10 de fevereiro de 2011

7 Maravilhas de Portugal

O facto de viajar pelo estrangeiro, não implica que não viaje por Portugal e que não me dedique a descobrir os encantos do nosso país. São vários os fins-de-semana que desfruto a passear e a contemplar a beleza das paisagens, monumentos, praias, recantos, ruas, entre outras atracções de Portugal. Neste espaço vou ter a oportunidade de divulgar os encantos de Portugal e vou começar pelas eleitas sete maravilhas de Portugal.
A escolha das sete maravilhas de Portugal foi baseada em 793 monumentos nacionais classificados pelo IPPAR, à qual foi feita uma primeira selecção, da qual resultou uma lista de setenta e sete monumentos. Seguidamente foi feita uma nova escolha, onde saíram os vinte e um monumentos finalistas.
No dia 7 de Julho de 2007 foi feita a divulgação das Sete Maravilhas de Portugal (eleitas pela público Português através de Internet, sms e telefone), onde constam os 7 monumentos mais relevantes do património Português.
As eleitas 7 maravilhas de Portugal são as seguintes: Castelo de Guimarães, Castelo de Óbidos, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio Nacional da Pena e Torre de Belém.
Na minha opinião, o Convento de Cristo, o Castelo de Almourol e a Torre dos Clérigos deveriam constar nas 7 maravilhas de Portugal.

Castelo de Guimarães
O castelo de Guimarães está simbolicamente associado à fundação do reino de Portugal, ainda que a sua construção seja anterior e remonte à condessa Mumadona (finais do século X). Neste castelo terá nascido D. Afonso Henriques, nele resistiu, já na sua luta pela independência, ao ataque das forças do rei Afonso VII, de Leão, em 1127, e no campo de S. Mamede, nas imediações da fortaleza, derrotou, no ano seguinte, as forças de D. Teresa, sua mãe.

O castelo manteve a sua importância ao longo de vários séculos de disputas entre Portugal e Castela. Já no reinado de D. João I, em 1389, após mais um confronto com Castela, são executadas obras de reforço defensivo da cidade, que passou a designar-se Guimarães.
Estrategicamente localizado, domina o centro histórico de Guimarães, do alto de uma colina. O edifício actual é o resultado de reconstruções sucessivas a partir da segunda metade do século XIII e que culminaram nas campanhas dos Monumentos Nacionais, nos anos 40. A muralha tem oito torres ameadas delimitando um pátio, em cujo centro se eleva a torre de menagem, com 27 metros de altura.
No seu interior a parte que mais aprecio é a passagem para a Torre da Mensagem. Percorrer este castelo é caminhar pelos trilhos da história de Portugal, considero este castelo um monumento imponente, que simboliza o nascimento de Portugal.






Castelo de Óbidos

O castelo de Óbidos terá sido originariamente edificado pelos árabes, no local que já tinha sido ocupado por lusitanos, romanos e visigodos, e no contexto da expansão do território português e reconquista cristã da Península Ibérica, D. Afonso Henriques adquiriu este castelo por volta de 1148.
Classificado como Monumento Nacional, tem instalada, desde 1951, a Pousada de Óbidos, que ocupa o paço de estilo Manuelino construído no início do século XVI, e recuperado dos danos que sofreu no terramoto de 1755.
Compreendo que a classificação das 7 maravilhas de Portugal foi atribuída apenas a monumentos, caso isso não sucedesse deveria ser atribuída à vila de Óbidos uma das sete maravilhas de Portugal e não apenas o Castelo. Esta vila tem um encanto especial que nos prende em cada recanto. No que se refere ao Castelo o que mais aprecio neste é a mistura de elementos dos diferentes estilos - românico, gótico, manuelino e barroco, distribuídos por duas zonas principais do castelo.





Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça ou mais simplesmente como Mosteiro de Alcobaça, é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Foi começado em 1178 pelos monges de Cister. Está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO e como Monumento Nacional, desde 1910.
Do conjunto monástico fazem parte a Igreja com planta em cruz latina, e três claustros seguidos, de dois andares. Recentemente foi descoberta a existência de um quarto claustro que terá sido destruído aquando o grande terramoto de 1755.
De grande destaque é o Deambulatório, a Sala do Capítulo, a Sacristia, a Capela das Relíquias, o Parlatório, o Dormitório, a Sala dos Monges, o Refeitório, a Cozinha Velha e Nova, os túmulos de D. Afonso II (1185-1123) e D. Afonso III (1210-1279) e os famosos túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro, naquela que é considerada uma das mais trágicas histórias de amor de Portugal. O príncipe D. Pedro (1320-1367), casado com D. Constança Manuel, apaixona-se por uma das aias de sua mulher, a castelhana Inês de Castro. Após a morte de D. Constança, o rei assume publicamente o seu amor por D. Inês, passando a viver maritalmente com esta, nascendo desta relação três filhos. A relação foi condenada pelo pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV, condenando à morte, em 1335, D. Inês, por alegada traição ao reino.
Após subir ao trono D. Pedro I levou a cabo a missão de vingança, condenando com violência todos os culpados e envolvidos na morte da sua amada, decretando também D. Inês como rainha de Portugal.
D. Pedro ordenou a construção do seu túmulo e da sua amada, transladando os restos mortais de D. Inês para o Mosteiro de Alcobaça, constituindo hoje uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média no País.
O Rei determinou no seu testamento que, aquando a sua morte, os túmulos deveriam ser colocados de modo a que no dia do juízo final, quando os dois apaixonados ressuscitassem, se olhassem olhos nos olhos.
Hoje em dia estes túmulos são visitados por muitos apaixonados.
O que mais me fascinou nestes túmulos foi a pormenorização das figuras esculpidas nos mesmos, são verdadeiras obras de arte.
Os espaços do mosteiro que mais me fascinaram foram o refeitório, a sala dos Monges e o Claustro do silêncio (de estilo Gótico).
Este mosteiro é um monumento magnificente, cujos espaços reflectem a vida monástica
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Mosteiro da Batalha

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro da Batalha situa-se na Batalha, e foi mandado edificar por D. João I, Mestre da Avis, como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Este mosteiro dominicano foi construído ao longo de dois séculos, desde o início em 1386 até cerca de 1517, ao longo do reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos. Exemplo da arquitectura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é considerado património mundial pela UNESCO.
Sabe-se que ao projecto inicial da construção deste Mosteiro correspondem as diversas dependências monásticas como a Sala do Capítulo, o Refeitório, a Sacristia, a Igreja e o Claustro, entre outros, assemelhando-se em muito em termos estruturais este projecto do Mosteiro de Alcobaça.
De destacar, igualmente, que no Mosteiro da Batalha se encontra o mais importante núcleo de Vitrais Medievais Portugueses, visíveis na Capela-Mor e na Sala do Capítulo.
Na Capela do Fundador encontram-se os túmulos de D. João I, D. Filipa de Lencastre e de seus filhos denominados por Camões "ínclita geração". Também no mosteiro da batalha encontramos os túmulos de D. Duarte e de D. Leonor.
As capelas Imperfeitas foram mandadas construir por Dom Duarte que aí pretendia fazer um Panteão, mas não chegaram a ser concluídas.
No reinado de D. Manuel I fecharam-se as janelas das galerias do claustro e retomaram-se as obras das Capelas Imperfeitas, estruturas de rara beleza, com milhares de esculturas incrustadas e que constituem um dos exemplos mais marcantes, da arte manuelina, uma vez que o projecto que se prolongou até à década de 30 do século XVI.
Este mosteiro no meu entender é o ex-líbris do gótico em Portugal, é dos meus monumentos predilectos. A primeira vez que visitei as capelas imperfeitas fiquei deslumbrada com as suas formas sublimes e pormenorizadas, sendo estas inacabadas.









