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7 de junho de 2013

Vizela

Vizela é uma cidade do distrito de Braga. O concelho foi criado em 1361, vindo a ser extinto em 1408. Teve então a designação de Riba Vizela. 

Conhecer as raízes de Vizela, ou Caldas de Vizela, como também é conhecida, é viajar no tempo e partir à descoberta de uma história milenar que tem o seu início muito antes da fundação da própria nacionalidade. 
Dos vários povos que por esta terra passaram, foram os Romanos que mais marcas deixaram. O seu mais importante legado foi a preciosa descoberta das propriedades medicinais das águas termais. Aproveitando a qualidade terapêutica das águas, indicadas para doenças respiratórias, doenças de pele e reumatismos, o atual balneário termal foi construído em 1870.



Para além do termalismo, Vizela tem ainda para oferecer, um vasto e rico património cultural e religioso.

Assim, visitamos a Ponte Romana de S. João, um ex-libris, erigido num dos locais que em tempos foi considerado como um dos mais belos de Vizela, faz parte de um dos mais importante recursos do património construído do concelho de Vizela. 
Edificada durante o período romano, fez parte da via - militar romana que ligava as localidades de Braga e Mérida. 

Visitamos as Capelas do Sítio do Santuário de S. Bento das Peras, situadas no cimo do Monte de S. Bento, a 410 metros de altitude. A capela mais antiga é o local preferencial pelos devotos para cumprirem as suas promessas, está datada do Século XVI. A mais recente foi dedicada ao culto em Outubro de 1970.




Característica única deste local é também os penedos pintados de branco que se apresentam por toda a encosta do monte, que significam o agradecimento dos devotos por graças concedidas. 






Também visitamos a Capela de Nossa Senhora da Tocha, a sua construção data do Séc. XVIII. De destacar o seu ameado e os trinta e nove merlões, decorados com motivos românicos. 




Outra atração é o Parque das Termas que se localiza no centro da cidade, mais precisamente na freguesia de S. João. Este espaço é considerado como sendo o “pulmão” de Vizela, devido à sua vasta vegetação, distinguindo-se aqui inúmeras espécies de árvores, algumas delas centenárias. 

Uma visita a Vizela só fica completa uma vez provadas as iguarias da terra, uma cozinha tradicional bem acompanhada pelos néctares da região, o vinho verde, e complementada pelo célebre Bolinhol, doce único em Portugal.


6 de junho de 2013

Celorico de Basto



Celorico de Basto é uma cidade do distrito de Braga, que terá sido ocupado desde tempos muito remotos, tal como nos testemunham as marcas que as civilizações mais antigas ali deixaram.

Os mais antigos vestígios de povoamento do espaço geográfico atual do concelho de Celorico de Basto, revelados pela prospeção recente e intervenção pontual de contextos arqueológicos, são atribuíveis ao início do megalitismo. Para este período pode apontar-se o grande conjunto de mamoas do Planalto da Lameira. Da Idade do Ferro destaca-se o povoado de Bouça de Mosqueiros, em Britelo, o Castro do Ladário, em Ribas, o Castro de Barrega, em Borba e o Castro de Ourilhe e outros de menor relevância. A Romanização está bem patente em Celorico de Basto e as marcas deste período encontram-se um pouco por todo o espaço concelhio.

Alguns autores, porém, ao pretenderem explicar a etimologia da toponímia local dizem ter existido por estas bandas a famosa Celiobriga que foi cidade (brigum) dos povos celerinos (celio), donde terá resultado – toponimicamente – Celorico. Povos Bástulos ou Bastetanos que por ali se teriam fixado, podem estar na origem do patronímico Basto. Estes e outros povos peninsulares devem ter ocupado extensas áreas, desde as vertentes do Tâmega, até aos montes de Barroso e de Ceva, que, no seu todo, vieram a ser conhecidas por Terra de Basto.




A região prima pelo grande número de casas e solares senhoriais e brasonadas que, sobretudo a partir do século XVII, foram construídas na região, marcando para sempre o traçado desta serrana paisagem, incutindo muitos pormenores Barrocos, com os materiais da zona. Entre as muitas existentes, destacam-se a Casa do Campo, os solares da Boa Vista e do Outeiro (século XVIII), a Casa da Portela, a da Gandarela, a do Prado (século XIX) ou a Casa da Igreja (século XVIII). 

