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20 de junho de 2013

Cáceres

Cáceres é uma cidade de Espanha situada na comunidade autónoma da Estremadura.

A presença humana no território que hoje em dia corresponde à cidade de Cáceres remonta à Pré-história. Na zona de Calerizo existem várias escavações onde foram encontradas pinturas de mãos humanas com a particularidade de ter o dedo mindinho amputado.

No século XII, devido ao avanço dos cristãos, a cidade foi fortificada com uma muralha de adobe. Esta não serviu de muito pois o rei Afonso IX, monarca do Reino de Leão, tomou a cidade anos depois em 1229, no dia de São Jorge, que desde então é o padroeiro da cidade.

A partir desse momento, Cáceres começa a transformar-se, construindo igrejas no lugar das mesquitas e palácios cristãos sobre os palácios muçulmanos. Com algumas modificações desde o século XVIII, a cidade chega aos nossos dias quase sem alterações, sendo uma das cidades monumentais mais bem conservadas do Mundo.

A cidade de Cáceres foi considerada o terceiro Conjunto Monumental Europeu em 1968 e Património da Humanidade pela UNESCO em 1986.

Muitos palácios foram construídos por famílias de aristocratas e recheados com tesouros e riquezas vindos do outro lado do Atlântico. Em Cáceres espera-nos um dos conjuntos artístico-monumentais mais impressionantes e melhor conservados da Península. 













Para se conhecer a cidade, existem duas zonas que podem servir de partida: a praça de San Mateo e a praça de Santa Maria. Na primeira a igreja de San Mateo, construída sobre uma mesquita árabe, entre os séculos XIV e XVIII, com portada Plateresca e retábulo do séc. XVIII. Foi declarada Monumento Histórico Artístico.





Apreciamos ainda o palácio dos Ulloa, o convento de San Pablo, a casa del Sol, a casa Mudéjar e a casa de Los Golfines de Arriba, para além da casa e a torre dos Sande. 



Na praça de Santa Maria encontra-se a Concatedral de Santa Maria é um edifício gótico. Foi construída no século XV, num estilo gótico tardio espanhol, o plateresco. É constituída por três naves contendo ainda alguns vestígios do estilo românico de uma construção anterior.








Tem três pórticos góticos, sendo a parte do Evangelho a mais antiga, pois remonta ao edifício românico anterior. As abóbadas são de cruzaria de ogivas.

Subimos ao cimo da torre da Catedral e desta apreciamos a monumental cidade de Cáceres.




No mesmo largo encontra-se ainda o Palácio Episcopal, o dos Ovandos, o de Mayoralgo, o dos duques de Valência e o famoso de Los Golfines de Abajo, em estilo plateresco, que foi residência dos Reis Católicos durante a visita à cidade, foi construído pelo ramo dos Golfín que se instalou na cidade imediatamente após a sua reconquista. Este combina eficazmente dois estilos: casa-fortaleza do século XV e o gosto humanista do século XVI. 



Outro monumento importante é a Igreja de San Francisco Javier, uma igreja jesuíta em estilo barroco construída no século XVIII. 




Ao longo da caminhada pelas ruas históricas da cidade velha cruzamo-nos com o bairro judeu e com as suas casas características. 





Em seguida visitamos o Museu Provincial de Cáceres que se encontra na zona antiga da cidade, incluí dois edifícios históricos: A Casa de las Veletas e a Casa de los Caballos. Nas suas salas encontram-se mostras pré-históricas e peças romanas, visigóticas e muçulmanas. Também tem no mesmo edifício uma cisterna hispano-árabe da cidade medieval, a coleção de Belas Artes e uma sala de exposições temporais. 








Um dos elementos que simbolizam a cidade de Cáceres é, sem dúvida, o arco de La Estrella. Este arco substituiu a Puerta Nueva, medieval, que ligava a Praça Maior com o interior da cidade. A sua construção foi iniciada no séc. XVIII, na parte interior está disposta uma estátua da Virgem da Estrela. No ano de 1726, o estilo da porta foi modificado para o estilo Barroco e a abertura do arco foi alargada para facilitar a passagem de carruagens. Serve para ligar a Plaza Mayor à Cidade Velha.




