8 de janeiro de 2011

Pisa

Pisa é uma cidade pequena em que a sua grande atracção é a Torre de Pisa. Quando fui a Florença aproveitei e visitei Pisa.

As grandes atracções de Pisa encontram-se no Campo dos Milagres: Torre de Pisa – campanário que abriga os sinos da igreja; Duomo – Catedral de Pisa; o Batistério – monumento complementar à catedral, e cemitério do Camposanto - cemitério que foi quase totalmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial e que inclusive guarda terra trazida da Terra Santa.


                                                                       Campo dos Milagres

A Torre de Pisa, é um campanário da catedral da cidade italiana de Pisa. Está situada atrás da catedral, e é a terceira mais antiga estrutura na praça da Catedral de Pisa (Campo dei Miracoli), depois da catedral e do baptistério.

Embora destinada a ficar na vertical, a torre começou a inclinar-se para sudeste logo após o início da construção, em 1173, devido a uma fundação mal construída e a um solo de fundação mal compactado, que permitiu à fundação ficar com assentamentos diferenciais. A torre actualmente inclina-se para o sudoeste.

                                                                             Torre de Pisa

A Catedral de Pisa, dedicada à Santa Maria Assunta, é o maior exemplo do estilo românico toscano. Faz parte do complexo arquitectónico da Piazza dei Miracoli, declarado Património da Humanidade pela UNESCO. O seu interior é belíssimo e considero um dos interiores mais sublimes.


                                                                          Catedral de Pisa

Interior da Catedral

O Batistério . de Pisa é dedicado a São João Batista. O seu estilo mostra a transição entre o Românico e o gótico

Batistério

Através da visita a Pisa constatei que a atracção da cidade não é apenas a Torre de Pisa, mas sim todos os monumentos integrados no Campo dos Milagres, considerado Património da Humanidade.


Florença


Florença é considerada a cidade do Renascimento e é considerada uma das mais belas do Mundo. Muitos génios, como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Dante Alighieri, Filippo Brunelleschi e Nicolau Maquiavel, contribuíram para sua grandeza.

Em poucos lugares do mundo estão reunidas tantas obras, trabalhos, esculturas, pinturas, frescos, executadas por alguns dos maiores génios da humanidade, como acontece em Florença. Diversos deles passaram por esta cidade, durante um mesmo período da história, e nos deixaram um legado imortal, um exemplo do melhor que a humanidade pode produzir. 
O centro histórico da cidade é classificado como Património da Humanidade, pela Unesco.
 


Fui a Florença em Maio de 2010 e ia com grande expectativa relativamente a esta cidade.
Florença tem muitos museus, dos quais o mais importante é a Galleria degli Uffizi. A cidade conta também com a Biblioteca Nacional Central, onde é possível encontrar exemplares de todos os livros publicados na Itália desde 1870.

Florença, ou Firenze, como dizem os Italianos, é banhada pelo rio Arno. Através do miradouro de Piazzale Michelangelo, apreciamos toda beleza da cidade.

Outro ponto imperdível de Florença é a Santa Croce. Esta igreja guarda 276 sepulturas de nomes imortais das artes, como Michelangelo, Ghiberti, Machiavelli, Dante e Galileo, só para citar alguns. A própria igreja tem suas capelas projetadas por Giotto, Della Robbia e Brunelleschi.
Igreja Santa Croce
Perto da igreja Santa Croce podemos encontrar a grande Sinagoga, também chamada de "Templo Principal", é considerada uma das mais belas da Europa.
Sinagoga

A Piazza della Signoria é a coração de Florença. Esta praça é dominada pela torre do Palazzo Vechio, Câmara Muncipal de Florença desde 1322, com interior decorado por Vasari. Por séculos tem sido nesta praça onde os eventos mais importantes da cidade acontecem. Ela está cercada por um grupo magnífico de esculturas, onde destacam-se o Perseu de Cellini e o Rapto das Sabinas, de Giambologna. Quando cheguei a esta praça parei para observar ao redor e verificar que estava rodeada de obras de arte.



Piazza della Signoria




O centro da cidade pouco mudou desde sua época de máximo esplendor, ou seja, o período situado entre os séculos XIII e XV. Conserva-se o traçado das antigas ruas romanas, que cruzavam o núcleo urbano.


Passear em Florença é percorrer um museu ao ar livre, com uma obra de arte em cada esquina.