Também visitamos o Castelo de Celorico, vulgarmente conhecido como Castelo de Arnoia (por se localizar nessa mesma freguesia), monumento militar, situado sobre a antiga povoação de "Villa de Basto" , que foi durante longo tempo sede deste concelho.
A data da sua fundação perdeu-se nos tempos, embora se defenda uma possível edificação, sobre ruínas de um povoamento castrejo, a partir do qual se alicerçou o castelo, constituído por uma única linha de muralhas, a respetiva torre de menagem e uma pequena barbaçã. O certo é que o castelo e a circunscrição territorial de Celorico já existiriam desde o século XI, acreditando-se que tenha sido edificado, à imagem de outros do mesmo género, existentes no Norte do País, durante os séculos IX-X . A este castelo está também ligado o feito lendário de Martim Vasques da Cunha, contado no "Livro das Linhagens", do Conde D. Pedro.



Outro monumento que visitamos foi o mosteiro beneditino de S. João de Arnoia, que terá sido construído antes da Nacionalidade e também conhecido por S. João do Ermo. 




A natureza circundante de Celorico de Basto é um dos seus maiores atributos Patrimoniais, tendo-se dos Miradouros vizinhos, nomeadamente no Alto do Viso e no Castelo de Arnóia, vistas fabulosas que se estendem desde o vale do Tâmega até ao maciço montanhoso de Alvão e Marão. 

Também percorremos um percurso constituído por um conjunto de dez moinhos localizados num pequeno trecho do Rio Bugio,. O percurso desenvolve-se ao longo das levadas que envolvem os moinhos, os quais foram objeto de pequenas intervenções para permitirem a circulação das pessoas. Não sabemos ao certo quando foram construídos os primeiros moinhos neste trecho do rio, mas já na doação de Vila Boa em 1072 ao Mosteiro de Pombeiro se incluíam as "sesegas molinarias" aqui existentes e cuja construção talvez tivesse sido da iniciativa dos "senhores" dessa Villa, que entregariam a sua exploração a moleiros de profissão. 

Outra pérola do património de Celorico é a Camélia nos Jardins de Basto. Quem passear pelas Terras de Basto e particularmente no concelho de Celorico de Basto, verificará que não há solar, casa senhorial ou igreja que não possua alguns exemplares de camélias nas suas imediações, alegrando a paisagem como pinceladas de cor.
Imperatriz do Oriente, rosa da China ou simplesmente Camélia como vulgarmente é conhecida entre nós, é proveniente das Terras do Sol Nascente e terá sido introduzida em Portugal na época dos descobrimentos. A sua boa aclimatação e o fascínio que desde sempre suscitou transformando-se em flor inspiradora de paixões e musa de pintores e romancistas, deram-lhe um lugar de destaque nos jardins de Portugal e particularmente nos de Celorico de Basto.

A gastronomia é outra atração do concelho, as couves com feijão, acompanhadas com toucinho, são um prato rústico com tradição. O arroz de cabidela de frango "pica no chão", o "bacalhau à Freixieiro”, o cabrito assado com arroz de forno, a vitela assada, o cozido à portuguesa, a feijoada com chispe continuam a fazer as delícias dos apreciadores de boa mesa, ao qual não pode faltar o acompanhamento de um verde tinto "encorpado".
Na doçaria temos o pão-de-ló, as cavacas, os rosquilhos, as galhofas e o pudim caseiro.

Concluindo, o concelho de Celorico de Basto é o local ideal para visitar. Possui um vasto património Histórico, Arquitectónico e Arqueológico. Tem vários espaços que permitem uma estadia agradável como parques de Lazer, ou áreas sazonais de Banho.

27 de junho de 2012

Vila Nova de Gaia


A cidade de Vila Nova de Gaia está localizada na margem sul da foz do rio Douro. As caves do famoso vinho do Porto ficam localizadas neste concelho.



Formada originalmente a partir de duas povoações distintas, Gaia e Vila Nova, foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.

A ligação à cidade vizinha do Porto é particularmente forte, e não apenas através da partilha do património comum do Vinho do Porto: no passado as famílias burguesas e nobres do Porto tinham em Vila Nova de Gaia quintas e casas de férias. Devido ao forte crescimento económico e melhoria das comunicações com a margem norte nas últimas décadas, Vila Nova de Gaia progressivamente acolheu população que trabalha diariamente no Porto.



A origem de Vila Nova de Gaia remonta provavelmente a um castro celta. Quando integrada no Império Romano, tomou o nome Cale ou Gale.

