães, foi reconstruído pelo Conde D. Henrique e foi instituído em Colegiada pelo primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques. Foi restaurada no reinado de D. João I para comemorar a sua vitória na Batalha de Aljubarrota, em 1385. É famosa pela torre em ornamentado estilo Manuelino.
No interior, a igreja é de três naves, separadas por três arcos de volta quebrada de cada lado, com restos de pinturas, quinhentistas talvez, a ouro. O altar e a decoração são neo-clássicos, mas ali se guarda o famoso sacrário indo-português, de prata.




Em frente a esta igreja encontra-se o Padrão do Salado, alpendre gótico erguido no reinado de D. Afonso IV para comemorar a Batalha do Salado, em 1340. Este monumento é único no país pela sua forma e arquitectura.

É um dos meus monumentos favorito na cidade, a primeira vez que o presenciei não consegui parar de comtemplar os seus pormenores, que são característicos do meu estilo favorito – Gótico.






Neste largo também se encontra os antigos Paços do Concelho. A sua construção em arcos teve início no reinado de D. João I, século XIV tendo sido remodelada no século XVII. De destacar a escultura do século XIX de grandes dimensões que se encontra no centro da fachada principal, uma representação proveniente do antigo edifício da alfândega e que segundo a tradição simbolizaria o duplo contributo dos vimaranenses nas conquistas em África. Actualmente, nos Paços do Concelho funciona o Museu de Arte Primitiva Moderna.



Passando os claustros dos Paços do Conselho, chegamos à Praça de Santiago. Aqui, é indispensável uma paragem numa das esplanadas, para se saborear uma bebida ou até uma refeição. Aconselho a desfrutarem de um bom momento neste espaço, relaxarem e sentirem o ambiente histórico envolvente.

Em seguida embrenhei pelas ruelas do centro histórico e passei pela Rua Santa Maria, uma rua de origem medieval, que liga a praça da Oliveira ao Largo do Carmo. Foi durante séculos a rua mais importante de Guimarães e onde morava parte da sua elite.




O ex-libris da cidade é o imponente Castelo, que já tive oportunidade de falar do mesmo no post “7 Maravilhas de Portugal”, na medida que este foi classificado como uma das 7 Maravilhas de Portugal. Segundo a lenda, o primeiro rei de Portugal nasceu aqui. Os visitantes podem caminhar ao longo das muralhas do castelo e visitar a pequena capela românica de São Miguel, de acordo com a tradição, D. Afonso Henriques terá sido aqui baptizado.





Perto do Castelo encontra-se os Paços dos Duques de Bragança. Construído no século XV pelo primeiro Duque de Bragança, este edifício acabou por ser abandonado e cair em ruína, tendo sido restaurado durante a ditadura de Salazar. O museu e as salas principais abrigam belas peças de mobiliário renascentista, soberbas tapeçarias flamengas e tapetes persas. O Palácio está classificado como monumento nacional e é actualmente um serviço independente do Instituto Português do Património Arquitectónico.









Como cidade história Guimarães ainda tem vestígios das suas muralhas que envolviam a urbe vimaranense nos reinados de D. Dinis e D. João I. Alguns historiadores remetem as origens destas muralhas para o século X.




Foram várias as igrejas que me cruzei na cidade de Guimarães, entre elas a igreja da Consolação e Santos Passos, este imponente templo é rematado por duas torres acrescentadas em meados do séc. XIX, por um arquitecto do Porto. São também dessa época a escadaria e a balaustrada.





A igreja de São Pedro que foi mandada construir em 1737, junto às casas da Irmandade de São Pedro, apresentando uma arquitectura simples.


A igreja da Misericórdia, a sua fachada é um dos melhores exemplos de fachadas retabulares maneiristas.



Visitei também outras igrejas como a igreja de S. Francisco, a igreja de S. Domingos, a igreja das Domínicas e o Convento Santa Marinha da Costa, sendo este último actualmente uma pousada.

