13 de novembro de 2010

Braveheart


“O filme retrata a figura histórica de William Wallace, guerreiro, patriota escocês e herói medieval.
A acção situa-se em finais do século XIII, tempo em que os rebeldes escoceses lutavam contra o domínio do rei inglês Eduardo I.
Depois de, ainda criança, ter assistido à morte de seu pai às mãos do exército inglês, William é acolhido por um tio que lhe dá uma educação esmerada e erudita. Depois de percorrer o mundo, volta à sua Escócia natal e apaixona-se por uma jovem camponesa. Para escapar à deliberação real de que um senhor feudal inglês tinha direito a dormir com uma noiva no dia do seu casamento, contraem matrimónio secretamente. Contudo, a sua mulher é morta por um nobre inglês e, no decorrer da vingança, Wallace assume o comando de um pequeno exército de camponeses com o intuito de lutar pela soberania da Escócia. Chega mesmo a derrotar o poderoso exército inglês na Batalha de Stirling Bridge, mas fracassa em conseguir o apoio dos nobres líderes dos clãs escoceses mais interessados em manter as suas regalias junto da coroa inglesa.
Apesar da ajuda da Princesa Isabelle, nora do rei inglês, Wallace é traído pelos nobres escoceses e é aprisionado pelos ingleses. É torturado e executado em praça pública sem nunca renegar a legitimidade da sua luta.”

Este é um dos meus filmes favoritos. Primeiro, porque se baseia em factos verídicos e segundo pela mensagem que transmite: devemos sempre seguir os nossos princípios e lutar pelos mesmos para sermos livres. Freedom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Beringela Recheada

                                         Confeccionado por Carfil e decorado por Ricardo Araújo



2 beringelas


2 dentes de alho


2 cebolas


300 g de carne de vaca picada


Meio chouriço


2 tomates maduros


Vinho branco


sal e pimenta


Tomilho


Orégãos


3 colheres de sopa de azeite


1 pacote de bechamel


queijo mozzarela ralado


Corta-se as beringelas ao meio no sentido longitudinal, tempera-se com sal e deixa-se a escorrer com a parte cortada virada para baixo. Descasca-se e pica-se finamente os dentes de alho e as cebolas e leva-se ao lume com azeite até a cebola ficar alourada. Junta-se os tomates pelados. Depois de refogar junta-se a carne picada e o chouriço picado e mistura-se muito bem, manter em lume brando mexendo de vez em quando, acrescenta-se um pouco de vinho branco. Passa-se as beringelas por água fria corrente e escava-se a polpa sem ferir a casca. Corta-se a polpa em cubinhos e junta-se à carne. Tempera-se com sal, pimenta e junta-se um pouco de tomilho. Colocam-se as beringelas num pirex e recheiam-se com o preparado de carne. Rega-se com bechamel e polvilha-se com queijo mozzarela ralado e com orégãos. Por fim, leva-se ao forno por 20 a 30 minutos.


Bom apetite!

12 de novembro de 2010

Porter/ Surround me with your love


Quando gosto de uma música ouço-a compulsivamente. Esta é uma delas.

A Vida é Bela




Considero este filme brilhante!


Na minha opinião este é um dos filmes mais completos, em que contempla o romance, o drama e até mesmo a comédia.


A personagem de Benigni é hilariante. É comovente a forma como este pai com todo o seu amor e dedicação consegue que o seu filho não se aperceba dos horrores do holocausto e pense sempre que tudo não passa de uma brincadeira. Com um final, um pouco inesperado mas bastante genuíno, este pai consegue manter vivo o seu filho bem como todos os seus sonhos, acabando ele por sacrificar-se, morrendo de uma maneira bastante cruel.


Já vi este filme mais que uma vez e sempre que o vejo fico muito emocionada e acabo sempre por chorar, não só pelo amor fraterno evidente no filme, mas também pelos horrores vividos no holocausto retratados no filme.