A arquitetura religiosa florentina é um dos principais centros de interesse da cidade. O edifício mais antigo é o batistério de San Giovanni, em estilo romano, com planta octogonal, decorado exteriormente em mármore verde.

A catedral de Santa Maria del Fiore é de estilo gótico com influências toscanas, é revestida com mármore verde, rosa e branco, conhecida como Duomo, e que levou quase dois séculos para ser construída, é a principal e mais famosa construção da cidade, além de ser a quarta maior catedral do mundo em tamanho.



catedral de Santa Maria del Fiore

A Campanile, projetada por Giotto, constitui a torre do Duomo, uma construção à parte, bem ao lado da igreja. A terceira construção do conjunto forma o Batistério, o monumento menor um pouco à esquerda do Duomo. A função do batistério era curiosa. Como os pagãos não podiam entrar nas igrejas, nem para serem baptizados, eles precisavam ser baptizados em outro local, e para isto foi especialmente construído o Batistério. Não deixei de apreciar, na entrada, as suas portas de bronze. Conhecidas como As Portas do Paraíso, elas foram criadas entre 1424 e 1452 e representam um dos mais belos trabalhos de arte do período renascentista.

Um nome para sempre associado à história de Florença é o do poeta e escritor Dante Aligheri, eternizado principalmente graças à sua obra-prima: A Divina Comédia. No Museo Casa di Dante (Via Dante Alighieri) pode-se conhecer um pouco sobre sua vida e sua relação com a cidade. E como esquecer Leonardo da Vinci, que chegou a Florença ainda criança, em 1469, trazido por seu pai, que tendo percebido a precoce genialidade de seu filho, decidiu trazê-lo para esta cidade, na esperança que os ares iluminados da cidade dos artistas pudessem desenvolver ainda mais os dons de seu filho. O nosso guia turístico informou-nos que foi em Florença que o Leonardo da Vinci pintou a Monalisa.

Outro símbolo de Florença é o David de Michelangelo, ocupando um ponto de honra no prédio do Museo dell’Accademia, fundado em 1784 por Leopoldo de Lorena.


David de Michelangelo

A cidade conta mais de meia centena de palácios, dos quais o maior e historicamente mais importante é o palácio Pitti, que foi residência dos Medici e depois dos Lorena.

Caminhando na direcção do rio Arno encontra-se a ponte mais famosa de Florença, a Ponte Vechio, construída em 1345. Ao longo das suas duas extremidades encontram-se pequenas lojas vendendo jóias de ouro e prata.

Ponte Vechio
Margem do rio Arno

Florença é a cidade dos apaixonados, dos artistas e dos sonhadores. É uma cidade eterna, o que pode ser sentido caminhando entre as suas ruas, praças e casas.

7 de janeiro de 2011

Nice



Nice faz parte da Côte D’Azur Francesa. Fui a Nice em Maio de 2010, em plena Primavera.

Esta cidade é muito mais do que a capital da Côte D'Azur, é a quinta maior cidade francesa e encerra uma rica arquitectura, além de ser um importante pólo cultural. Reúne os ricos e famosos de todo o mundo por causa de seu clima ameno, uma vegetação subtropical e o indescritível azul de seu mar, transformaram-na na maior estância da costa mediterrânica.

 


Localizada na baía dos Anjos, entre Mónaco e Cannes e distando apenas 30km da Itália, Nice é cortada pelos rios Pail lon e Magnan, que desaguam no Mar Mediterrâneo e tem como pano de fundo os Alpes.

Com lindas paisagens, a cidade é uma das mais turísticas de França.  

 


Nice foi fundada em 350 a.C. pelos gregos, para servir de entreposto comercial. A cidade de Nizza como se chamava naquela época, pertenceu à Itália até 1860 e esta influência italiana está presente na sua arquitectura, em especial nos edifícios da cidade antiga, junto da Colina do Château, que deve o seu nome ao castelo que em tempos aí existiu. Este bairro foi em grande parte restaurado, e os seus edifícios estreitos alojam galerias de arte, lojas e restaurantes.

A cidade também conta com muitos parques, museus e monumentos. Concentra ruínas romanas do século IV a.C. e cafés instalados em edifícios dos séculos XVII e XVIII.