Na Plaza Mayor encontramos a Torre de Bujaco, esta trata-se de um dos símbolos de Cáceres que foi construído no século XII. É uma torre de 25 metros de altura que foi para proteção da muralha bem como da cidade. Hoje em dia é o centro de interpretação das três culturas onde se explicam os vários períodos históricos e os sítios mais importantes da cidade. 



Fora do conjunto amuralhado visitamos a igreja de Santiago, de origem românica e transformada por Gil Montañón no séc. XVI, com um retábulo-mor, obra de Berruguete; a igreja de San Juan, construída nos séculos XIII a XV, e o convento de San Francisco, como o anterior, em estilo gótico.




Em suma, em cada recanto do centro antigo de Cáceres nota-se a presença constante da história antiga.



19 de junho de 2013

La granja de San Ildefonso



La Granja de San Ildefonso é uma pequena cidade situada nas colinas perto de Segóvia.

Esta cidade é conhecida por abrigar o Palácio Real de La Granja de San Ildefonso, um palácio do século XVIII. Este anteriormente era a residência de verão dos reis de Espanha desde o reinado de Filipe V . O palácio é de estilo barroco rodeado por extensos jardins, inspirados no estilo francês, em Versalhes e tem fontes esculturais. 






Os restos mortais do Rei, junto com os de sua esposa, Isabel de Farnesio, são mantidos na igreja colegiada. A visita ao palácio inclui um passeio de quartos deslumbrantes, a decoração do período que foi preservada, assim como pinturas de Panini e obras flamengas do século XVII, para não mencionar belas tapeçarias em exposição no museu. O palácio está cercado por jardins magníficos, contendo uma grande variedade de plantas e adornado com 26 estátuas e fontes. 





O seu nome provém de uma antiga granja que os monges jerónimos, do mosteiro segoviano de El Parral, tinham neste lugar. Actualmente é gerido pelo Instituto do Património Nacional da Espanha e está aberto ao público quando a Família Real não se encontra no edifício.

No tempo que passamos na cidade demos um passeio pelas suas ruas, desfrutando da bela paisagem branca que a neve nos proporcionou. 






Concluindo, num cenário natural ímpar, ergue-se a cidade de La Granja de San Ildefonso, com um grande e imponente monumento, o seu palácio.


Segóvia


Segóvia é uma cidade de Espanha da comunidade autónoma de Castela e Leão, esta é uma das cidades históricas mais famosas de Espanha. 

É uma cidade edificada a 1000 metros de altitude sobre um rochedo triangular que se eleva como uma ilha no meio do Planalto Castelhano nas confluências dos rios Eresma e Clamores. 

Com raízes celtibéricas, Segóvia foi uma cidade de grande importância durante a colonização romana. A sua decadência começa no período visigodo, e acentua-se com a permanência dos Árabes na cidade. Reconquistada Castela, acidade foi-se repovoando por cristãos procedentes do Norte da península e dos Piréneus. É na Idade Média que alcança o seu esplendor. Em 1474, é nestacidade que se proclama Rainha de Castela Isabel, a Católica. No século XVIII Segóvia colonizou um amplo território. Desenvolveu uma poderosa indústria depanificação e inúmeros monumentos góticos foram construídos. Famílias aristocráticas e fabricantes de tecidos edificaram palácios urbanos com pátios e jardins de influência renascentista e brasões barrocos. 

Segóvia foi declarada "Património da Humanidade" pela UNESCO em 1985 e possui duas áreas: a zona alta, amuralhada e de carácter medieval, e a zona baixa, ou arredores, que está unida à zona alta pelo aqueduto romano.

As muralhas de Segóvia foram construídas quando a cidade pertencia aos árabes, mas foram expandidas sob a liderança de Afonso VI de Castela. Em seu auge, estas chegaram a duas milhas e oitenta torres. Havia cinco portões principais, permitindo o acesso à cidade velha e várias portas, mas, no momento existem apenas três portas, San Crebrián, Santiago e a San Andrés.