Mosteiro dos Jerónimos

Perto do local onde o Infante D. Henrique, em meados do séc. XV, mandou edificar uma igreja sobre a invocação de Sta. Maria de Belém, quis o rei D. Manuel I construir um grande Mosteiro. Para perpetuar a memória do Infante, pela sua grande devoção a Nossa Senhora e crença em S. Jerónimo, D. Manuel I decidiu fundar em 1496, o Mosteiro de Sta. Maria de Belém, em Lisboa, junto ao rio Tejo. Doado aos monges da Ordem de S. Jerónimo, é hoje vulgarmente conhecido por Mosteiro dos Jerónimos.
O Mosteiro foi acolhimento e sepultura de reis, mais tarde de poetas. Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa.
O Mosteiro dos Jerónimos foi declarado Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, a UNESCO classificou-o como "Património Cultural de toda a Humanidade".
Este é outro dos monumentos que representam um testemunho monumental da riqueza nacional, de estilo Neo-manuelino, este Mosteiro contempla elementos decorativos repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.
Os seus claustros representam a arte Manuelina, conjugando símbolos religiosos, régios e naturalistas.
O interior da igreja é majestoso, é uma das minhas igrejas de eleição, as colunas rebuscadas e o altar sublime, formam uma imagem digna de ser recordada.









Palácio Nacional da Pena

O Palácio Nacional da Pena foi uma residência de Verão da Família Real Portuguesa desde 1838 até 1910, tendo-se transformado em casa – museu a partir de 1920, passando a estar aberto ao público com a designação de Palácio Nacional da Pena.
Constitui o mais completo e notável exemplar de arquitectura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude, remonta a 1838, quando o rei consorte D. Fernando II adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete. Para dirigir as obras, chamou o Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este notável edifício. Extremamente fantasiosa, a arquitectura da Pena utiliza os "motivos" mouriscos, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos Schinkel do centro da Europa.
Uma das atracções do palácio é a janela “bow window” que recebeu na sua base, em relevo, uma figura de um ser híbrido, meio-peixe, meio-homem, saindo de uma concha com a cabeça coberta por cabelos que se transformam num tronco de videira cujos ramos são sustentados pela enigmática personagem, relembrando propositadamente o homem barbado da janela da sala do coro do Convento de Cristo de Tomar, transformado aqui num ser monstruoso de carácter quase demoníaco. Este conjunto, conhecido por pórtico do Tritão, foi programado por D. Fernando, que o desenhou como um «Pórtico allegórico da creação do mundo», e parece condensar em termos simbólicos a teoria dos «quatro elementos».
O que me fascina neste palácio é a mistura de estilos entre o neogótico, neomanuelino, neo-islâmico e neo-renascentista.
Até chegar ao palácio percorri o parque da Pena, onde me fui cruzando com jardins, lagos, fontes, grutas, pequenas casas e várias espécies de plantas. O meio envolvente do palácio reflecte um ambiente romântico e ao mesmo tempo exótico.
Nesse mesmo dia visitei toda a vila de Sintra (que vou ter oportunidade de descrever num outro post), percorrendo as suas ruas fui descobrindo todos os seus encantos nos vários Palácios, Monumentos e paisagens que podemos desfrutar nesta vila.









Torre de Belém

Construída estrategicamente na margem norte do rio Tejo, entre 1514 e 1520, para defesa da barra de Lisboa, é uma das jóias da arquitectura do reinado de D. Manuel I.
No conjunto arquitectónico podemos separar dois corpos distintos, modelos da arquitectura militar: a torre de menagem medieval e o baluarte moderno que, com dois níveis para disparo de artilharia, permitia um tiro de maior alcance, rasante e em ricochete sobre a água.
Este monumento está repleto de decoração Manuelina que simboliza o poder do rei: calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.
Com o passar do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função de defesa.
Durante os séculos que se seguiram, desempenhou funções de controlo aduaneiro, de telégrafo e até de farol.
Foi também prisão política, viu os seus armazéns transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política. Finalmente, em 1983 a UNESCO classificou-a Património Cultural de Toda a Humanidade.
O que mais aprecio na Torre de Belém é o seu enquadramento no rio Tejo e o estilo Manuelino. No seu interior podemos desfrutar da paisagem para o rio Tejo e para a outra margem do rio.







26 de janeiro de 2011

Dresden

Dresden é uma cidade da Alemanha onde podemos encontrar castelos, igrejas, colecções de tesouros, entre outras atracções, sendo considerada a Florença do Elba. É conhecida como a Florença do Elba, devido à harmonia da sua beleza natural com a sua belíssima arquitectura.




Visitei Dresden quando fui a Praga, de Praga a Dresden são cerca de 149 km, o que permitiu que alugasse carro em Praga e visitasse Dresden.

O centro histórico de Dresden, com o palácio Residenzschloss, as igrejas Frauenkirche e Hofkirche, o Zwinger e outras obras-primas da arquitectura, encantam os visitantes da cidade.