Este filme é uma grande lição de vida, na medida em que mostra o quanto a vida é preciosa para não a desperdiçarmos com inutilidades ou mesquinhez.

11 de novembro de 2010

Como água para chocolate




“Este livro relata-nos a história do amor sofrido e profundo entre Pedro e Tita. Estas duas personagens ficam impedidas de concretizar o casamento por um preconceito infundado: Tita é a filha mais nova de três e não pode casar, porque na família manda a tradição que a filha mais nova se mantenha solteira e cuide da mãe até à hora da morte. A mãe oferece então a mão de Rosaura a filha mais velha a Pedro que acaba por se casar com ela para ficar perto do seu amor: Tita. Esta durante o seu infortúnio conta com a criada índia (Nacha) que lhe vai soprando aos ouvidos receitas e conselhos na vida e na morte. Laura Esquivel pinta este livro com as cores desse México longínquo impregnando-o de cheiros e sabores. Tita constrói e solidifica a sua relação com Pedro através de receitas típicas, rústicas e às vezes invulgares e requintadas. As receitas, uma para cada mês, e o desejo, o desespero, o choro e a alegria, com que as faz são a sua maneira de se revelar e de comunicar os seus sentimentos ao seu amor. Laura Esquivél revela neste livro uma nova forma de sentir e descrever o erotismo. O livro é extremamente erótico tal como a relação entre os dois protagonistas embora subtil por ser um amor proibido. Esta história é também um brinde ao amor que acredita, que ultrapassa tudo, que aceita e que sabe o que é importante e verdadeiro. “


Este é um dos meus livros favoritos. É simplesmente delicioso!
Li-o em 2002 depois de terminar a faculdade e ter decidido dar um tempo às “bíblias” do meu curso e tentar mergulhar em outro estilo de leituras.
Depois deste li todos os livros escritos pela autora Laura Esquível, posteriormente neste blog vou ter oportunidade de comentar esses livros. Adoro a forma criativa, entusiasta, envolvente e apaixonada com que a autora escreve os seus livros.
Neste romance, cada capítulo é aberto com uma deleitosa receita culinária. É fascinante a forma como a autora relaciona as receitas com as emoções. As emoções de Tita são conduzidas para a sua receita culinária, proporcionado às pessoas que provam a sua receita vivenciar as mesmas emoções. Tita comunica através da culinária, confeccionado receitas emocionais.
Sou suspeita de adorar este livro, porque também adoro culinária e considero que cozinhar é uma arte e como todas as formas de arte comunicam e expressam emoções, sentimentos, pensamentos muitas vezes reprimidos, acredito que através da culinária podemos seduzir, encantar e nos apaixonar.

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

"A infância de Amélie não foi das melhores; o seu pai nunca se aproximou muito dela e só chegava perto dela para fazer exames (já que ele era médico); o seu peixinho tentava várias vezes o suicídio; e a sua mãe teve uma morte trágica e estranha, na porta da Notre Dame. Morando em Montmartre, um bairro de Paris, Amélie encontra no seu novo apartamento uma caixa que contém objectos pessoais e a sua conclusão leva-a a acreditar que essa caixa é do ex-morador do local. Amélie vai então à procura do suposto dono daquela caixa. Quando ela o encontra e observa a felicidade do homem ao rever os seus pertences recuperados, algo muda em Amélie. Ela vê agora um novo sentido de vida. A partir desse momento ela passa a fazer sempre o máximo para ajudar as pessoas; seja encontrando coisas pessoais; ocultando algumas coisas; juntando casais; e outras situações. Mas falta algo na sua vida: um grande amor. Que acabou por surgir em um dos seus feitos. Depois de ver a felicidades de todos, ela luta pela sua."