O seu passeio marítimo é hoje uma estrada que se estende por 5 Km ao longo do mar, ladeada por praias de cascalho e um mar de um azul incrível, mas também rodeada de lojas, praças, galerias de arte e hotéis de luxo, como o Negresco, que evidencia a prosperidade de Nice.

As suas praças de estilo veneziano estão sempre lotadas.

Na cidade visitei a Catedral Ortodoxa Russa, inaugurada em 1912.

Também visitei a Catedral de Nice.


Para além do passeio pelo “Promenade des Anglais”, e do passeio pela cidade, visitamos uma fabrica de perfumes Parfumeur Fragonard. Depois da visita à fabrica de perfumes dirigimo-nos para uma fantástica vila medieval, chamada Eze, situada no alto de uma montanha da qual se tem uma vista deslumbrante para Nice.




Adorei passear pelas ruelas de Eze, e admirar as casas de estilo medieval, é uma vila que está muito bem preservada e é um local turístico muito visitado.

 


 
Nice é um destino fantástico, onde podemos conciliar, diversão, com património cultural e paisagem natural.

Londres


Londres é uma metrópole estimulante, cujo passado colonial está bem patente no seu presente multicultural. Uma caminhada por Londres revela cabelos de todas as cores, roupas de todos os estilos, executivos de cartola e guarda-chuva no braço, soldados vestidos como no tempo de Henrique VIII, carruagens reais, indianos, árabes, tribos punks, darks entre outros.


 Já estive em Londres por duas vezes, nas quais encontrei na cidade um cenário que reflecte tradição e modernidade. Na última estadia em Londres, em Março de 2010, fiquei hospedada em Marble Arch.

Londres tem vários monumentos emblemáticos, mas o Big Ben continua a ser o ex-líbris da cidade. A torre do Big Ben há 150 anos que marca as horas da mesma forma, com as mesmas monótonas badaladas e a mesma melodia. A Westminster Bridge cruza o rio Thames. O rio, o palácio de Westminster e a torre do Big Ben formam a imagem mais conhecida desta cidade incrível, e os Ingleses gostam de dizer que este é o relógio mais fotografado do mundo.


                                                             

Perto do palácio de Westminster encontramos a Abadia de Westminster que é mundialmente famosa por guardar os despojos dos monarcas britânicos, como cenário de coroações e outros eventos. Dento das suas paredes estão alguns dos mais gloriosos exemplares da arquitectura medieval, além de túmulos e monumentos do mundo. O seu interior é fabuloso e é uma das minhas catedrais favoritas. É indescritível descrever a quanto belo é o seu interior.






Todo o passeio em Londres deve incluir a Oxford Street, o coração comercial de Londres, com lojas de todo tipo, e um movimento frenético. Não esquecendo de andar nos bus carismáticos Londrinos, de dois andares e de cor vermelha.




London Tower é uma das mais famosa atracções turísticas e histórica de Londres. Foi após a invasão e conquista da Inglaterra por William, em 1066, que foi iniciada sua construção. Com o passar do tempo, à medida que outras fortificações, torres e muralhas eram construídas em volta daquela primeira edificação, a construção central passou a ser chamada de White Tower (torre branca, ao lado) e o nome London Tower passou a ser utilizado para designar todo o castelo construído em volta da White Tower. A utilização de Torre de Londres como residência real só começou em 1216, graças ao rei Henry III. Ele decidiu construir, entre a White Tower e a margem do rio, um confortável palácio. Na época medieval, a torre passou a servir também como prisão. Lá eram mantidos desde desordeiros comuns até nobres revoltosos e perigosos inimigos políticos que ameaçavam o poder do rei. No seu interior está em exibição permanente a maior exposição de armas e armaduras medievais do mundo, bem como a exposição de jóias da coroa inglesa, com brilhantes, o maior diamante do mundo, e peças em ouro maciço imensas.

                                                                       

Em frente à London Tower, fica a Tower Bridge, a mais famosa ponte de Londres. É possível ir de elevador e subir por uma das duas torres, e visitar a exposição existente no último andar e visitar também o subsolo da ponte, onde podemos ver como funcionava o mecanismo que erguia as duas plataformas móveis para os grandes navios passarem. Contemplei a vista para a Tower Bridge e para o rio Thames durante o dia e à noite, considero que à noite os monumentos têm outro encanto.