Parte da cidade foi destruída pelo bombardeio americano em Fevereiro de 1945, Dresden foi em grande parte reconstruída, mas muito do tesouro cultural ficou perdido para sempre.

Dresden foi durante séculos a capital da arte, sendo considerada uma das maiores cidades onde a arte e a cultura estavam evidentes. Muitos monumentos arquitetônicos foram totalmente perdidos para sempre em apenas 14 horas de ataque.



A igreja Frauenkirche, construída entre os anos de 1726 e 1743, é considerada o símbolo da cidade. Devido aos bombardeamentos esta igreja foi destruída e somente em 1994 foi iniciada a sua reconstrução.




O palácio Residenzschloss foi sede do governo e residência dos príncipes da Saxónia do século XXII até o ano de 1918. Durante esse longo período ele passou por diversas reformas, uma completa reconstrução em 1701, em consequência de um incêndio, e após a destruição de 1945 foi novamente reconstruído.







Ao lado do palácio Residenzschloss fica a Hofkirche, que era a igreja usada pela família real da Saxonia. Augusto, o Forte, converteu-se ao catolicismo e mandou construir esta catedral católica romana, para estabelecer um sinal da importância religiosa católica romana em Dresden.



Também visitamos a Galeria de Arte de Dresden, um belo edifício que tem como destaque um enorme anjo dourado sobre uma cúpula de vidro, situado às margens do Rio Elba.




Também visitamos o palácio Zwinger, considerado um das maiores obras-primas arquitectónicas europeias em estilo barroco, foi construído em 1710 para sediar os festejos da corte de Augusto. Hoje abriga preciosas colecções, como a de porcelana.






Além dos salões de relíquias são realizados concertos e apresentações de dança clássica no grandioso jardim interno do Zwinger.




A Ópera Semper, em estilo neo-renascentista, foi construída entre 1870 e 1878 e é mais um dos símbolos da cidade.

Fora do centro da cidade visitamos o castelo de Pillnitz que agora abriga um museu, este foi residência de verão da corte durante muitos anos. Os jardins chinês e inglês e o museu de artesanato são algumas das actuais atracções do castelo.




Aproveitamos a hora do almoço para almoçar numa das esplanadas do centro histórico da cidade, apreciando o movimento das ruelas e deliciarmo-nos com uma carne de porco grelhada e as típicas salchichas com mostarda. Para nos protegermos do frio cobrimo-nos com umas mantinhas que todas as esplanadas dispõem, com o objectivo de o cliente se manter confortável.

Considero Dresden uma cidade monumental, onde a cor dos monumentos e as suas ruelas reportam a tempos longínquos.

21 de janeiro de 2011

Praga



Conhecida como Pérola do Oriente, a cidade de Praga, capital da República Checa, é uma cidade sedutora.

Sempre tive grandes expectativas relativamente a esta cidade, quando contemplava a sua beleza através de imagens da Internet suspirava, sonhando com o dia que poderia apreciar tal fascínio. Os dias iam correndo e as imagens desta cidade submergiam o meu espírito, escolhi Praga como um destino de eleição e só alcancei a serenidade quando testemunhei o seu deslumbre.

Depois de a visitar considero que as minhas expectativas foram cumpridas e como diria o escritor Franz Kafka "Praga não deixa a gente ir embora, esta velha tem garras".

Por muito que me esforce não consigo descrever o que senti quando cheguei a Praga e me dirigi à ponte Carlos. No meio da ponte rodei o olhar, observei os monumentos que me abraçavam e automaticamente emergiu o pensamento “Estou em Praga!”, proferi em voz alta este pensamento vezes sem conta até me consciencializar que tinha concretizado mais um sonho.
Na minha opinião a ponte Carlos é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade de Praga, porque sustenta duas portas seculares nas duas extremidades, bem como várias estaturas ao longo da mesma. A ponte é pedestre e une os dois lados da cidade, é uma construção do século XIV. Durante muitos anos a única decoração da ponte foi um crucifixo, mas mais tarde as autoridades eclesiásticas decidiram orná-la também com figuras de santos católicos, o que resultou nas trinta estátuas hoje existentes, esculpidas entre 1600 e 1800. Tanto de dia, como de noite, esta ponte está sempre repleta de pessoas de várias nacionalidades. O meu ponto de partida nos dias em que estive em Praga foi sempre a ponte Carlos.