Mais afastado do Centro da cidade temos o Santuário da Penha, situado no Monte da Penha, este santuário é uma obra construída quase toda ela em granito da região, com o objectivo de esta se integrar no ambiente que a rodeia. As suas linhas, modernas para altura, não seguem as formas tradicionais, sendo sempre linhas rectas, estando integrada no estilo "Art Deco" da década de 30.




O Monte da Penha oferece aos visitantes umas belas vistas panorâmicas sobre Guimarães. Para aí chegar, pode ir de teleférico, que proporciona não só uma cómoda alternativa aos transportes rodoviários como oferece uma bonita vista aérea da cidade.

A nível de Museus a cidade de Guimarães tem dois grandes Museus. O Museu de Alberto Sampaio que preserva uma das mais valiosas colecções de arte sacra, azulejos, prataria e escultura do país. São de particular interesse a túnica em cota de malha supostamente usada pelo Rei D. João I na Batalha de Aljubarrota e um tríptico em prata representando a Visitação, a Anunciação e o Nascimento de Cristo. E o Museu Martins Sarmento que é um dos mais antigos e mais importantes museus arqueológicos portugueses. Foi instituído em 1885, com o espólio desenterrado por Martins Sarmento nas prospecções que realizou na Citânia de Briteiros, no Castro de Sabroso e em inúmeros sítios arqueológicos do Noroeste de Portugal. Ao longo do tempo, foi enriquecido com os achados de escavações que promoveu e com diversos legados, possuindo hoje um acervo ímpar no contexto da Cultura Castreja do noroeste peninsular. Para além das colecções de arqueologia, o Museu possui importantes colecções de etnografia, numismática e arte contemporânea. A sede deste museu ocupa o claustro gótico e o jardim do extinto Convento de S. Domingos.




Fora do centro de Guimarães visitei o Santuário de são Torcato, em finais do séc. XIX foi iniciada a sua construção, um edifício em granito, com elementos de inspiração gótica, românica e clássica.
No interior da Igreja encontra-se o corpo incorrupto de S. Torcato, um dos primeiros evangelizadores da Península Ibérica no séc. VIII. 




No que se refere à gastronomia temos como pratos típicos o cabrito assado, os rojões, o arroz de “pica no chão”, sopa de nabos, entre outros pratos. 

De forma a desfrutarmos das iguarias locais, jantamos no restaurante “Histórico by Papa Boa”, aconselho este restaurante, tem um ambiente muito agradável e a comida é deliciosa. 

Guimarães irá ser a Capital Europeia da Cultura em 2012, celebrando o evento com uma grande variedade de espectáculos, eventos e exposições.

Aquando da vossa visita a esta cidade histórica apurem os sentidos, de forma a desfrutarem dos encantos que esta nos obsequeia.


18 de fevereiro de 2011

Elvas


Elvas é uma das principais cidades Alentejanas, sede de município, situada bem próxima da fronteira com Espanha, e desde cedo um importante bastião estratégico, construída dentro de muralhas em forma de estrela.

Quando visitei o interior alentejano, não poderia deixar de visitar esta cidade amuralhada, possuidora de um património riquíssimo, contando mesmo com um imenso espólio de monumentos megalíticos, bem como um bom acervo arqueológico da época pré e romana.

Da época medieval são de realçar o bonito Castelo do século XIII de Elvas, a Igreja de São Domingos ou a Igreja de São Pedro do século XII.


Entrei na cidade pela Porta de Olivença, que faz parte da muralha seiscentista.


O monumento mais vistoso da cidade é, talvez, o grande Aqueduto da Amoreira, cuja construção se iniciou em 1498 e foi concluído em 1622, com uma extensão de cerca 7.800 metros, com um total de 843 arcos, chegando alguns a atingir mais de 30 metros. Do mesmo arquitecto do Aqueduto é a bonita Igreja de Nossa Senhora da Assunção, antiga Sé de Elvas, obra do século XVI.