Esta é uma das poucas muralhas que ficam completas em Espanha, juntamente com Lugo e Avila. Tem um comprimento de cerca de 3 km e é uma das mais antigas muralhas medievais. A característica mais marcante desta construção é que, apesar dos muitos anos que passaram esta é preservada em sua totalidade.

No interior das suas muralhas, suas estreitas ruas tecem um labirinto com diversos templos românticos, palacetes e casarões nobres.






Um dos monumentos majestosos da cidade é o Alcázar de Segóvia que é um palácio fortificado em pedra, erguido em posição dominante sobre um penhasco rochoso na confluência dos rios Eresma e Clamores, próximo das montanhas de Guadarrama, é um dos mais distintos castelos-palácios em Espanha em virtude da sua forma – como a proa de um navio. O alcázar foi inicialmente construído como uma fortaleza, mas serviu, desde então, como palácio Real, prisão do Estado, Colégio Real de Artilharia e academia militar.






No seu interior destacam-se diversas salas, como, por exemplo, a Sala dos Tronos, a Sala dos Reis e o Museu das Armas, e a torre de menagem.











O Alcázar como muitas outras fortificações na Espanha, teve as suas origens em uma fortificação islâmica. A primeira referência a este alcázar, em particular, remonta a 1120, cerca de 32 anos depois de a cidade de Segóvia regressar a mãos cristãs (durante o período em que Afonso VI de Castela reconquistou terras para sul do Rio Douro até Toledo e mais além). No entanto, evidências arqueológicas sugerem que o sítio deste alcázar já fora usado no tempo dos romanos como fortificação, esta teoria é substancializada pela presença do famoso Aqueduto Romano de Segóvia.

O aqueduto de Segóvia foi construído durante os séculos I e II d.C., no governo dos imperadores romanos Vespasiano e Trajano. A parte restante do aqueduto tem 29 metros de altura, 728 metros de longitude total, 167 arcos (79 singelos e 88 dobrados). 





Al Monún de Toledo derrubou parte do aqueduto em 1072, mas os Reis Católicos, no século XV, promoveram a restauração da obra.

Outro monumento imponente da cidade é a Catedral de Santa Maria de Segóvia, conhecida como a Dama das Catedrais, devido às suas dimensões e à sua elegância, é uma catedral construída entre os séculos XVI e XVIII, de estilo gótico tardo com traços de renascentismo.





A catedral de Segóvia é uma das catedrais góticas passado da Espanha e da Europa, construído no século XVI (1525-1577), quando a maioria da Europa, dominou a arquitetura do "renascimento". A catedral tem uma estrutura em três cúpulas altas e ambulatorial, tem janelas bonitas com fino rendilhado e vitrais de qualidade excepcional. O interior tem uma notável unidade de estilo (em estilo gótico tardio), exceto na cúpula construída em torno de 1630, e parece impressionante e sóbrio. 








Percorrendo a cidade encontramos a Praça das Sereias ou a praça de Medina del Campo é um dos lugares mais movimentados da cidade de Segóvia. Aqui há sempre turistas e moradores em torno de muitos monumentos importantes da cidade e também vários restaurantes e locais de entretenimento, como o teatro Juan Bravo. Esta praça está localizada no coração de Segóvia, ao lado de Calle Real. 

Nesta praça situa-se uma das igrejas mais famosas e importantes da cidade, a igreja de St. Martin, que foi construída no século XI e tem origem moçárabe. O templo tem três naves e tem também uma torre de estilo mourisco, com três corpos e duas absides, embora quando foi construído eram três. 




Outro monumento que se encontra na praça das Sereias é uma bela e monumental escultura de bronze de Juan Bravo, que foi desenvolvido em 1921. 



Na gastronomia de Segóvia, destaca-se o leitão assado de Segóvia, temperado apenas com água e sal.

A visita a esta cidade histórica ficou completa com os flocos de neve que caíram durante uma parte do percurso pela cidade. A neve intensificou quando nos dirigíamos a La Granja, cidade da província de Segóvia, o que tornou o trajeto ainda mais belo, brindando-nos com uma paisagem branca digna de postal. 





Esta cidade é digna de receber o título de Património da Humanidade, uma vez que no centro de Segóvia respira-se a história, do romano ao gótico e ao medieval.