Ao longo do passeio pela cidade, em cada rua, fomos contagiados pelo ambiente à nossa volta, descobrindo um encanto novo em cada ruela.

Praga é cortada pelo rio Vltava, e em termos turísticos a cidade pode ser dividida em cinco partes. Josefov, Staré Mésto, Nové Mésto, Malá Strana e Prazský Hrad a Hradcany.

As três principais regiões de Praga, à direita do rio, são: Josefov (Bairro Judeu), Staré Mésto (cidade velha, onde se encontra o centro) e Nové Mésto (cidade nova). Na margem esquerda encontra-se Malá Strana (onde todas as construções são anteriores ao século XIX) e Prazský Hrad a Hradcany (local do castelo de Praga, onde foi fundada a cidade). Os cinco bairros são próximos, pequenos, e devem ser percorrido preferencialmente a pé.

Iniciamos a visita pela praça Starometské Námestí (praça da cidade velha), o coração de Staré Mésto e também o coração de Praga.

Caminhar pela praça da cidade velha é voltar no tempo, os prédios e monumentos integrados na praça são de estilo romanesco, barroco e gótico. As principais atracções no local são a Catedral de Nossa Senhora de Týn, a antiga Câmara Municipal, o relógio astronómico e a igreja de São Nicolau. Aconselho a subiram à torre do relógio e apreciarem a vista sobre a cidade e particularmente sobre a praça e o seus monumentos.




O relógio Radnice, de estilo Medieval, é famoso por juntar centenas de pessoas na praça para assistirem às badaladas e apreciarem os doze apóstolos saindo de uma pequena portinha situada na parte superior do relógio. A seguir a estes seguem-se figuras humanas representando a Avareza, Vaidade, Morte e o Turco. O relógio data do século XV. Em 1865 foi aditado um relógio astronómico, com os símbolos do zodíaco.

Da praça da cidade Velha segui até à Porta da Pólvora. Praga é uma cidade histórica e rica em monumentos imponente e fantásticos, um desses exemplos é a porta das Pólvora, que é uma das construções mais famosas de Praga. A sua origem é do século XXI, mas a construção que se vê hoje teve início em 1475, por ordem do rei Vladislav II. Inaugurada com o nome de Torre Nova, foi posteriormente renomeada no século XXVII como Torre de Pólvora.

Para dar continuidade ao roteiro previsto, seguimos em direcção à “cidade nova”, onde percorremos as ruas com edifícios grandiosos e atractivos.
Nesta zona encontrei a praça Václavske Námesti. Este é o coração da cidade e ao longo desta avenida encontram-se os principais hotéis da cidade, elegantes lojas e vários restaurantes. Entre as construções de destaque estão o Hotel Europa (construção de 1903 em estilo Art Nouveau), Opera Estatal (Státní Opera, principal teatro lírico da cidade), Casa Eslava (Slovanský Dúm, famoso centro cultural) e Museu Nacional (Narodni Muzeum).

Na parte sul da “cidade nova” encontramos a casa dançante, como podem verificar na imagem, um edifico fora do comum que atrai muitos turistas.

Em seguida atravessamos a ponte Carlos e caminhamos até ao Castelo de Praga. A história da cidade começou aqui, no século IX, quando o príncipe Borivoj resolveu aproveitar o lugar, no alto de uma colina, para construir uma fortificação que dominasse a região e as embarcações que transitavam pelo rio Moldava.  O Castelo de Praga é praticamente uma cidade, e no seu interior destaca-se a Catedral de São Vito. Nela, visitei a cripta real e o túmulo de S. João Nepomuceno. É uma das minhas catedrais predilectas tanto a nível exterior, como interior. No momento que fazia precisamente um ano de casada, estava dentro da catedral a contemplar a sua beleza e a pensar “Que grande privilégio estar no dia de hoje em Praga”.