Considero que este é um filme fabuloso, cativante, delicioso e apaixonante. Desde a história do filme, às imagens passadas em Montmartre, que eu tanto adoro (amo Paris), e à voluptuosa banda sonora, que a ouço compulsivamente.
Qualquer pessoa  se pode identificar com algumas das personagens, porque o autor do filme teve o cuidado de dar enfoque em muitas partes do filme aos pequenos detalhes, os pequenos acontecimentos que ocorrem todos os dias na vida de cada um. Eu pessoalmente identifico-me com a Amélie, a menina solitária, insegura, que quando adulta dedica parte do seu tempo a ajudar os outros e que acaba por ajudar-se a ela mesma, sentindo-se concretizada com os seus feitos. Acabando por descobrir nela uma pessoa forte, justa, lutadora e apaixonada.
Neste filme vemos amor, paixão, timidez, medo, delírio, ódio e tudo que sentimos na vida real. Este filme fala-nos de sentimentos, dúvidas, e desejos. Principalmente, do desejo de ver as pessoas felizes, mesmo que para isso, tenha que interferir no destino delas, até das desconhecidas. Amélie quer fazer o bem. Uma rara preocupação hoje em dia.
Já vi o filme mais que uma vez e sempre que o vejo, fico com um sorriso no rosto. As imagens associadas às músicas (da banda sonora) reportam-me para momentos serenos de reflexão. No final do filme chego sempre à conclusão que a vida é bela.

9 de novembro de 2010

O Principezinho



... Julgava-me muito rico por ter uma flor única no mundo e, afinal só tenho uma rosa vulgar...
Foi então que apareceu uma raposa.
- Olá, bom dia! disse a raposa.
- Olá, bom dia! - Respondeu delicadamente o principezinho...
-Anda brincar comigo - pediu o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...
Andas à procura de galinhas? (diz a raposa)
Não... Ando á procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?
... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
Laços?
Sim, laços - disse a raposa. - ... 
Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...
(raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona...
Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.
Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...
- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
E o que é preciso fazer? - Perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto...
Se vieres sempre às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz...
Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...
... Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. 
O principezinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês...
... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntar, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para ao pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.
Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...

Antoine De Saint-Exupery  "O Principezinho"

 
Este livro está direccionado para a leitura infantil, mas na minha opinião todos os adultos o deveriam ler, de forma a deixarem de ser tão calculistas e racionais. Como Antoine de Saint-Exupery  refere Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...”.

Uma das partes mais interessantes do livro é quando a raposa diz ao Principezinho para este a cativar. Lamento que hoje em dia as pessoas não se dediquem a cativar, a encantar os que as rodeiam, dando prioridade a elas mesmas e aos seus afazeres.  

6 de novembro de 2010

Banda Sonora filme "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain".


Esta música faz parte da banda sonora do filme “Le fabuleux destin d'Amélie Poulain”.
Adoro este filme e a sua banda sonora. Esta música conduz-me para uma introspecção, e para as recordações dos momentos mais significativos da minha vida. Ouço-a vezes sem conta!!!!!!!!!!!!!

3 de novembro de 2010

Viva a Vida!

"Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei para proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.

2 de novembro de 2010

"Comer, Orar e Amar"



Um dos meus gostos e prazeres é a leitura, ao longo deste blog vou ter a oportunidade de partilhar alguns dos livros que considerei interessantes e até favoritos.
Vou começar pelo último livro que li, “Comer, Orar e Amar”.
Este livro está relacionado com o autoconhecimento, com a descoberta de si mesma, e com a procura da estabilidade e do equilíbrio. A história retrata uma mulher trintona recém divorciada que decide encontrar-se a si mesma e para isso delineia uma viagem de um ano por três países: Itália, Índia e Indonésia. Em Itália encontra um dos maiores prazeres da vida que é comer, na Índia encontra o autoconhecimento através da oração e na Indonésia encontra o equilíbrio através do amor.
Este livro transmite o quanto é importante conhecermos-nos a nós mesmos para atingirmos a plenitude do equilíbrio. No final do livro a autora dá enfoque que o nosso destino está nas nossas mãos, somos nós que o traçamos.  
Aconselho a leitura deste livro, essencialmente pela mensagem e pela escrita da autora, que consegue através do humor e da simplicidade transmitir as suas mensagens.