O próprio rio Douro (Durus em latim) é igualmente celta, construído a partir do Celta "dwr", que significa água. Durante os tempos romanos, a grande maioria da população viveria na margem sul do Douro, situando-se a norte uma pequena comunidade em torno do porto de águas fundas, no local onde se situa agora a zona ribeirinha do Porto. O nome da cidade do Porto, posteriormente, "Portus Cale", significaria o Porto ("portus" em latim) da cidade de Gaia. Com o desenvolvimento como centro de trocas comerciais, a margem norte acabou por também crescer em importância, tendo-se aí estabelecido o clero e burgueses.



O grande desenvolvimento da cidade de Vila Nova de Gaia dá-se no século XVIII, com a instalação dos famosos Armazéns do Vinho do Porto que já na época era uma muito importante indústria no norte do País. Hoje, Vila Nova de Gaia é o principal centro de produção do vinho do Porto, com o centro da cidade dominado pelos armazéns das marcas mais famosas, com mais de 50 companhias, alojados em edifícios de característicos telhados vermelhos. Uma visita a uma das muitas Caves aqui existentes é imprescindível para melhor conhecer e apreciar este prestigiado vinho, único no mundo.

Uma das atrações da cidade é o seu cais, uma visita ao Cais de Gaia proporciona agradáveis momentos de lazer, nesta área turística de esplanadas, restaurantes e bares, com vista para a zona histórica da cidade do Porto, no local onde durante muitos séculos se localizou um porto fluvial de onde eram exportadas diversas mercadorias, nomeadamente o referido Vinho do Porto. Daqui partem hoje em dia os famosos Cruzeiros no Rio Douro, com destino à região do Alto Douro, onde toda a produção do vinho do Porto é adestrada.




Gaia também apresenta uma costa atlântica extensa, cerca de 18km, ao longo dos quais se observam praias com uma riqueza natural muito própria e caraterísticas terapêuticas reconhecidas.

Em anos recentes, tem sido o concelho do país com mais praias ostentando o prémio Bandeira Azul. No total, em 2008, 17 praias receberam o galardão. Recentemente a requalificação de toda esta área contemplou a construção de um passadiço em madeira que permite percorrer a frente de mar, livre de trânsito, e ligando a praia de Lavadores a Espinho. Entre outras encontramos as praias da Madalena, Valadares, Miramar, Aguda e Granja.






A Praia da Aguda é a minha praia de eleição, para além de convidar a banhos, convida sobretudo a contemplar uma vastidão de areal e mar a perder de vista. A grande extensão de praia faz fronteira com uma bonita paisagem dunar e de vegetação natural.
Aproveito sempre este local para fazer uma longa caminhada pelos agradáveis passadiços de madeira.
A Aguda é também uma praia de gentes da pesca, que acolhem nas suas águas os veraneantes que ali se refrescam.







Ao longo da costa, existem vários locais de interesse para além da atividade balnear, entre os quais se destacam a Capela do Senhor da Pedra na Praia de Miramar, a vila piscatória da Aguda, referida anteriormente e finalmente, o lugar da Granja, uma das mais famosas e antigas estâncias balneares portuguesas. A Granja é ainda conhecida por ter sido o local onde Sophia de Mello Breyner Andresen passou grande parte da sua infância e juventude e fonte de inspiração para os elementos marítimos das suas obras.

Outra das atrações do concelho é o Parque Biológico, a instalação em 1983 do Parque Biológico de Gaia, posteriormente estendido e ampliado em 1998 tornou o concelho um ponto de referência em termos de instalações dotadas para a prática da educação e turismo ambiental. Também em 1997 o Parque de Dunas da Aguda foi inaugurado, possibilitando a conservação de uma flora e fauna raras.

Não só o património natural reflete a riqueza do concelho, mas também o seu património arquitetónico e religioso.

Assim, encontramos implantado no cimo de uma escarpa e dominando toda a zona sobranceira ao Douro o verdadeiro ex-libris de Vila Nova de Gaia, o Mosteiro da Serra do Pilar. Classificado pela Unesco como Património Mundial desde 1996.
Frei Brás de Braga, de acordo com D João III e com D. Fr. Baltazar Limpo, Bispo do Porto, decidiu fundar este novo mosteiro, em 1537, para albergar os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho provenientes do Mosteiro de Grijó, à data bastante degradado.
A Igreja, classificada como Monumento Nacional, realça-se pela planta circular, coberta por uma imponente abóbada hemisférica, rodeada por varandim e coroada por um lanternim.




Através deste local conseguimos desfrutar de uma magnifica vista para a cidade do Porto e para o Rio Douro.