Continuamos a caminhada pela margem sul do Thames e visitamos a Catedral de Southwark, que mantém as suas características medievais. O que mais me atraiu foi o seu interior, onde as características medievais estão evidentes.

Das várias igrejas que visitamos destaco a Catedral de Westminster, de estilo bizantino.


                                                             
Londres é repleta de excelentes museus. Começando pelo British Museum, um dos mais famosos do mundo; o Victoria & Albert Museum, onde constam tesouros, peças históricas, e exposições com objectos antigos de várias civilizações; o Natural History Museum, de história natural; e o Science Museum, dedicado a todos os ramos da ciência e tecnologia. Estes últimos três museus são quase ao lado um do outro, e merecem algum tempo para visitá-los com calma.


Na primeira viagem que fiz a Londres também visitei o incrível Museu de Cera de Madame Tussaud, onde estão figuras de cera de diversas personalidades conhecidas.



Em frente ao British Museum podemos encontrar Trafalgar Square, com as suas fontes repletas de pessoas e as suas estátuas dos leões.



As tradicionais construções feitas totalmente de tijolos são uma das marcas registadas da cidade, e podem ser vistas em todo lugar. Em certos bairros tive a nítida impressão de ter voltado no tempo e estar a passear no século XIX.
Os monumentos imponentes são caracteristica Londrina, como por exemplo, podemos observar na seguinte foto o Palácio da Justiça.



Acrescida a uma extraordinária oferta cultural, Londres tem extensos parques onde é possível fugir à agitação urbana, como por exemplo o famoso Hyde Park e o St. James Park. Ao longo dos parques podemos observar lagos, flores, plantas, animais, como podem ver na foto em anexo e descansar sobre a relva ou num banco de jardim.



The Royal Guard (Guarda Real) é o regimento mais conhecido do exército inglês, devido ao famoso traje vermelho e preto. Esta unidade é responsável pela guarda dos palácios de Buckingham, Saint James e castelo de Windsor, todas residências oficiais da família real. O melhor momento para vê-los em acção é durante a tradicional troca da guarda, evento que se tornou uma concorrida atracão turística. Ela ocorre quase todos os dias às 10:30 horas, em frente ao Palácio de Buckingham.





Não deixei de visitar Picaddily Circus, outro ponto nevrálgico da cidade, rodeado de grandes painéis coloridos por luzes néon, dezenas de lojas e muita gente reunida em torno da estátua de Eros. A poucos passos fica o conhecido shopping Trocadero Center.


Quem vai a Londres não pode deixar de tomar o chá das cinco. Esta é uma das maiores tradições britânicas, e ninguém pode passar pela capital da Inglaterra sem conhecer este ritual tão centenário e delicioso. Diversos restaurantes e hotéis da cidade servem, geralmente entre 16 e 18 horas, lanches acompanhados de tortas, bolos, doces, cremes, geléias e claro, chás de todos os tipos. Vivenciei este delicioso momento numa pastelaria situada em plena rua Nothing Hill.

Ao contrário de Paris, com sua torre Eiffel, ou New York, com seu Empire State, Londres não tinha um ponto elevado, de onde se pudesse ver toda a cidade! Com a chegada do século XXI este problema foi finalmente resolvido. Foi inaugurada, bem às margens do rio Thames, e de frente para o Big Ben, a imensa roda gigante London Eye, que fornece o visual mais fantástico de toda a cidade.

                                                                      
Uma das catedrais mais famosas da cidade é a catedral de Saint Paul, enorme e repleta de histórias, foi o local do casamento da princesa Diana.

                                                                       


Londres também é famosa pelos seus mercados. Adorei visitar o mercado Covent Garden, com o seu aglomerar de pessoas, os seus cafés e os cantores de ópera a cantarem ao vivo e a interagirem com as pessoas que tomavam tranquilamente o seu café ou chá.

Também visitei o mercado de Camden Lock , famoso pela frequência de um público variadíssimo, desde punks, darks, árabes, chineses, entre outros. Ao longo das suas ruas deparamo-nos com prédios de lojas decoradas por fora (como podem verificar na foto seguinte).




A cidade de Londres é fabulosa, porque para além das suas igrejas barrocas e construções neogóticas junta-se uma extraordinária oferta cultural, extensos parques onde é possível fugir à agitação urbana, bairros com uma marcada personalidade em ambas as margens do Tamisa e uma longa lista de mercados que fazem delícias dos amantes de compras.