Não deixei de tomar uma bebida nas esplanadas da Praça da República que é o centro histórico elvense. Nela se encontram a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé), casas apalaçadas com vários séculos de existência. Quando foi elevada a cidade no reinado de D. Manuel I, muitas obras se efectuaram, levando a cidade a sede de bispado e a ser considerada a quarta maior cidade do país no final do séc. XVI.




Ao percorrer o centro histórico de Elvas dirigi-me ao largo do Pelourinho e deparei-me com o Arco do Dr. Santa Clara ou Arco de Tempre, situado junto à porta da antiga muralha Árabe.
Este arco é da intervenção do período da arquitectura Romântica do Séc. XIX, construido pelo Dr. Santa Clara importante eurodito da época. Inicialmente chamou-se a este arco Porta do Tempre, em referência a um combate de cavaleiros da Ordem do Templo contra os Mouros, tendo rompido a muralha por este lado.
Este local é o meu favorito de Elvas, porque considero que a junção da antiga porta da muralha, com o arco, a cor das casas envolventes (branco e amarelo) e o pelourinho situado no largo reflectem uma imagem representativa de Elvas.



Para além destes monumentos também visitei a Igreja das Domínicas, da Nossa Senhora da Nazaré, da Conceição, ou a da Ordem Terceira de São Francisco, todos este monumentos dentro das muralhas.

                                                                Igreja Nossa Senhora da Nazaré

Fora das muralhas visitei os fortes de Santa Luzia e o da Graça. O Forte Santa Luzia está situado na parte sul da praça de Elvas, a cerca de 400 metros da Porta de Olivença onde existia uma ermida de Santa Luzia. Começou a ser construído em 1641 e foi concluído em 1687. O forte forma um quadrado de 150 metros e é constituído por diversos baluartes, revelins, coroas e outras obras militares. Tal como o Forte da Graça e os restantes fortins o forte fazia parte da estrutura defensiva da cidade.





A Gastronomia Alentejana encontra-se bem representada em Elvas, destacando-se as sopas de pão, diversas especialidades de carne de porco e borrego, vários tipos de enchidos e as famosas azeitonas e ameixas de Elvas.

Elvas é uma cidade com várias atracções, as que mais me encantam são as cores das casas, as portas da muralha, as ruelas com arcos e a gastronomia.

Alandroal

Alandroal é uma vila alentejana pertencente ao Distrito de Évora.
A caminho de Elvas visitei esta pacata vila, que se ergue a 341 metros de altitude, em pleno Alentejo.
A vila de Alandroal deve o topónimo à existência no local de numerosas matas de alandros.
Na vila da Alandroal podemos encontrar pequenos largos, casas típicas, arcos sobre as ruas, belas portas e janelas antigas. A região é rica em vestígios medievais e luso–romanos.



No interior da vila respira-se ainda hoje um certo ambiente medieval, um misto de tranquilidade e paz, bem patente nas palmeiras e torres que se desenham por entre o casario.

A presença humana na região data de tempos bem antigos, como o comprovam diversos monumentos megalíticos que ao longo dos tempos têm sido encontrados e preservados, como o povoado fortificado de Castelo Velho, o Menir da Pedra Alçada, o Santuário Rupestre da Rocha da Mina, ou mesmo a Villa Romana de Castelinhos.

As suas ruas de casario branco foram-se desenvolvendo em volta do Castelo (séc. III), dominado pela Torre de Menagem, albergando no interior das suas muralhas a bela Igreja Matriz do século XVI.





Fora das muralhas a património arquitectónico continua a deliciar, com a bonita Fonte Monumental do século XVII e XVIII, o Pelourinho, a Igreja da Misericórdia e todo o ambiente calmo, pacato e tipicamente Alentejano que o Alandroal oferece.

A Gastronomia é também um dos pontos fortes da região, com o Pão a ser o rei da mesa, com diversos pratos como ensopado, migas, açorda ou sopas.

Os seus monumentos históricos convidam os visitantes a momentos únicos de descanso e passeio.

Terena


Terena é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal. Tem o nome alternativo de São Pedro, sendo por vezes também conhecida como São Pedro de Terena.