Outro mosteiro importante é o Mosteiro de Grijó que terá tido origem numa pequena igreja, fundada no séc. X, sob a invocação de São Salvador. A planta, de 1572, engloba a igreja, o claustro e sacristia. A igreja foi concluída e benzida em 1626 e ocupa uma área destacada no conjunto.




Em Pedroso encontramos o Mosteiro de Pedroso, mosteiro beneditino cuja fundação remonta ao século XI. Entre os séculos XI e XIV, assistiu-se a um engrandecimento patrimonial deste Mosteiro, até que em pleno século XVI o convento é extinto. A partir de 1759 a Igreja do Mosteiro passou a servir de Matriz da Freguesia.



Uma das atrações da zona costeira é a Capela do Senhor da Pedra localizada num rochedo batido pelo mar, na praia de Miramar.
A sua edificação, a partir de uma planta centrada de forma hexagonal, pela conceção arquitetónica, poderá remontar ao século XVII, embora testemunhos documentais apontem o século XVIII.
O seu interior possui três retábulos em talha policroma e dourada de influência Rococó, e um púlpito de madeira. De salientar a imagem do Senhor da Pedra - um Cristo Crucificado.
O culto popular ao Senhor da Pedra manifesta-se através da Romaria do domingo da Santíssima Trindade e é considerada uma das maiores e das mais carismáticas do concelho. No entanto, são muitos os que visitam o local durante todo o ano. A praia e a alameda do Senhor da Pedra são motivos adicionais para visita e lazer.





Por fim, mesmo no centro histórico da cidade encontramos o Convento Corpus Christi que foi construído primitivamente junto ao rio no Séc. XIV. A Igreja conheceu uma degradação gradual provocada pelas constantes cheias do Rio Douro, o que originou a edificação, pelas freiras de S. Domingos, da atual capela no séc. XVII. O mosteiro sofreu profundas alterações nos séculos XVII e XVIII e foi extinto em 1834.
Encontra-se aqui a arca tumular de Álvaro de Cernache, alferes da bandeira da Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota.
Hoje, o Convento de Corpus Christi, em local privilegiado junto ao Cais de Gaia, é um equipamento municipal de intensa atividade cultural.





No que se refere à gastronomia local, as especialidades gastronómicas de Gaia não se limitam ao Vinho do Porto. Nas zonas ribeirinhas, a lampreia e o sável constituem uma referência, sendo confecionados de formas diversas.
Do mar vem a sardinha, presença indispensável nas múltiplas festas e romarias, assada na brasa, acompanhada com pimentos, broa e azeitonas. Vêm também variadíssimos peixes com que se prepara a caldeirada de peixe à pescador e a farinha de pau. O marisco, o arroz de polvo e o bacalhau e as mil e uma maneiras de o preparar são igualmente muito apreciados.

No concelho de Gaia sugiro alguns restaurantes, entre eles: A Margem, Manjar do Nordeste (aconselho a francesinha no forno a lenha), o Bacalhoeiro, Mar à vista, Dom Tonho, Tromba Rija, Di Casa – cozinha italiana, Aguda Mar, restaurante Zizi, Osso e Espinha, Restaurante Barão de Fladgate (Caves Taylor's) e o Meia Banana (especialidades em francesinhas).

Concluindo, Vila Nova de Gaia espelha o fresco da brisa do mar, o sabor da gastronomia costeira e a importância histórica do seu património edificado.



14 de maio de 2012

Aldeia de Couce



A pequena aldeia de Couce situa-se no concelho de Valongo, junto da Serra de Santa Justa.



É uma aldeia típica, com cerca de 22 habitantes, banhada pelo rio Ferreira, cuja autenticidade permanece nas casas de xisto. A sua distinção advém do seu passado na panificação e ligado às minas.








Em 2007 foi construído um "Corredor Ecológico" que liga a aldeia ao centro da cidade de Valongo, permitindo percorrer de forma pedonal cerca de 10 quilómetros. A acessibilidade à aldeia era um dos problemas de Couce, uma vez que a estrada era em terra batida, dificultando muito a circulação automóvel que se agravava em dias de chuva. Os caminhos da pequena aldeia foram repavimentados com calçada à antiga portuguesa.

Estes hectares em Valongo foram classificados como Sítio da Rede Natura 2000 e neles podem ser relevantes espécies de fauna e flora, designadamente nove espécies de animais, como o morcego-de-ferradura-grande ou o morcego-de-peluche.




A aldeia de Couce situada tão próximo do meio urbano ainda preserva traços rurais que atraem vários visitantes.