Dentro do castelo de Praga segui para o Palácio Real (na verdade são três palácios sobrepostos, construídos em épocas diferentes, residência dos reis da Boémia), visitei também o Convento de S. Jorge, Palácio Lobkowicz  e a Viela Dourada (rua do século XVI).
Depois de passar uma manhã inteira no Castelo de Praga desci a rua e encontrei Mala Strana que é uma região de ruas antigas, estreitas e curvas, repleta de casas barrocas e renascentistas, igrejas, palácios e lojas diversas. Dizem que esta região é a própria essência de Praga.   Está situada aos pés do castelo de Praga. No coração de Mala Strana situa-se a praça Malastranske Namesti, cercada de lojinhas e simpáticos restaurantes.
Alguns destaques do Mala Strana são a rua Mostecká, rua Nerudova, Palácio Wallenstein, Casa e Igreja de S. Tomás, Igreja de S. Nicolau (Kostel Sv. Mikuláse), Praça de Malá Strana (Malostranské Namésti), e Jardim Ledebour (Ledeburská Zahrada). Esta é uma região pequena, assim todos estes lugares estão relativamente próximos.
Interior da Igreja S. Nicolau

Outra região muito bonita é o Parque Petrin, situado logo abaixo do Castelo de Praga. Com jardins arborizados, chalés e diversas trilhas, é a principal área verde da cidade. As suas atracções são o Labirinto de Espelhos (Zrccadlové Bludisté), a Torre de Observação (Rozhledna), e a igreja S. Miguel (de origem ucraniana). A partir do parque podemos usufrui de uma bela vista sobre a cidade.

Voltando ao outro lado do rio, visitamos o bairro - Josefov - é outra região que não se pode deixar de visitar na cidade. A sua origem vem desde a idade média, quando era habitado por duas comunidades, os judeus vindos do ocidente e aqueles originários do Império bizantino. Durante séculos foram perseguidos e foi o imperador José II, em 1784 que acabou com esta discriminação e incorporou o bairro judeu à cidade de Praga.
O bairro judeu actual tem como atracções históricas o seu cemitério (Starý Zidovský Hrbitov, fundado em 1478, com 12 mil lápides e sepulturas de até 12 camadas), Convento de Sta. Inês (Kláster Sv. Anezky, fundado em 1234 e onde hoje funciona a Galeria Nacional), a Sinagoga Staronová (construída em 1270, a mais antiga sinagoga da Europa) e muitas outras Sinagogas.




Interior da Sinagoga Espanhola

Não consigo descrever por palavras o que senti quando visitei o cemitério Judeu e uma das Sinagogas, que tinha uma exposição de objectos, desenhos de crianças, pertences, cartas e fotografias das vítimas do holocausto. A exposição reflectia a vil privação de dignidade humana, descrevendo com precisão o percurso dos judeus desde a sua captura até à sua libertação. Naquele momento revi os momentos dos filmes “A vida é Bela”, “O Pianista”, “A lista de Schindler”, onde o conceito do crime praticado pelo Homem contra o Homem está evidente. Fiquei chocada ao ver os desenhos das crianças detidas em Auschwitz, as suas malas de cartão marcadas com os seus nomes, os seus brinquedos e a representação de todo o sofrimento vivido nos campos de concentração.
Também visitei a fortaleza de Vysehrad, onde encontramos a graciosa Igreja de S. Roque, construída em 1682 e o cemitério de Olnany, onde foram enterradas as vítimas da peste que assolou a cidade em 1679 e onde está sepultado o romancista Franz Kafka.
No último dia que estive em Praga decidi realizar um passeio de barco pelo rio Vltava, foi um momento magnífico, onde apreciamos as belas vistas das margens do rio, bem como, nos deliciamos com a gastronomia Checa.



Num dos jantares decidimos escolher um restaurante com ambiente romântico e optamos por jantar num barco em cima do rio Vltava para desfrutarmos do ambiente e da paisagem. Foi um momento muito especial, porque para além do ambiente envolvente e da vista magnífica, nesse dia comemorávamos um ano de casados.

A gastronomia checa passa por carne de porco e carne de vaca. A cerveja Checa é a bebida mais habitual, mas não posso tecer comentários acerca da mesma, porque não bebo álcool.
Para finalizar, considero que Praga é uma cidade  cujos adjectivos são poucos para tentar descrever e que, sem dúvida, a Pérola do Oriente é deslumbrante.
Tenho 3 cidades Europeias no meu coração, as cidades dos 3 P’s - Porto, Paris e Praga.