Após termos visitado a vila medieval de Monsaraz, dirigimo-nos a Terena. Esta bonita vila alentejana é caracterizada pelas suas ruelas estreitas e pelo seu castelo.

Pensa-se que a fundação de Terena datará de 1262, tendo sido anteriormente ocupada por outros povos, como os Mouros que aqui deixaram a sua marca.

A vila de Terena desempenhou um importante papel de defesa fronteiriça, através do seu castelo, que integrava a linha de defesa do Guadiana. No seu território desenvolveu-se desde tempos remotos o culto à Virgem Maria (possível fruto da cristianização de cultos pagãos).




As calmas ruas de Terena são caracterizadas pela bonita arquitectura Alentejana, de faixas coloridas, e do Património, como é visível no antigo Castelo da vila, no Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, na Igreja Matriz de São Pedro de fundação anterior ao século XIV, na bonita Igreja da Misericórdia (século XVI), na Capela de Santo António (erguida em 1657), nas Ermidas de São Sebastião, de Nossa Senhora da Conceição da Fonte Santa ou mesmo nas ruínas da Ermida de Santa Clara.

                                                                         Santuário Nossa Senhora da Boa Nova


Em Terena, é de destacar igualmente o Pelourinho do século XVI, a Torre do Relógio, as ruínas romanas do povoado fortificado de Endovélico e respectivo santuário, e também as ruínas do Castro de Castelo Velho.

Ao percorrer os caminhos da vila, deparei-me com o facto de a vila ser muito calma e senti que reinava a paz de espírito. 

Monsaraz

Monsaraz é uma vila que cresce sobre uma colina, protegida por um castelo da época da reconquista, no século XIV. É considerado um Património Nacional de Portugal.

Visitei a vila de Monsaraz quando fui a Évora. Quando delineie a viagem ao interior alentejano tinha nomeado várias cidades, mas não tinha considerado no roteiro a vila de Monsaraz, contudo, uma amiga aconselhou-me a visita à vila e às fortificações e considero que tenha sido a maior surpresa da viagem ao interior alentejano.


Mesmo antes de entrar na vila amuralhada, situada no cimo de uma colina, respirei fundo e apreciei a paisagem que envolve a vila, pensei “Espantoso”.




Após ter entrado na “portas da vila”, olhei ao redor e deixei que o meu imaginário recuasse até à época medieval. As casas, a calçada e os monumentos estão tão bem preservados que nos conduzem às eras transactas.

Esta é a porta mais característica de Monsaraz. É o acesso principal da Vila e a sua robusta estrutura defensiva está protegida por dois torreões semicilíndricos. O de poente, encimado pelo campanil do relógio (provavelmente construído no tempo de D. Pedro II), tem um tecto nervurado e no cimo da cúpula um sino.




Se percorrermos a vertente norte de Monsaraz partindo do sul para o norte, encontramos primeiro a porta de Évora.


Ao percorrer cada recanto da vila cruzava-me com os elementos medievais e seiscentistas.








Nas extremidades das muralhas deslumbrava-me com a paisagem, e o enlace das cores, do verde das árvores, com o castanho das planícies e o azul do rio.





Fui-me cruzando com vários monumentos igreja e capelas. Visitei a igreja Nossa Senhora da Lagoa, a igreja matriz que foi construída no séc. XVI para substituir a igreja gótica original que foi destruída por se encontrar contaminada pela peste. Esta igreja tem uma fachada simples com um painel de azulejos representando Nossa Senhora da Conceição, ladeado por duas fortes torres quadrangulares.

Também visitei os Antigos Paços da Audiência, edificado em meados do séc. XIV, durante os reinados de D. Dinis e D. Afonso IV, este edifício serviu para albergar os actos públicos da Vila de Monsaraz que até aí decorriam no adro da igreja matriz de Santa Maria do Castelo. Por volta dos sécs. XV/ XVI o edifício foi adaptado a cadeia, com a construção de um segundo piso, tendo sido parcialmente destruído aquando do terramoto de 1755.