Valongo


Valongo é uma cidade do distrito do Porto. A criação do concelho de Valongo remonta ao ano de 1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País, compreendida no reinado de D. Maria II. Contudo, a ocupação humana desta região é muito anterior à romanização.

Atendendo às características geo-morfológicas do território do atual concelho, Valongo apresenta uma grande riqueza geológica e paleontológica – factos que têm interessado particularmente os meios universitários. A sua evolução histórica enquadra-se, com maior ou menor especificidade, no devir histórico da sua envolvente.

A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água garantida pelos cursos dos Rios Leça e Ferreira e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas. Vestígios toponímicos como “Evanta”, “Monte da Mamoa”, “Mamoa do Piolho” e outros, atestam a existência de monumentos funerários inerentes à ocupação destas zonas no período Neolítico.

Uma ocupação mais tardia corresponde às civilizações castrejas da Idade do Ferro, localizadas nas Serras de Stª. Justa e Pias. Estão aí referenciados três castros: Alto do Castro; Castro de Pias e Castro de Couce. Povoados primitivos posteriormente ocupados pelos Romanos. É muito significativa a ocupação romana desta área. Repare-se que o próprio topónimo que a designa teve origem nas palavras latinas Vallis Longus.

Os pólos mais importantes são as cidades de Ermesinde e de Alfena, as duas freguesias mais populosas do concelho. Desde há séculos acontece na freguesia de Sobrado, uma importantíssima festa no dia de S. João, a festa dos Bugios ou Bugiadas, onde entram em exibição, em danças singulares, fantásticas máscaras representando mouros e cristãos. Atualmente candidata a Património Cultural da Humanidade.

Em Ermesinde podemos encontrar o Fórum Cultural que nasceu da A “Fábrica da Telha” como era vulgarmente designada, e foi inaugurado a 18 de Maio de 2001. A fábrica foi fundada e iniciou a sua atividade em 1910 sob a designação de Empresa Industrial de Ermesinde, dedicando-se ao fabrico da telha tipo marselha e tijolo vulgar. Nos anos 20 atingiu grande prosperidade. Esta atividade foi crescendo e novos parceiros foram associados dando origem a um excelente exemplo da arquitetura industrial do início do século.




No centro de Ermesinde encontramos a igreja matriz que veio substituir a igreja matriz antiga, demolida em 1968 e foi inaugurada em 1981 por D. António Ferreira Gomes. Feita em betão armado, obedece a uma estética moderna, tanto no exterior como no interior. Orago: S. Lourenço.

Ainda em Ermesinde encontra-se a Igreja Santa Rita, que começou a ser construída na segunda metade do séc. XVIII, a primeira pedra foi colocada em 1749. É de estilo barroco. No interior da Igreja, destaca-se a excelente talha dourada nas capelas laterais, no altar-mor e na estatuária religiosa.




Em Valongo podemos usufruir da natureza dando um passeio pela Serra de Santa Justa, esta faz parte de uma vasta zona florestal na qual se incluem também as Serras de Pias e de Castiçal, abrangendo os concelhos de Valongo, Gondomar e Paredes.




No alto da serra encontramos a Capela de Santa Justa e podemos desfrutar de uma bela vista para Valongo e arredores.



Ainda na Serra de Santa Justa podemos encontrar o sanatório de Valongo, é mais uma unidade hospitalar abandonada que testemunha o flagelo que foi a tuberculose em Portugal. Este foi traçado por Júlio José de Brito, construído em 1932 como uma obra do Estado Novo, tendo depois sofrido obras de ampliação que terminaram em 1958.



No auge da sua laboração chegou a albergar mais de três centenas de doentes e contava na sua estrutura, com capela, escola e um edifício de lavandaria.



Hoje em dia encontra muito degradado e serve e cenário para jogos de paintball.

No centro da cidade encontramos a igreja matriz, que foi construída no local em que se encontrava a antiga, demolida por estar arruinada. A sua construção foi autorizada por D. João VI, e data de 1793.



A cidade de Valongo é rica em tradições e terra de ótimos sabores.

O doce branco de Sobrado, os biscoitos, o pudim de pão, as sopas secas, o pão e a regueifa (seu ex-libris) são alguns dos paladares que aqui podem ser degustados, complementados pelas deliciosas receitas típicas da gastronomia nortenha.

No que se refere à restauração sugiro os seguintes restaurantes situados no concelho de Valongo: A regional Valonguense, Barriga dos Frades, Churrasco e Companhia, O sino, Porca Gorda e o trombinhas.

Concluindo, Valongo é terra de tradições e de gente calorosa e acolhedora.