Visitei a capela de S. José, capela barroca, situada no segundo piso com acesso através de escadaria estreita e íngreme sem corrimão, para poder servir de capela da antiga prisão que lhe fica fronteira.

Ao percorrer as ruelas também encontrei a Casa da Inquisição, de acordo com a tradição, este edifício era um local de tortura, onde os inquisidores julgavam os seus prisioneiros. Contudo, a falta de provas documentais leva a crer que provavelmente funcionava como um arquivo de processos ou uma prisão temporária antes de os prisioneiros serem enviados para Évora.

Reportando um pouco a história, esta vila medieval foi conquistada aos mouros em 1167. O seu castelo desempenhou ao longo dos séculos o papel de sentinela do Guadiana, vigiando a fronteira com Castela. A parte central do castelo é uma arena e a torre de mensagem está dividida em três andares, tendo sido o andar inferior utilizado como prisão, o andar do meio como Câmara Nobre da alcaidaria e o andar superior como arrecadação palaciana.




Fora da vila medieval e das suas fortificações encontramos a ermida de S. Bento, uma capela rural construída nos finais do séc. XVI e princípios do séc. XVII com a contribuição de vários moradores do Arrabalde da Vila.

Quando descemos da colina onde se encontra a vila medieval visitamos o Convento da Orada, este convento está ligado a D. Nuno Álvares Pereira que, de acordo com as tradições locais, rezou aqui antes de várias batalhas contra Castela.

                   

                     

A presença de mais de 150 monumentos megalíticos dá-nos o prazer de percorrermos histórias com mais de cinco mil anos. Dos vários monumentos existentes no concelho de Monsaraz visitei o Cromeleque do Xerez e a Rocha dos Namorados.



Diz a lenda que a Rocha dos namorados é considerada a pedra da fertilidade. Segundo arcaica tradição, ainda hoje existente, as raparigas solteiras, cumprindo um rito pagão de fertilidade, vão ali, pela Segunda-Feira de Páscoa, lançar uma pedra para cima do menir e consultá-lo relativamente ao seu casamento. Cada lançamento falhado representa um ano de espera. É um raro exemplo de idolatria que comprova uma evidente continuidade dos cultos relacionados com a fecundidade, aos quais, em tempos históricos, aparecem muitas vezes associados antas, menires ou simples pedras como esta.



Para finalizar a visita a Monsaraz decidimos almoçar na esplanada do restaurante mesmo na entrada da vila, do lado direito das “Postas da Vila”, onde saboreamos um delicioso porco preto com as típicas migas, ao som de “Vays com dios” e a contemplar uma esplêndida paisagem.

A Vila Medieval de Monsaraz ilustra um dos mais bonitos postais turísticos de Portugal.

15 de fevereiro de 2011

Camarões Tigre com creme de espargos


2 camarões tigre
Sal
Sumo de limão,
Alho em pó
Piripiri
Margarina
Acompanhamento
3 ovos
4 espargos
Natas de cogumelos (pacote da Parmalat), qb

Uma hora antes de cozinhar os camarões tigre, dá-se um corte longitudinal nos mesmos e retira-se a “tripa”, depois tempera-se com sal e sumo de limão.
Depois de marinados, antes de os colocar no forno polvilha-se com alho em pó, piripiri e margarina e leva-se ao forno até ficarem alourados.
Como acompanhamento, coze-se 3 ovos, depois de cozidos dá-se um corte longitudinal a 2 ovos e retira-se as gemas. Coze-se à parte 4 espargos (2 deles para enfeitar os pratos) e depois de cozidos são triturados 2 espargos (com varinha mágica) junto com as 2 duas gemas e um ovo inteiro, para amaciar o preparado junta-se um fio de natas de cogumelos. Recheia-se os ovos com esse preparado e serve-se com os camarões tigres. Para enfeitar o prato pode utilizar os espargos cozidos que reservou para este efeito.
Bom apetite!